Brechós curitibanos: alternativas de economia e bom gosto

Apesar dos prédios antigos, a maioria dos brechós conta com uma ou duas décadas de história

Texto e fotos: Guilherme Leite

Moderna e cosmpolita, Curitiba é famosa por abrigar negócios de vanguarda, e antecipar a chegada de tendências internacionais no país. Com público exigente, a cidade é bastante receptiva aos novos modelos da economia colaborativa, mas entre as famosas startups disruptivas, um modelo de negócio bastante tradicional pode se destacar no consumo sustentável, os bem conhecidos brechós. Continuar lendo

Mercado e ativismo veganos crescem em Curitiba

Por Henrique Ximenes e Laura Jucá

Uma grande variedade de lojas e estabelecimentos veganos pode ser encontrada hoje em Curitiba. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2012, 11% da população curitibana se diz vegetariana ou vegana, mostrando a demanda desse mercado. Mais que apenas uma dieta sem nenhum derivado animal, esses locais geralmente estão ligados ao ativismo político por trás dessas ideologias.

Renan Toledo, um dos fundadores do Viva La Vegan, um Bike-Café Vegano no centro da cidade, explica a importância em se disseminar a informação sobre o veganismo. “Não é uma dieta baseada em produtos saudáveis para cobrar mais política, que preza por uma vida harmônica dos animais e dos seres humanos. Queremos popularizar o movimento, e não elitizá-lo”, afirma Renan.  Continuar lendo

Regra da ANAC para bagagens volta a valer e preocupa consumidores

Justiça Federal derruba liminar que suspendia cobrança pelo despacho de bagagens e autoriza novamente companhias aéreas a cobrar pelo serviço

Por Thiago Viana

No último dia 29 de abril, a Justiça Federal do Ceará derrubou a liminar que suspendia a cobrança extra no despacho de bagagens para voos nacionais e internacionais nos aeroportos brasileiros. A decisão foi do juiz Alcides Saldanha Lima, da 10ª Vara Federal. A nova regra, de autoria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), desobriga as companhias aéreas em operação no Brasil a oferecer uma franquia grátis para o despacho que bagagens. Isso significa que, agora, as empresas aéreas podem cobrar pelo despacho de volumes superiores a 10 kg em voos nacionais e internacionais.  Continuar lendo

Golpes de ofertas mentirosas no  Facebook: como se prevenir

Leonardo Sousa (*)

Nesta época de ano, quando somos abarrotados de ofertas para presentes de Natal na internet, cresce cada vez mais os casos de golpes de vendas de produtos de preços inimagináveis e que, mesmo assim, conseguem convencer vários usuários. Dentre esses casos, aparecem ofertas de celulares, computadores, máquinas de lavar, televisões, entre outros.

Na linha do tempo do Facebook, comumente, surgem descontos absurdos em páginas usando nomes de grandes e-commerces já conhecidos da população, como Extra.com, Americanas, Wal-Mart, Casas Bahia, Ricardo Eletro, Kalunga e outros. Grande parte dessas ofertas, quando clicadas, são páginas idênticas às verdadeiras, o layout é igual. O que difere estas páginas são os links, sempre contendo palavras de domínios usado em outros países (cada pais possui seu próprio domínio, por exemplo no Brasil é usado o br, em Portugal é o pt, e assim por diante). Por exemplo, no caso abaixo é em russo, que não é muito comum, ainda mais sendo usado por um e-commerce aqui do Brasil.

golpe

                             Anúncio do falso site da loja Americanas

Se tirar o link direto aparece o domínio de outro país colocando em xeque a confiança nesses sites.

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Quem lucra com a periferização?

TEXTO DE OPINIÃO

Fabiola Costa (*)

Curitiba, como todas as maiores cidades brasileiras, tem áreas de ocupação irregular e longas filas de espera nos programas de habitação popular.

E como as prefeituras têm resolvido isso – quando resolvem -? Criam novos bairros na periferia ou condomínios sem nenhuma qualidade arquitetônica em bairros afastados. Estas não podem ser consideradas as melhores soluções.

Quando criamos novos bairros, ou condomínios em bairros afastados, levamos uma grande quantidade de pessoas para lugares nos quais a infraestrutura é inexistente ou deficitária. Não temos saneamento básico (água, luz e esgoto) instalado, como também faltam asfaltamento, iluminação pública, escolas, postos de saúde, transporte público e, o principal, empregos. Essa população necessita se deslocar muito até seus locais de trabalho.

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Feiras de natal ajudam a enfrentar crise

Leonardo Sousa (*)

As feiras de natal já começaram nas praças Osório e Santos Andrade, ambas no centro de Curitiba. Nos locais, os visitantes podem comprar diversos produtos, desde pratos típicos até artigos de artesanato. Como é de praxe na capital paranaense nas datas festivas, no decorrer do ano, as feiras tendem a proporcionar ao visitante o conhecimento de novas culturas. Com sua arte, seus pratos das mais variadas regiões do país e do mundo.

