UTFPR campus Curitiba ganhou um amarelo radiante nesse último mês de Setembro, em campanha do Setembro Amarelo mês de prevenção ao suicídio

Deborah Deluchi

Setembro ganhou uma cor vibrante na UTFPR Campus Curitiba, a campanha Setembro Amarelo 2018 movimentou estudantes e entidades dentro da Universidade, o que demonstra uma disposição e apoio ao significado do Mês de Prevenção ao Suicídio. Ao longo do mês, inúmeras mensagens, intervenções, palestras, e ações solidárias ocorreram nos corredores, pátios, salas de aula e auditórios do Campus. Continuar lendo

Suicídio: um mal presente na sociedade

Reportagem Especial

Por Caruline Rocha, Deborah Deluchi, Laura Jucá, Leonardo Batistão, Rhuan Iasino

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Para acabar com o tabu e debater sobre o suicídio, campanhas como o Setembro Amarelo têm despertado a atenção da população para a relevância do tema. A praça Santos Andrade foi local de intervenção para divulgação em Curitiba (Foto: Divulgação/CVV)

Uma epidemia silenciosa, o suicídio tem crescido a cada ano sem parecer algo relevante. Entender o que é o suicídio pode se tornar um artifício para reverter esse cenário, que é extremamente complexo, assim como todo assunto delicado que deixa de ser tabu a partir do momento que começa a ser discutido em sociedade – como já aconteceu com a AIDS, homossexualismo, preconceito racial, legalização do aborto e tantos outros.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o principal dado sobre o suicídio é o de que a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida, totalizando cerca de 1 milhão de pessoas suicidas por ano no mundo. Já no Brasil, que apresenta baixos índices em relação à média mundial, os números também assustam. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada hora, uma pessoa comete suicídio no país.

Assim, pode-se perceber a importância e a necessidade de se abordar o tema no debate público. Contudo, um dos motivos de ainda ser tabu é a existência de mitos sobre o tema na sociedade, como o de que os motivos que levam as pessoas a desistir de suas vidas são traumas dos quais foram vítimas. Isso dificulta o diálogo e a obtenção de conhecimento para ajudar o próximo. Para o psicólogo e psicoterapeuta Allan Martins Mohr, o melhor caminho possível para acabar com o tabu é se falar sobre o suicídio em si. “O melhor é se falar sobre angústia, sobre sofrimento, falar que isso é comum, e que as pessoas possuem essas questões de existência”, declara.

Além disso, ao considerarmos o suicídio uma questão de saúde pública, ele precisa ser aprofundado pela comunidade médica, que deve se preparar para lidar corretamente com o assunto. A psicóloga Gladir Sanchotene afirma “Considero que a formação acadêmica é falha nesse sentido”, dando como exemplo apenas as pessoas que se especializam em saúde mental e recebem recomendações do Ministério da Saúde e outras entidades relacionadas ao tema.

Mês amarelo

Ainda que seja um tabu na sociedade, algumas iniciativas já começam a introduzir o debate sobre a prevenção do suicídio no país. Uma dessas é a campanha “Setembro Amarelo” promovida por uma parceria entre a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o CFM (Conselho Federal de Medicina) e o CVV (Centro de Valorização a Vida). Ao longo do mês ocorre uma série de ações para conscientizar de toda a sociedade a respeito da importância de se debater em torno do suicídio e das psicopatologias. Nesse período as entidades e os governos procuram chamar a atenção da população sobre o tema, como por exemplo o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e o Palácio do Planalto, em Brasília que foram iluminados com luzes amarelas, cor que simboliza a campanha pela valorização da vida.  Continuar lendo

1° Encontro Cristão na UTFPR traz como tema a Prevenção ao Suicídio

Por Amanda Correia, Ketlyn Nicole e Maria Beatriz

Na última quinta-feira (23), a UTFPR (Universidade Tecnológica do Paraná) sediou o “1° Encontro Cristão na UTFPR”, organizado pela ABUB (Aliança Bíblica Universitária) e pelo grupo “UTFPR em Cristo”. Voltado aos alunos da instituição, mas aberto ao público, de qualquer crédulo religioso, o encontro contou com a presença da psicóloga Elisabeth Suguihara que ministrou um debate sobre a prevenção ao suicídio. Intitulada “Há razão para continuar”, a palestra abordou o suicídio, esse mal silencioso que, em muitos casos, pode ser prevenido se houver uma conversa sem tabu sobre o assunto.

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos, sendo essa a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, esses índices cresceram entre 2011 e 2015. Dados como esses foram divulgados pela palestrante que, além disso, contou relatos de sua vida pessoal e profissional, destacando que apesar de pouco falado, esse tema sempre esteve presente e merece atenção da sociedade. Dar atenção e não tratar o problema como se fosse algo banal é a melhor forma de se dar auxílio a quem precisa, segundo a psicóloga.

Durante a palestra, foram citadas  formas de entender e ajudar pessoas que estão passando por situações depressivas e que podem levar ao suicídio. Para os organizadores, falar sobre isso na universidade é relevante porque o assunto não é tão divulgado e seu debate pode ajudar os jovens que passam por essa situação e tem vergonha de se expor.

O debate foi relevante para os alunos refletirem sobre sua importância e papel na universidade. Segundo a estudante Aliana Ribas (19), que participou do evento, a experiência foi motivadora. “A palestra trouxe a tona o sentimento de ser suficiente. Por vezes na universidade nos sentimos inferiores e incapazes, a palestra mostrou que isso não é real e cada um tem o seu tempo e que isso deve ser respeitado. Outro ponto levantado foi o de se conhecer e saber quem realmente você é!”, afirmou.

UTFPR participou da campanha nacional de prevenção ao suicídio

Reportagem: Rhuan Iasino
Pauta: Deborah Deluchi
Edição: Leonardo Batistão

A campanha “Setembro Amarelo”, que realiza ações de conscientização para a prevenção do suicídio, aconteceu durante o mês de setembro com abrangência nacional. A UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) aderiu à campanha e, em parceria com o CVV (Centro de Valorização a Vida), realizou atividades para conscientizar a comunidade a respeito da temática.

Entre elas, foi realizada a palestra “Prevenção do Suicídio e Valorização da Vida: Relações de Ajuda”, ministrada pela professora Maria Sara de Lima Dias, no última dia 13. Na ocasião, apontou os modos de ajuda aos indivíduos com problemas psicológicos e pensamentos suicidas e debateu sobre como o tema ainda é um tabu na sociedade.

Sobre isso, o psicólogo e psicoterapeuta da universidade, Allan Martins Mohr, afirma que o melhor caminho possível é acabar com o tabu e se falar a respeito. “O melhor é se falar sobre angústia, sobre sofrimento, falar que isso é comum, e que as pessoas possuem essas questões de existência”, declara.

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