Comitiva de professores de Comorg da UnB abre diálogo sobre cooperação com a UTFPR

Comitiva da UnB, recepcionada por professores e estudantes de Comorg da UTFPR

Por Cristiano Sousa*

A Universidade de Brasília (UnB) é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil e pioneira na oferta do curso de bacharelado em Comunicação Organizacional, conhecido como Comorg. Do mesmo modo, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) se destaca na Região Sul, com o segundo curso de Comorg do País, ofertado pelo Câmpus Curitiba.

Nessa perspectiva, na última segunda-feira (4), uma comitiva da UnB fez uma visita ao curso de graduação em Comorg da UTFPR, vinculado ao Departamento Acadêmico de Linguagem e Comunicação (Dalic). Os visitantes conheceram o modelo pedagógico do curso e as ações de ensino, pesquisa e extensão promovidas pela Tecnológica.

O grupo foi recepcionado pelo pró-reitor de Graduação e Educação Profissional, professor Luis Maurício Martins de Resende, e pelo diretor-geral do Câmpus Curitiba, professor Cezar Augusto Romano, juntamente com o chefe do Dalic, professor Gustavo Nishida, a coordenadora do curso de Comorg da UTFPR, professora Elza Aparecida de Oliveira Filha, e outros docentes da área.

A professora Elza destacou a ideia de cooperação entre as duas universidades, por meio da mobilidade acadêmica e do alinhamento curricular de ambos os cursos, com expectativa de projetar a graduação em Comorg no âmbito nacional. “As probabilidades desse intercâmbio são interessantes para ambas as instituições, permitindo ampla abertura para pesquisas, nos mais variados aspectos dessa área do conhecimento”, afirmou a coordenadora.  Continuar lendo

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Quilombolas do Vale do Ribeira promovem 10ª feira de troca de sementes

Troca de mudas

Quilombolas expõem produtos agrícolas na feira: troca garante manutenção da biodiversidade

Texto: Kamilla Deffert e Markus Kalebe – Fotos: André Luiz Moaes (*)

Especial para a AGComunique

Quilombolas do Vale do Ribeira, na região sul do Estado de São Paulo, promoveram no último sábado (19 de agosto), no município de Eldorado, a décima edição da Feira de Troca de Sementes, que tem por objetivo manter a biodiversidade, promover a cultura e propiciar um ambiente de discussões sobre as principais questões da luta dessas comunidades.

O encontro, que aconteceu numa escola estadual, foi dividido em dois momentos. Pela manhã, lideranças falaram para uma plateia de cerca de 500 pessoas; à tarde, na praça central de Eldorado, os trabalhadores montaram uma feira aberta para vender produtos agrícolas e trocar mudas e sementes. Aconteceram também apresentações culturais, como roda de capoeira e de violeiros. Representantes de cerca de 20 comunidades participaram. O evento teve aproio do Instituto Socioambiental (ISA) e da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq). Continuar lendo

Vivendo sob uma perspectiva diferente

A história de uma jovem que não deixou que obstáculos e desafios a impedissem

Por Caroline Dallagrana e Naara Martins

Ao nascer, Pamela foi diagnosticada com glaucoma congênito, uma doença não hereditária, que provavelmente foi ocasionada devido alguma má formação durante a gestação. Aos três dias de vida, foi submetida à sua primeira cirurgia, até hoje foram 12. As primeiras cirurgias buscavam reverter seu caso, mas como foi percebido que não havia cura, as outras cirurgias serviram para inserção de uma válvula para que Pamela pudesse ter uma vida saudável e tranquila. Hoje, com 26 anos, formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Pamela trabalha como Supervisora de Negócios no Banco Bradesco.

Como qualquer outra pessoa, sua vida foi marcada por alegrias, tristezas, obstáculos e desafios. Até os 6 anos de idade, Pamela ainda via as cores, formas e imagens.  Sempre esteve ciente que perderia sua visão, por isso, aproveitou ao máximo para ver tudo o que pudesse. Gradativamente foi perdendo completamente a visão, atualmente, de vez em quando consegue ver alguns vultos e identificar luzes. “O que eu sinto hoje é saudades. Quando uma pessoa morre, o rosto dela vai sumindo da sua mente com o tempo, é normal isso, eu preciso fazer um esforço impressionante para lembrar de como as coisas são, sinto saudades de ver o rosto das pessoas, sinto saudades de ver o mar, Eu vou a praia e fico parada lá na frente lembrando de como ele é. Tenho amigos que nunca enxergaram, como se explica o mar para uma pessoa? Tem coisa que é só vendo. Eu sou muito grata por ter visto essas coisas, um céu bonito, o sol, a lua, coisas simples que muitas vezes passam despercebidas por aqueles que enxergam. Eu seria muito mais triste se nunca pudesse ter visto nada disso. Acho que assim sou mais feliz”.