Na Praça Osório são mais de 60 barracas, sendo que 22 são voltadas para gastronomia. Além de dezenas de opções de produtos natalinos, como itens de decoração e presentes, há os artistas de rua, que sempre chamam atenção de quem está passando pelo local. Na praça Santos Andrade são mais de 14 barracas que se dividem entre opções de gastronomia e venda de produtos de artesanato.

feira-de-natalFeira de Natal da Praça Osório. Foto: Leonardo Sousa

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O consumismo exacerbado da Black Friday

 

TEXTO DE OPINIÃO

Julia Folmann (*)

A Black Friday é a sexta-feira de promoções e preços baixos que vem logo após o dia de Ação de Graças, comemorado na quarta quinta-feira do mês de novembro, nos Estados Unidos. Basicamente, nesta data, a pessoa tem por obrigação ser grata por tudo o que possui e, ironicamente, no dia seguinte sai para comprar mais um monte de coisas que ela realmente não precisa – essa é a tal da Black Friday.

Só que não é simplesmente “comprar”. Isso todos fazemos. É natural. Todos compramos – até porque a data já foi importada para outros países, como o Brasil. A questão é que ela é uma materialização de todos os problemas que o consumismo exacerbado pode causar – físicos, psicológicos e econômicos.

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 II Mostra de Economia Solidária Tecsol na UTFPR

Itana Sued(*)

Teve início ontem (17) a mostra de economia solidária no pátio do Restaurante Universitário (RU), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) no Campus Curitiba sede Centro.  A feira é organizada pela Tecsol – Incubadora de Economia Solidária, um projeto de extensão universitária que funciona desde 2015. A Incubadora, formada por uma equipe multidisciplinar entre professores e alunos da graduação e pós-graduação, atua sob o caráter da interdisciplinaridade, autogestão, cooperação, solidariedade e sustentabilidade.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a economia solidária é uma “inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social”. Este modelo de produção que não explora o ser humano, não visa lucro, preocupa-se verdadeiramente com o meio ambiente, busca produzir sem destruir e/ou gerar menos danos possíveis, além de trabalhar de forma cooperativa, buscando o fortalecimento do grupo e o bem-estar de todos.

A professora Maria Luísa Carvalho, do Departamento Acadêmico de Estudos Sociais (DAESO), explica: “A Tecsol busca o bem estar de toda a comunidade promovendo o empoderamento de mulheres que vivem em estado de violência e opressão, ajudando-as a se reinserir na sociedade, economicamente e socialmente. Os participantes dos projetos se envolvem em diversas práticas  e se organizam sob formas de cooperativas, associações, redes de cooperação, entre outras.” As práticas solidárias são ações propostas e desenvolvidas pelas próprias comunidades a partir da articulação de diversos atores sociais, e a autogestão é exercida permanentemente, respeitando as suas identidades e valores.

economia-solidariaFeira da II Mostra de Economia Solidária. Foto – Itana Sued

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Falta de opções de mercados no centro prejudica população

Leonardo Sousa (*)

Quem mora ou passa pelo centro de Curitiba já reparou nas poucas opções de supermercados na região. Há um domínio evidente da rede de supermercados WalMart, dona das bandeiras Big, Mercadorama, Maxxi Atacado, Sam’s Club, Tododia e WalMart, que congrega mais de 40 unidades dessas bandeiras por todo Paraná.

Especificamente no centro de Curitiba o Mercadorama domina e sempre é alvo de críticas, pelo mal atendimento, altos preços, filas intermináveis, preços errados na gondolas, e também poucas opções de produtos. No mapa abaixo, fica evidente essa afirmação.

mapa-centroMercados no centro de Curitiba Fonte: Google Maps

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Eu e o branding. O branding e eu

TEXTO DE OPINIÃO

Cristiano Sousa (*)

Outro dia estava pensando sobre o meu nome: Cristiano. Será que meus pais sabiam o significado quando o escolheram ou, simplesmente, optaram por um nome bonitinho e disseram: “meu filho vai se chamar Cristiano”? Particularmente, acredito que se escolhe o nome de um filho pelo que se deseja que ele se torne no futuro.

É possível buscar na internet e nos dicionários significados dos mais variados para garantir personalidade, assim como é comum encontrar nomes de pessoas, que representam uma cópia fiel do pai ou do avô. Não me deixam mentir os vários juniores, netos e netas espalhados mundo afora. Nesse processo, uma coisa é certa: personalidade e reputação são essenciais para definir um nome. Concorda?

Pense comigo! Cada vez mais, marcas são introduzidas no mercado com nomes ou sobrenomes de seus proprietários. Fulano Advogados e AssociadosSalão de Beleza da CiclanaBeltrano Cabelereiro ou Fulana Floricultura. Esses são alguns exemplos presentes no cotidiano de qualquer cidadão urbano.

Antes de expressar a nomenclatura de uma marca para uma organização ou um produto é fundamental saber como essa assinatura será assimilada pelo mercado. Ora, o senhor Fulano pode ser um homem arrogante, briguento ou mulherengo, podendo passar essa personalidade para a aquela imagem estampada na fachada do estabelecimento.

branding

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