Oficina de grafite encerra II Semana Acadêmica de Comunicação na UTFPR

#COBERTURAESPECIAL #TAMBOR

Por Emanuelle Soares Brizola e Luciano Rizzi*

A oficina de estêncil e grafite encerrou a programação da II Semana Acadêmica de Comunicação da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), realizada entre os dias 25 e 27 de setembro de 2017. A Tambor – codinome dado ao evento – foi organizada por uma comissão de alunas e pela coordenação do curso de Comorg (Comunicação Organizacional), explorando o tema “Comunicação 360º”. A última oficina, realizada na noite desta quarta-feira (27) na universidade, foi ministrada por João Tarran, estudante do curso de Design na UTFPR.

Tarran, 21 anos, descreve o grafite como “arte urbana underground necessária contra a opressão imposta pela sociedade dominadora”. Segundo o estudante, a manifestação por meio do grafite deve ser vista como um movimento democrático e de liberdade de expressão nas ruas. “Além de ser expressão cultural, a arte busca trazer vida ao ambiente cinzento e concreto da cidade, e pode ser feita por qualquer um que queira transmitir uma mensagem”,  disse João Tarran. O responsável pela oficina também afirmou que a iniciativa também proporciona a troca de experiências e reflexões, por  permitir que a alguém expor seu ponto de vista diante do outro.  Como artista, incentivou aos alunos a pensar “fora da caixa” durante a atividade, expondo suas reflexões e questionando as convenções sociais – a materialização das ideias em um meio opressivo é um dos propósitos da arte urbana.

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Alunos de Comorg participam de oficina de grafite na Tambor – a II Semana Acadêmica de Comunicação na UTFPR (Foto: Divulgação/Organização da Tambor)

SUCESSO DA TAMBOR

No meio acadêmico, a oficina teve adesão significativa dos estudantes. Aluna de Comorg e integrante da comissão organizadora do evento, Thayna Bressan declarou que todo o trabalho valeu a pena e o retorno foi 100% positivo.  “O propósito da Semana Acadêmica é justamente trazer coisas de fora, que nós alunos não veríamos normalmente em sala de aula. Foi um desafio escolher o tema, pensamos bastante e tivemos várias ideias; escolhemos Comunicação 360° pela amplitude de conteúdos que se encaixam dentro disso”, afirmou. Thayna também ressalta que cada uma das três estudantes que compuseram a comissão organizadora tem perfil e interesses diferentes, o que trouxe a diversidade da programação. “Enquanto uma tem mais foco em gestão, outra se volta mais para criatividade”, exemplificou.

Segundo Elza Oliveira, coordenadora do curso de Comorg, o fato de ter sido organizada por um grupo de alunas, após um intervalo de mais de um ano sem que a realização de um evento similar, agrega relevância à Tambor. A professora Elza salientou o esforço das organizadoras perante o compromisso com o mais acertado para toda a comunidade acadêmica: a participação e o envolvimento dos alunos em atividades complementares e pertinentes ao curso. Para a coordenadora, a qualidade diferenciada da programação foi o que trouxe a adesão e participação ativa de grande parte dos alunos de comunicação. “Da parte da coordenação do curso, todo o reconhecimento às organizadoras atuais. Tenho a impressão de que houve sim envolvimento do público, e estou muito feliz por isso. A continuidade da realização da semana nos próximos anos tem apoio efetivo, pela categoria dos eventos e presença dos alunos, e a gente imagina que vai ser sucesso de novo”, declarou a professora Elza Oliveira.

*Os autores são estudantes do curso de Comunicação Organizacional da UTFPR

 

Fotógrafo Walter Thoms compartilhou suas experiências com a fotografia de rua

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Por Allyson Rafael Berger e Vivian Vieira*

Nesta quarta-feira (27), durante a última manhã de programação da Tambor, a Semana Acadêmica de Comunicação, a palestra ministrada pelo fotógrafo Walter Thoms lotou uma das salas da UTFPR, com a participação de alunos da universidade e comunidade externa, e mediação da professora de fotografia Anuschka Lemos, para tratar do tema “Fotojornalismo e Fotografia de Rua”. Walter Thoms (26 anos), que é fotógrafo há sete anos e atualmente participa de dois coletivos – o R.U.A Foto Coletivo e o Flanares –, contou sobre suas experiências nas ruas de Curitiba, como iniciou sua carreira fotográfica e como os seus colegas influenciam em seus trabalhos.

A palestra, que teve como foco principal a fotografia de rua, teve vários momentos reflexivos sobre a influência da fotografia na vida das pessoas, além dos desafios e das inseguranças de seguir o caminho certo nesse tema. Segundo o palestrante, hoje, a fotografia de rua existe para influenciar as pessoas principalmente na questão de valorização do cotidiano, das cenas que passam despercebidas pelas pessoas imergidas na rotina. “Acho que a foto de rua vai influenciar desde esses momentos bonitos, mágicos e singelos até algo político e de combate. É o que ela representa: estar na rua”, opinou o fotógrafo.

Ao ser indagado sobre o que ele procura demonstrar em suas fotografias, Walter Thoms destacou o valor que confere à coletividade e o fato de seus colegas influenciarem muito em suas ideias. Para ele, o trabalho dos outros fotógrafos muitas vezes serve de inspiração, não para fazer algo semelhante, mas justamente para explorar alguma outra particularidade daquele lugar fotografado e levar à reflexão. “Eu tento fazer algo na mesma cena, nesse mesmo lugar mas pensando ‘como vou fazer algo diferente que faça com que as pessoas fiquem se questionando?’. Acho que é esse lado que eu procuro sempre fazer algo diferente”, afirmou o fotógrafo.  Continuar lendo

Oficina abordou técnicas da fotografia de retrato na Tambor

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Por Amanda Correia, Ketlyn Nicole e Maria Beatriz*

Nesta terça feira (26), a segunda edição da Semana Acadêmica de Comunicação, a Tambor, contou com a participação de Isabella Glock, fotógrafa de retratos que ministrou uma oficina sobre o tema na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). O evento, realizado no período noturno, contou com a presença  de 20 participantes e abordou técnicas básicas de fotografia, além de análises de retratistas famosos como David LaChapelle e Steve Mccurry.

