Suicídio: um mal presente na sociedade

Reportagem Especial

Por Caruline Rocha, Deborah Deluchi, Laura Jucá, Leonardo Batistão, Rhuan Iasino

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Para acabar com o tabu e debater sobre o suicídio, campanhas como o Setembro Amarelo têm despertado a atenção da população para a relevância do tema. A praça Santos Andrade foi local de intervenção para divulgação em Curitiba (Foto: Divulgação/CVV)

Uma epidemia silenciosa, o suicídio tem crescido a cada ano sem parecer algo relevante. Entender o que é o suicídio pode se tornar um artifício para reverter esse cenário, que é extremamente complexo, assim como todo assunto delicado que deixa de ser tabu a partir do momento que começa a ser discutido em sociedade – como já aconteceu com a AIDS, homossexualismo, preconceito racial, legalização do aborto e tantos outros.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o principal dado sobre o suicídio é o de que a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida, totalizando cerca de 1 milhão de pessoas suicidas por ano no mundo. Já no Brasil, que apresenta baixos índices em relação à média mundial, os números também assustam. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada hora, uma pessoa comete suicídio no país.

Assim, pode-se perceber a importância e a necessidade de se abordar o tema no debate público. Contudo, um dos motivos de ainda ser tabu é a existência de mitos sobre o tema na sociedade, como o de que os motivos que levam as pessoas a desistir de suas vidas são traumas dos quais foram vítimas. Isso dificulta o diálogo e a obtenção de conhecimento para ajudar o próximo. Para o psicólogo e psicoterapeuta Allan Martins Mohr, o melhor caminho possível para acabar com o tabu é se falar sobre o suicídio em si. “O melhor é se falar sobre angústia, sobre sofrimento, falar que isso é comum, e que as pessoas possuem essas questões de existência”, declara.

Além disso, ao considerarmos o suicídio uma questão de saúde pública, ele precisa ser aprofundado pela comunidade médica, que deve se preparar para lidar corretamente com o assunto. A psicóloga Gladir Sanchotene afirma “Considero que a formação acadêmica é falha nesse sentido”, dando como exemplo apenas as pessoas que se especializam em saúde mental e recebem recomendações do Ministério da Saúde e outras entidades relacionadas ao tema.

Mês amarelo

Ainda que seja um tabu na sociedade, algumas iniciativas já começam a introduzir o debate sobre a prevenção do suicídio no país. Uma dessas é a campanha “Setembro Amarelo” promovida por uma parceria entre a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o CFM (Conselho Federal de Medicina) e o CVV (Centro de Valorização a Vida). Ao longo do mês ocorre uma série de ações para conscientizar de toda a sociedade a respeito da importância de se debater em torno do suicídio e das psicopatologias. Nesse período as entidades e os governos procuram chamar a atenção da população sobre o tema, como por exemplo o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e o Palácio do Planalto, em Brasília que foram iluminados com luzes amarelas, cor que simboliza a campanha pela valorização da vida.  Continuar lendo

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Devagar se vai longe!

Reportagem Especial

Um retrato sobre da bicicleta em Curitiba

Por Emanuelle Brizola e Maísa Barbosa

 

Foi o envolvimento da população de Curitiba que fomentou o desenvolver da infraestrutura cicloviária municipal. No primeiro semestre de 2016, o número de mortes de ciclistas em acidentes de trânsito dobrou, de janeiro a junho foram 11 óbitos. Isso acendeu o sinal amarelo: o aumento das mortes representava também a relevância de se ter uma instrução correta sobre o ciclismo na capital paranaense. Isso porque as ocorrências de acidentes entre carros e ciclistas diminuíram 16% no mesmo período. A redução no índice de acidentes com ciclistas versus o aumento de óbitos – também de ciclistas – significava que as colisões, em sua maioria, foram fatais.