Pamela Marques de Camargo Rocha, 26 anos

Pamela iniciou os estudos muito nova, com 3 anos ela frequentava uma instituição para realizar a estimulação precoce, exercícios para tratamento dos olhos, no período da manhã e durante a tarde estudava em uma escola regular, onde ficou até sua formação no ensino médio. Nas instituições que frequentava Pamela foi alfabetizada em braille e aprendeu conteúdos, como os de matemática, de maneira adaptada.

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Olhar oportunidades

#PERFIL

Por Thiago Viana

Todo mercado de trabalho é competitivo. No momento em que o país passa pela sua maior recessão desde 1930, as oportunidades ficam ainda mais escassas e, além de procurar cada vez mais capacitação para aquilo que você se propõe a fazer, é preciso criar também as suas oportunidades. Este é o pensamento do repórter do TV Fama, Fa Marianno.

Fa Marianno 4

Radialista, jornalista e animador de TV, ele nasceu em Belém do Pará e há alguns meses fixou residência no Rio de Janeiro cobrindo o mundo das celebridades. Aos 31 anos recém-completados, Fa conta que muita água passou por baixo de sua ponte antes de chegar à sua realização profissional. “Comecei escrevendo uma coluna sobre a noite de Belém em um site local, acabei ficando conhecido na cidade, apresentando eventos, até que resolvi escrever um blog sobre os bastidores da TV em 2012. Em 5 anos, já são mais 3,3 milhões de visualizações no Brasil e em outros países.

As notícias publicadas no blog chamaram a atenção de autores e produtores de novelas, que começaram a pautar o blog na hora de divulgar as notícias sobre os próximos acontecimentos das produções. O reconhecimento e visibilidade do blog acabou abrindo portas e o conteúdo produzido para a internet foi parar no rádio. Em 2014, Fa foi convidado pela Jovem Pan Belém para um quadro semanal no programa Festa Pan, da Jovem Pan Belém. Mas havia uma barreira a ser quebrada. “Ainda em 2009, sendo um fisioterapeuta fazendo comunicação, eu me sentia um intruso na área e achava injusto continuar a atuar na área sem formação. Foi aí que procurei um curso técnico em reportagem para TV com extensão para web”, conta o comunicador, que após o trabalho na rádio finalmente conseguiu seu registro como jornalista.

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A metamorfose de Rebeca

A garota transexual que saiu das estatísticas e conquistou seus sonhos com muita garra

#PERFIL

Por Giulia Boiko

Transexuais são indivíduos que se identificam socialmente e psicologicamente com o gênero oposto ao apresentado desde a infância, em discordância com sua anatomia. Estes indivíduos fazem parte da comunidade LGBT e são a parte que mais sofre preconceitos conectados com a transfobia e diversas outras formas de agressões. Muitos jovens transexuais ao assumirem sua identidade em casa são expulsos, agredidos e muitas vezes mortos e esta é a realidade de muitos jovens no Brasil, o país que mais mata travestis e transexuais. A história de Rebeca Dias, uma garota trans de menos de 20 anos,  poderia ser um destes casos, mas a garota que já passou por problemas sociais e familiares por conta de sua identidade, conseguiu superar todas suas dificuldades com muita perseverança e uma personalidade fortíssima.

Rebeca Dias (19), nascida no interior de São Paulo, no Vale do Ribeira, assumiu-se transexual aos 14 anos. Criada por seus pais em uma cidade pequena, junto de suas irmãs mais novas, antes de se assumir publicamente conversou primeiro com seus amigos e posteriormente com sua mãe. Ao se assumir transexual, a  jovem, não obteve apoio imediato de seus familiares e este foi um dos períodos mais turbulentos de sua vida. Rebeca teve problemas, após sua mãe contar para a família, principalmente, com seus tios que não aceitavam o fato de ter uma sobrinha transexual, mas, atualmente, acredita que eles não precisavam ter aceitado.