FOTODurante o evento, Glock ensinou técnicas de edição e tratamento de fotos, com o uso do programa Photoshop e respondeu as dúvidas dos participantes. A oficina teve o intuito de agregar conhecimento aos estudantes de Comorg (Comunicação Organizacional), que têm uma disciplina de fotografia durante o curso. Em entrevista à AG Comunique, a fotógrafa de 22 anos disse que esta foi sua primeira oficina de fotografia de retrato ministrada, mesmo que atuante no ramo desde os 16 anos.

A fotógrafa autônoma frequentou a Escola Secundária Artística António Arroio em Lisboa e é formada em cinema pelo Centro Europeu. Atualmente, estuda práticas integrativas e complementares na saúde na Faculdade IBRATE. 

*As autoras são estudantes do curso de Comunicação Organizacional da UTFPR.

 

Diálogo sobre expectativa e realidade profissional compôs semana de Comorg

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Por Gabriela Paim, Kaíssa Frade e Nathaly do Nascimento*

A II Semana Acadêmica do Curso de Comorg (Comunicação Organizacional), denominada Tambor, contou com uma variedade de oficinas e debates. Um bate-papo descontraído, em forma de roda de conversa, foi mediado pela comunicóloga e desenhista Amanda Talhari na última terça-feira (26), às 18 horas, na Laje do Design da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Abordando o tema “Expectativa versus Realidade” e focando no mercado de trabalho, a desenhista utilizou de suas experiências pessoais para a falar a respeito do que se espera encontrar no dia a dia após o término do curso de Comunicação e o que realmente se encontra.

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Com o público majoritariamente de calouros do curso de Comorg, o diálogo fluiu com a interatividade. Os alunos destacaram suas expectativas otimistas e pessimistas em relação ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que conversaram sobre a visão idealística que geralmente se têm em relação aos futuros empregos. Sobre isso, Talhari ressaltou: “Você demora uns anos até a ficha cair, a realidade do mercado de trabalho não é nem ideal como queríamos, nem ruim como temos medo que seja. Ela é o que fazemos dela”.

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Gestão de Crise na esfera política é tema de palestra na semana de Comorg

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Por Caroline Wiese, Leon Pureza, Maisa Barbosa*

O jornalista e ativista político-cultural Guilherme Daldin palestrou sobre o tema gestão de crise na última terça-feira (26), na semana acadêmica de Comunicação Organizacional (Comorg) da UTFPR. Daldin comentou suas estratégias e objetivos das ações de comunicação numa esfera política de crise, na qual ações precisam atingir um público restrito em pouco tempo. Em sua fala, o palestrante trouxe situações atuais da política brasileira como exemplos para o tema.

O jornalista enfatizou o papel e a relevância das redes sociais nas manifestações políticas, desde a primavera árabe até as que se seguiram por todo o Brasil em 2013, e a diferença de efetividade do atual engajamento nesses ambientes. Questionado pela plateia sobre a melhor forma de atingir uma gama maior de público pelas redes sociais, o palestrante explicou a relevância da comunicação em rede simulando uma campanha voltada aos alunos de comunicação. “Neste caso, devemos atingir o primeiro círculo dessa bolha, que são alunos, professores, pessoas diretamente relacionadas à instituição. Caso eles sejam impactados com força, criarão um engajamento de público que vai alavancar a visibilidade da campanha para pessoas conectadas a elas. Desta forma, é possível aumentar o alcance e ‘furar a bolha’ em alguma medida”, afirmou o ativista.

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Palestra com tema “Gestão de crises” dada por Guilherme Daldin reuniu alunos na semana acadêmica de Comunicação Organizacional na UTFPR (Foto: Maisa Barbosa)

Daldin, que já trabalhou com plano de comunicação de projetos ambientais da Petrobrás, dirigiu o curta-metragem ‘Com amor, Fleury’ (2013), selecionado para o Festival de Cinema da Lapa. Segundo o profissional, que trabalha na produtora Popolo Filmes, ele também esteve diretamente ligado à luta contra a extinção do Ministério da Cultura em maio deste ano, durante a ocupação do pátio do prédio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Os trabalhos do jornalista podem ser conferidos em sua página, aqui.

*Os autores são estudantes do curso de Comunicação Organizacional da UTFPR.

Semana Acadêmica debateu a presença da Mulher Negra na Moda

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Por Jessica Guimarães, Julia Duda e Sara Takatsuki*

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Colóquio reuniu estudantes para discussão em torno de Designer de Moda Suelen Matos (Foto: AG Comunique)

Na manhã do segundo dia (26/09) de programação da Tambor, a Semana Acadêmica de Comunicação da UTFPR, foi realizada um colóquio sobre a representatividade da mulher negra na comunicação de moda. A convidada Suelen Matos, designer e pesquisadora na área de plástica afro-brasileira na moda feminina, explicou que há empecilhos para a entrada definitiva da mulher negra na moda. Entre eles, afirmou que o racismo e o machismo são as principais causas e que, no Brasil, o racismo institucional velado é naturalizado. “Se é questionado, é rotulado como ‘mimimi’. O racismo existe, sim. O motivo pelo qual o negro não se insere definitivamente na moda e na comunicação é o racismo velado”, declara. Continuar lendo