Entre março de 2015 e março de 2017, o número de ciclistas circulando pela cidade cresceu 200%, segundo o portal Brasil de Fato (maio/2017). Depois de passar quase duas décadas sem iniciativas voltadas ao ciclismo, a crescente cultura mundial da bicicleta trouxe à Curitiba um novo olhar – e foi preciso trabalhar o entendimento sobre este modelo de transporte. Os usuários passaram a fazer cobranças, principalmente grupos e movimentos cicloativistas, que usam a “magrela” realmente como meio de locomoção, além do lazer. Com algumas adequações, no primeiro semestre de 2017, o número de acidentes de trânsito em Curitiba caiu 38,8% e o número de ciclistas mortos teve queda de 44%. Reflexo claro da conscientização do tamanho da demanda ciclística, por parte da Prefeitura, mas também, da força do papel de agente transformador que só os cidadãos têm.

Luciana Cristo, assessora de imprensa da Prefeitura de Curitiba, afirma que diversas ações educacionais são desenvolvidas periodicamente – um trabalho conduzido pela EPTran (Escola Pública de Trânsito) e seus parceiros, com o objetivo de formação de uma cultura de respeito, direitos e deveres dos ciclistas. Por meio da EPTran, palestras e abordagens são realizadas. “Também há articulações para manutenção e implementação de melhorias de sinalização, principalmente no cruzamento de ciclovias, para aumentar a segurança em pontos identificados como críticos”, descreve ela. Já na parte de fiscalização, são feitas abordagens constantes nas principais estruturas cicloviárias e calçadões, onde o ciclista não pode andar montado na bicicleta, além das canaletas – principalmente nas avenidas Marechal Floriano Peixoto, Sete de Setembro e João Gualberto/Avenida Paraná – onde é proibida a circulação de bicicletas. Outras iniciativas também foram adotadas pela Prefeitura de Curitiba, como a ciclofaixa da avenida Marechal Floriano Peixoto.  Continuar lendo

A fantasia da cura gay

Reportagem Especial

Em situações com a do caso sobre a “cura gay”, o preconceito disfarçado vem disfarçado de preocupação social

Por Jessica de Freitas, Júlia Duda, Kaissa Frade, Nathaly Iara e Sara Takatsuki

 

Em definição, de acordo com o dicionário Houaiss, Homofobia é “Rejeição ou aversão ao homossexual e à homossexualidade”. Já na prática, para além disso, essa expressão se efetua também como a principal causa de discriminação e violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros; melhor dizendo, a classe denominada LGBT.

Dentre as diversas discussões sobre o termo, é no âmbito político que alguns projetos de lei – lei Anti-Homofobia (PL122/06), Programa Escola sem Homofobia: “Kit Gay”, reconhecimento de casais homoafetivos e a recente aprovação da liminar da “cura gay” – evidenciam as contradições que se propõem a respeito desses indivíduos. Um bom exemplo disso é a concessão de uma liminar judicial, feita no dia 15 de setembro deste ano, pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho – da 14ª Vara do Distrito Federal – que permite psicólogos realizarem legalmente tratamentos de reversão sexual.

Nesse contexto, o debate acalorado que a liminar causou entre os militantes e simpatizantes com a causa e os políticos que propuseram tal projeto de lei, foi o que alavancou uma pesquisa aprofundada sobre qual seria a taxa de LGBTs na sociedade. Em entrevista para a Carta Capital, o coordenador do Departamento de Ciências Humanas e Educação na UFSCAR, Marcos Vieira Garcia, deixa claro que cerca de 30% dos jovens em situação de rua no mundo são LGBT e, que essa taxa é superior à de LGBTs na sociedade. Esse número elevado seria reflexo da expulsão domiciliar que muitos dessas pessoas sofrem de seus familiares. Sendo visto ainda como um tabu nos lares brasileiros, a intolerância e violência com que essa comunidade se depara só vem sendo debatida e exposta nos últimos anos.

Relatos

Imagem 01 - Marina Persegani foto por Leonardo Duda

A fotógrafa e ativista Marina Persegani (Foto: Leonardo Duda)

Marina Persegani (19) – fotógrafa em Curitiba e estudante – e Lara Senger (20) – acadêmica do curso de Ciências Sociais na UFPR (Universidade Federal do Paraná) – integram o coletivo de juventude RUA (Juventude Anticapitalista) e fazem parte ativamente na luta da comunidade LGBT.

