O cotidiano da ocupação da UTFPR em Curitiba

Maíra Kaline (*)

No dia 18 de novembro, às 22:50, parte do movimento estudantil independente da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), decidiu ocupar a sede centro  do Câmpus Curitiba como forma de protesto contra a proposta de emenda constitucional PEC 55, a Medida Provisória 746 e contra a PL198. Nossa equipe acompanhou o dia a dia dos universitários e secundaristas na ação do movimento.

As fotos a seguir mantém o direito de imagem dos participantes e foram utilizados métodos para ocultar as identidades, na captação e no tratamento.

desocupa1No pátio do Restaurante Universitário da UTFPR, alunos se reúnem em assembleia para falar sobre a primeira noite na ocupação e relatar os acontecimentos de sábado, 19 de novembro, que foi um dia repleto de ataques aos manifestantes por parte dos alunos contrários à ocupação. No decorrer dos dias, houve muitos momentos em que era necessário os estudantes se reunirem em assembleia, para decisão horizontal de todas as pautas expostas.

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UTFPR há quatro dias sem atividades por ocupação do movimento estudantil

Beatriz Rossoni e Beatriz Galindo (*)
Na última sexta-feira (18), integrantes do movimento estudantil ocuparam o prédio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) do Câmpus Curitiba Centro, a fim de protestar contra a PEC 55 que limita gastos públicos por 20 anos, a MP referente à reforma do ensino médio e ao projeto “Escola sem Partido”.

utfpr-ocupadafonte: http://g1.globo.com/pr/parana/educacao/noticia/2016/11/atividades-em-campus-da-utfpr-sao-canceladas-por-causa-de-invasao.html   

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O dilema do prisioneiro e a Lava-Jato

TEXTO OPINATIVO

Leonardo Sousa (*)

Desde outubro de 2013, quando a lei de colaboração premiada entrou em vigor no Brasil, vemos casos de delações que possibilitam a cooperação dos investigados junto à Justiça. A inexistência de provas contundentes sobre determinados casos e a ineficácia na investigação, provam que os usos desses meios ajudam na solução de diversos casos.

Apesar de novidade aqui no Brasil, nos Estados Unidos, por exemplo, a delação premiada existe desde a década de 1960, em decorrência dos casos da máfia italiana. Os presos não colaboravam com a polícia e a justiça, e não davam informações sobre seus companheiros porque receavam que os bandidos que continuavam soltos, e que integravam a máfia, pudessem se vingar em algum momento. Nesse ínterim, nasceu a ideia de oferecer um prêmio a quem delatasse os companheiros de crime. Em troca da delação, a justiça norte-americana oferecia ao réu, redução de pena quando condenado, e garantia que ele seria levado para uma cadeia de regime diferenciado e que seu patrimônio não fosse tomado pelo Estado.

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Nono dígito começa a valer na região Sul

Érica Jênifer(*)

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Mensagem de texto enviada por operadora para informar seus usuários.

As regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já aderiram ao nono dígito de telefone celular, e nesse domingo (6) a mudança começa a valer também nos estados da região Sul.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), a inclusão do dígito 9 antes dos números de celular (9XXXX-XXXX) foi necessária para aumentar a disponibilidade de linhas e também para padronizar a numeração de telefonia móvel brasileira.

Obedecendo a um período de adaptação, as ligações feitas utilizando apenas oito dígitos ainda serão completadas, gradualmente receberão interceptações e orientações. A partir de 40 dias após a mudança essas ligações não serão completadas e mensagens de texto não serão enviadas, em 100 dias os números com oito dígitos serão considerados inexistentes.

Ligia Henemann, estudante e moradora de Curitiba, já passou por essa alteração no seu número quando morava no Rio de Janeiro e conta que o único problema que encontrou foi se acostumar a ditar o nono dígito quando passava seu número para outras pessoas. Quanto à atualização dos contatos em sua agenda, parte da adaptação pode ser um processo trabalhoso, disse: “Na época fiz a atualização manualmente, não sei se já tinha algum aplicativo que fizesse a troca”.

Os aplicativos mencionados por Ligia fazem com que a mudança seja um pouco mais simples, alterando toda a agenda de contatos em poucos passos. Alguns deles são: Embratel Nono Dígito, 9º Dígito Leucotron, 9º Dígito Tim, Vivo 9º Dígito e Oi Nono Dígito.

Para mais informações sobre o nono dígito clique aqui.

(*)Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

Enem 2016 acontece neste fim de semana

Paulo Mance (*)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontecerá neste fim de semana, nos dias 5 e 6 de novembro. São mais de 8,6 milhões de inscritos para a realização da prova em todo o Brasil, número que superou os 7,7 milhões de estudantes do ano passado. É importante que este número cresça a cada ano que passa, afinal, o exame começou como uma forma do Ministério da Educação avaliar o domínio e o aprendizado dos estudantes quanto às competências escolares de um aluno que concluiu o Ensino Médio e hoje é um importante portão de entrada para a vida universitária.

A temida prova do Enem aborda quatro áreas do conhecimento: “Ciências da Natureza e suas tecnologias”, “Ciências Humanas e suas tecnologias”, “Linguagens e Códigos” e a “Matemática”, cada área contendo 45 questões de múltipla escolha, totalizando 180 questões. Além disso, o Exame Nacional do Ensino Médio ainda conta com uma redação, que busca avaliar questões como a capacidade de argumentação, elaboração de propostas de intervenção para a temática abordada e, inclusive, os conhecimentos linguísticos e gramaticais do candidato.