Persegani, que é homossexual, conta que sofreu e ainda sofre com numerosas cenas preconceituosas. A fotógrafa disse que já chegou a ouvir de professores o quanto ser lésbica era nojento e desrespeitoso na comunidade acadêmica. Senger também relata que a discriminação em sua vida é um fato cotidiano, e isso faz com que a jovem tenha receio de sair em locais públicos com sua namorada: “Eu enquanto mulher lésbica não posso andar na rua com a minha namorada sem receber olhares de reprovação e escutar os mais diversas insultos e agressões morais possíveis, na maior parte das vezes de homens”.  Continuar lendo

Prevenção e cuidado com o câncer de pele

Reportagem Especial

Métodos de prevenção do câncer de pele e os cuidados mais eficazes para quem sofre com a doença

Por Alessandra Stahsefski, Caroline Wiese, Felipe Camargo, Juliane Fürbringer, Luiza Queluz

 

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), o câncer de pele é o mais recorrente no Brasil e atinge cerca de 30% da população no país. Seu surgimento está relacionado, principalmente, com a alta exposição da pele aos raios solares, apesar de estar interligado com mutações das células epiteliais. Os casos mais comuns manifestados são em pessoas com pele clara e com cerca de 40 anos. Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, o câncer pode apresentar tumores de diferentes linhagens, o mais frequente é o carcinoma basocelular que aparece como um nódulo ou uma mancha marrom em áreas expostas ao sol como, por exemplo, no rosto e no pescoço.

É importante ressaltar que a doença pode atingir todo o corpo humano, além de poder afetar de forma significativa a saúde psicológica do paciente. Para complementar a reportagem, a seguir, constam entrevistas com profissionais da área que alertam sobre a importância de outros elementos que podem ajudar na prevenção do câncer de pele, que a maioria da população desconhece. Além disso, orientam e informam sobre como diagnosticar de forma precoce a doença, evitando danos para a saúde física e mental de um indivíduo.

A alimentação como fator fundamental na prevenção

Parte da população acredita que somente a alta exposição solar pode causar o câncer de pele, porém acabam esquecendo que dentre os principais fatores intervenientes que devem ser ressaltados, está o uso contínuo de cigarros e, principalmente, a má alimentação. “Dentre as causas externas, a alimentação inadequada ocupa 30% dos principais fatores para o desenvolvimento do câncer. Além disso, estudos demonstram que o consumo de frutas, verduras, cereais e integrais podem reduzir em até 40% o risco de adquirir a doença”, relatou a nutricionista Aline Cristina Bucalão de Menezes.

comida cancer pele

Marilize Tamanini, também nutricionista e autora dos livros “Comportamento Magro com Saúde” e “Prazer e Estômago Magro versus Pensamento Gordo” listou alguns dos alimentos que são fotoprotetores, ou seja, que possuem substâncias que trabalham ativamente na preparação da pele para a exposição ao sol. Entre eles estão: frutas e legumes amarelos, laranjas e vermelhos por serem alimentos ricos em carotenos e licopenos, cacau, chá verde, castanha do Pará, amêndoas, linhaça, espinafre , brócolis, aspargo e couve que são ricos em folato. “O efeito benéfico dos alimentos é cumulativo e não dispensa o tratamento em caso da doença instalada. Os benefícios são usufruídos ao longo do tempo, mas o que vale é a continuidade”, alegou a nutricionista.  Continuar lendo

Precisamos falar sobre autoestima com os homens?

Reportagem Especial

Como a baixa autoestima pode afetar a vida e o comportamento dos homens

Por Allyson Rafael, Amanda Correia, Ketlyn Oliveira, Maria Beatriz Azzi e Vivian Vieira

Victor confiante

O confiante Victor Cavalcante (21) afasta a ansiedade e o estresse das decisões e comportamentos diários (Foto: Arquivo pessoal)

Seu corpo, sua mente e sua alma estão alinhados nesse momento? Você se sente seguro com as suas decisões? Essas perguntas nos ajudam a achar uma definição para autoestima. Segundo o psicólogo Enrique Maia, do InPA (Instituto de Psicologia Aplicada), pode-se dizer que a autoestima seria uma opinião acerca de si (auto-conceito), somada ao valor ou sentimento que se tem de si mesmo (amor próprio, auto-valorização), adicionado a todos os demais comportamentos e pensamentos que demonstram a confiança, segurança e valor que o indivíduo dá a si (autoconfiança), nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo. Portanto, ao tratarmos da autoestima, não estamos falando apenas de um sentimento que temos por nós mesmos. Mais que isso, estamos falando de pensamentos e comportamentos que temos relacionados a nós mesmos.

Um exemplo de bom trabalho em relação à autoestima é Victor Cavalcante, 21 anos, estudante de educação física. Segundo ele, apesar de toda pressão da faculdade, trabalho e família, a confiança dele nunca foi abalada. “Nem sempre fico 100% seguro com as minhas decisões. Nessa idade que estou agora, as mudanças podem acontecer de uma hora para outra, mas o segredo é tentar manter a calma em tudo que acontece ao nosso redor”, afirma. Para o estudante, “90% das coisas que causam estresse não nos atingem diretamente”.  Mas, infelizmente, esse pensamento não é compartilhado pela maioria das pessoas hoje.

Em tempos em que as redes sociais online nos fazem sentir a necessidade de expor nossos momentos felizes, descobrimos o quanto podemos nos sentir especiais ao ter a atenção de todos voltada para nós. Ao mesmo tempo em que somos seguidos nessas redes, também acompanhamos a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. Basta um clique para sabermos o que estão vestindo, comendo, comprando, vendendo e até mesmo como estão se sentindo. Quando comparamos nossa vida com a dos outros, caímos na armadilha de acreditar que estamos sempre por baixo, o que gera em nós um sentimento de tristeza.  Continuar lendo

O Desaparecimento Infantil no Paraná

Reportagem Especial

Relatos, dados, iniciativas e prevenção sobre o desaparecimento de crianças no estado

Por Amanda Araújo, Douglas Rigamonte, Giulia Gaio, Kauhany Souza e Thaiane Lago

 

“(…) Foram mais de duas horas de pânico, quando ele tirou algo do bolso e, me segurando pelo pescoço com uma mão e com uma faca na outra, colocou algo com um cheiro muito forte em meu nariz, agindo o tempo todo com muita violência. Não cheguei a desmaiar, mas senti tontura e muito enjôo. Vi somente um vulto passando por cima de mim, que estava caída no corredor. Avistei um cobertor. Era da Bruna que dormia no berço, mas não pude me levantar… E foi nesse momento que ele levou a minha filha.”

 

Apenas um pai ou uma mãe sabem o desespero que é ter seu bem mais precioso a um triz de ser levado de seus braços. O drama vivido pelas famílias acometidas por esse tipo de fatalidade deixa marcas difíceis de serem esquecidas. Para os que assistem de longe, a sensação de insegurança e o medo, especialmente quando desaparecimentos parecem acontecer o tempo todo, sugerindo uma epidemia.

Em meados dos anos 80, o Estado do Paraná se tornou centro de uma grande polêmica em torno do desaparecimento de crianças. A descoberta de uma quadrilha que, inicialmente, traficava bebês, fez com que a população entrasse em pânico. Liderado pela paranaense Arlete Hilu, o esquema milionário envolvia adoções ilegais para casais na Inglaterra, Canadá e, principalmente, Israel, segundo informações da jornalista Elza Aparecida de Oliveira Filha, atual coordenadora do curso de Comorg na UTFPR (Comunicação Organizacional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná), que trabalhou para o jornal O Globo de 1978 a 1998, e também acompanhou o caso.