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O cotidiano da ocupação do Colégio Estadual do Paraná

Maíra Kaline (**) e Tiago Correa (*)

Fotos: Maíra Kaline

 

O movimento dos estudantes das escolas estaduais do Brasil pode ser chamado de primavera secundarista, pois já são mais de 600 colégios ocupados em todo o país.  Os alunos protestam contra a Medida Provisória 746, que reforma o Ensino Médio e a proposta de emenda constitucional (PEC) 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, inclusive os gastos em educação.

A equipe de reportagem da AG Comunique acompanhou, nos últimos dias, a movimentação de estudantes na ocupação do Colégio Estadual do Paraná, uma das maiores mobilizações do estado, iniciada no dia 6 de outubro. Abaixo, seguem fotos e relatos colhidos durante este acompanhamento.

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 A estante de vidro da maquete do CEP serve para descansar o megafone, instrumento essencial dos ocupantes

Tudo é decidido em assembleias gerais e comissões, que estabelecem regras e atividades para os estudantes durante a ocupação. Os secundaristas se dividem em equipes responsáveis, entre outras, por atividades de  alimentação, segurança e proteção ao patrimônio, comunicação, acesso, agenda, saúde e limpeza. Assim mantêm tudo em ordem, limpo, seguro. Sempre focados em discussões sobre a pauta que interessa à defesa da educação pública de qualidade.

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As flores paranaenses da Primavera Secundarista

Isabelly Martins(*)

O movimento de ocupação de colégios estaduais do Paraná, que vem acontecendo como forma de protesto pela Medida Provisória 746, já atingiu todas as regiões do estado e vem aumentando o número de colégios aderentes à causa a cada dia. As ocupações, que começaram na noite do dia 3 de outubro, no Colégio Estadual Arnaldo Jansen, em São José dos Pinhais, tomaram proporções estaduais rapidamente e afetam até então, a vida de mais de 170 mil estudantes no estado.

A MEDIDA PROVISÓRIA

A Medida Provisória 746/2016 foi lançada pelo Governo Federal no dia 22 de setembro, altera artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e tem como proposta principal a reforma do Ensino Médio. Dentre os destaques desta reforma estão o aumento da carga horária, de 800 horas anuais para 1200 horas (sem prazo específico para implementação). Esta determinação é apontada como impraticável devido à falta de estrutura nos colégios estaduais. Outra mudança é a falta de obrigatoriedade de matérias como Filosofia e Sociologia durante os três anos do Ensino Médio.

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Alunos ocupam escola em São José dos Pinhais contra MP do Ensino Médio

Daisy Carolina e Tiago Correia (*)

Desde a noite de ontem (3) o Colégio Estadual Arnaldo Jansen, em São José dos Pinhais, se encontra ocupado por um grupo de estudantess que protestam contra a Medida Provisória 746 que reforma o Ensino Médio.

ocupa-colegio-1Colégio Arnaldo Jansen – S. José dos Pinhais – Foto: Revista Vírus

Durante a ocupação, os estudantes têm realizado várias atividades, desenvolvendo grupos de estudos sobre a MP 746 e se organizam para que a ocupação dure o quanto necessário para que suas demandas sejam ouvidas, e outras escolas sejam mobilizadas. Em vídeo publicado nas redes sociais, a aluna Mariana Silva deixa claro que o movimento não é político partidário, nem está sendo patrocinado por um sindicato ou outro grupo, mas sim que nasceu da indignação dos alunos frente a uma medida autoritária do governo federal.

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Assembleia de professores da UTFPR discute propostas que afetam a educação no País

Amanda Cardoso (*)

Aconteceu ontem (15), na sede centro do câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), uma assembleia geral extraordinária convocada pela Seção Sindical dos Docentes da UTFPR (SINDUTFPR). A principal pauta diz respeito à luta dos professores contra a Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, ambas em trâmite no Congresso Nacional, ainda sem data de votação definida.

A PLP 257 propõe um acordo entre os estados e o governo federal visando um plano de auxílio para estimular o reequilíbrio fiscal, ou seja, financiar a dívida dos estados com o governo central. Porém, para que esse acordo seja selado, a proposta prevê uma série de medidas que afetam diretamente a classe trabalhadora, em especial os servidores (municipais, estaduais e federais) como o congelamento de salários e promoções.

Já a PEC 241 busca alterar a Constituição para instituir o que vem sendo chamado de “Novo Regime Fiscal”. Na prática, o documento estabelece o limite para os gastos das esferas públicas baseado no quanto foi gasto no ano anterior junto com a adição de correções de juros alavancados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A PEC também fala sobre as punições para os órgãos que não cumprirem com os limites apresentados. Estão previstas vedações no aumento, reajuste ou adequação das remunerações dos servidores públicos, alterações nas estruturas de carreira, contratações, concursos públicos, entre outros cortes.

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Parar a UTFPR ou parar o Brasil?

Joyce Franco (*)

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Paraná (Sinditest), iniciaram uma greve na última segunda-feira (12/09), com duração de cinco dias. A paralisação acompanha o movimento que está sendo feito em outras universidades e tem como principal motivação a defesa do serviço público e das conquistas trabalhistas dos servidores públicos, ameaçadas pelo atual governo.

Nos últimos cinco anos, os servidores técnico-administrativos realizaram quatro greves, porém, essa é muito peculiar. As principais pautas costumavam ser aumento de salário, plano de carreira e benefícios. No momento econômico e político vivido pelo País, nenhumas dessas reivindicações está colocada como motivadora da paralisação.

A importância máxima desse momento é defender o serviço público. “O projeto do governo de Michel Temer é neoliberal, não podemos convencê-lo de que privatizar é ruim, não há negociação com o governo, ele precisa ser derrubado”, afirmou Carlos Augusto Pegurski, do Sinditest. Segundo o dirigente sindical, o essencial agora é defender a saúde e a educação pública de qualidade, além dos direitos trabalhistas, “para que a classe trabalhadora não perca como um todo”.

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