De acordo com as investigações, mulheres disfarçadas de assistentes sociais convenciam grávidas brasileiras a doar seus bebês, argumentando que as mães poderiam ver seus filhos quando quisessem. No entanto, perdiam contato assim que assinavam os papéis de adoção. Estima-se que mais de três mil crianças brasileiras tenham sido traficadas somente para Israel.

Conforme reportagem veiculada pelo jornal Tribuna do Paraná em junho de 2004 , escrita pela jornalista Mara Cornelsen, que acompanhou de perto as investigações da década de 80, o caso de uma dessas crianças teve repercussão internacional: o da menina Bruna Aparecida Vasconcelos, que foi sequestrada com aos quatro meses de vida em 1982, em Curitiba, e que só foi trazida de volta ao Brasil quatro anos depois, em razão da insistência de seus pais, os quais conseguiram provar ao governo israelense a ilegalidade da ação.

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Portais jornalísticos do Paraná noticiam o desaparecimento de crianças no estado (Fonte: Portais Tribuna, Ricmais, R7)

Nos anos 90, a história mais marcante foi a do menino de 8 anos, Guilherme Caramês, e a esperança de sua mãe, Arlete Caramês, em encontrar o filho que desapareceu no bairro Jardim Social, em Curitiba, em 1991. O garoto saiu para dar uma volta de bicicleta e nunca mais foi visto. O caso nunca foi elucidado, porém a luta de Arlete foi primordial para a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas – SICRIDE, em 1995; ativo desde 1996.  Continuar lendo

A importância da prática esportiva

Reportagem Especial

Os benefícios do esporte para a saúde e inclusão social

Por Jeane Amaral, Laura Bedin, Leon Pureza, Luciano Rizzi e Rafaela Teixeira

 

A vivência esportiva para crianças e jovens contribui para questões sociais, físicas e emocionais. A atividade física e o esporte são aliados da saúde de crianças e jovens, pois os mantêm fisicamente ativos e traz benefícios que poderão durar uma vida inteira.

A fisioterapeuta Sandra Vianna, formada pela UTP (Universidade Tuiuti do Paraná) e especialista em intervenção fisioterapêutica psicomotora, destaca o papel da prática esportiva, pois segundo a profissional, o esporte é importante para o desenvolvimento orto muscular (ósseo e muscular). A prática esportiva estimula a liberação do GH (hormônio do crescimento), desenvolve a motricidade (coordenação motora) e a lateralidade (domínio de um dos dois lados do corpo ou hemisférios do cérebro), o que torna a percepção de espaço algo intuitivo (distinção entre lado esquerdo e lado direito).

Além disso, a especialista afirma que a prática esportiva libera Serotonina, um importante neurotransmissor. Ele atua no cérebro regulando o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardíaco, a temperatura corporal, a sensibilidade à dor, os movimentos e as funções intelectuais. Já na parte cognitiva (intelectual), a fisioterapeuta cita a prática esportiva como um importante fator para desenvolver a noção espaço temporal, o que torna o indivíduo mais hábil para o aprendizado de assuntos acadêmicos (escolares), finaliza Sandra Vianna.

Sedentarismo e Obesidade

Prática Esportiva

Crianças e adolescentes realizando a prática esportiva na quadra de instituição pública – UTFPR (Foto: Leon Pureza)

Embora todos esses benefícios da prática esportiva sejam conhecidos, o número de sedentários no brasil ainda é alto, e cresce ano após ano. Segundo a pesquisa “Diagnóstico Nacional do Esporte”, realizada em 2013 pelo governo federal e divulgada em junho de 2015, quase metade da população brasileira é sedentária. A pesquisa mostra que 54,1% dos brasileiros realizam atividades físicas, enquanto 45,9% admitem que estão parados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentário não consegue gastar o mínimo de 2.200 calorias por semana em atividades físicas, e alguns fatores impedem a busca por atividade.  O aumento da obesidade também é outro ponto pertinente ao sedentarismo: de 2006 a 2016, o índice de brasileiros com a doença passou de 11,8% para 18,9%. Esses índices são parte da Pesquisa da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), realizada em todas as capitais brasileiras, conforme informações do Ministério da Saúde.  Continuar lendo