Sem o apoio de seus pais, que odiavam o fato de ter uma filha transexual, ao completar 16 anos, Rebeca começou a usar roupas femininas e iniciou seu tratamento hormonal. Mesmo com a falta de apoio e os efeitos colaterais dos medicamentos Rebeca nunca pensou em parar seu tratamento. Somente dois anos depois, ao passar no vestibular e mudar de cidade, a garota começou a ter apoio de sua família, que hoje tem orgulho da filha. Enquanto estava no ensino fundamental e no médio, Rebeca não tinha seu nome reconhecido. Foi proibida de usar banheiros femininos e se sentia desconfortável ao ser chamada no masculino. A estudante sofreu Bullying em sua escola, tanto por professores como por colegas de classe e isto a fazia não gostar de estudar. Continuar lendo

Djalma: para além dos lanches

Conheça o dono do x-coxinha e da maionese mais comentados da UTFPR

#PERFIL

Por Luísa Sampaio

Curitibano de 59 anos, Djalma Telles de Menezes Filho é dono de uma das lanchonetes mais frequentadas pelos alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O Djalma Lanches, criado em 1992 e localizado na Av. Sete de Setembro, é conhecido principalmente por sua maionese e o x-coxinha.

Djalma, a primeira vista aparenta ser uma pessoa séria, mas com o tempo esbanja simpatia e  gosto por conversar com seus clientes.  Antes de abrir o estabelecimento, trabalhou durante 10 anos no Banco do Estado do Paraná (BANESTADO) e em outra lanchonete do centro de Curitiba. Quando ficou desempregado e começou a passar por dificuldades, surgiu a ideia do Djalma Lanches, que desde o início foi apoiada por sua família. Sua maior dificuldade em ter um estabelecimento comercial foi a necessidade de saber administrar as finanças de um negócio próprio e  sua timidez, que diminuiu à medida que desenvolveu a habilidade de conversar com seus clientes. 

Com uma localização estratégica e um preço acessível aos universitários e moradores da região, a lanchonete tornou-se uma ótima opção de alimentação. Djalma não se preocupa com a concorrência ao lado e nem com propagandas, e acredita na importância da indicação daqueles que frequentam sua lanchonete, o chamado marketing “boca a boca”.

Seu sanduíche mais famoso, o x-coxinha, surgiu quando um aluno da UTFPR pediu à Djalma que colocasse um salgado dentro de um sanduíche, outras pessoas que estavam no momento aprovaram a combinação e também fizeram o pedido. E qual o segredo da maionese? Muitos clientes já fizeram essa pergunta ao dono da lanchonete. Seus ingredientes incluem azeite, ovo, sal e vinagre, mas a diferença se faz na consistência final.  Continuar lendo

UTFPR realiza a primeira Colônia de Férias Tecnológica

Por Victória Diniz e Stephanie Mayer

Neste mês de julho, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná( UTFPR) contará com programação especial de férias. Entre os dias 10 e 14 de julho, a sede CIC Sul do campus Curitiba receberá sede da primeira Colônia de Férias da Tecnológica. O evento em parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ), terá alunos da Universidade como voluntários e  irá realizar atividades recreativas com cerca de 2000 crianças de ONGs e Associação de moradores da região do Cidade Industrial.

Ivone de Castro, chefe do Departamento de Extensão e também responsável pela criação do Projeto conta que o mesmo surgiu no mês de Janeiro de 2017, com a motivação de alguns alunos que estavam na Universidade no período de férias. Desde então, Ivone tem procurado por alunos que se dispusessem ao voluntariado com oficinas de robótica, matemática entre outros. Segundo a entrevistada, não foi fácil conseguir o número necessário de alunos para colocar o projeto em prática. As inscrições ficaram abertas por duas semanas e no fim estão contando com 210 voluntários. 

Prof.ª Ivone de Castro, chefe do departamento de extensão da UTFPR

Sobre as dificuldades encontradas para realizar a Colônia de Férias da Tecnológica, Ivone de Castro comenta sobre a falta de patrocínio para o lanche das crianças, o que impossibilitou que o projeto ocorresse durante todo o dia e também da falta de recursos cedidos pela UTFPR, o que dificultou a viabilização de toda a estrutura e do projeto no geral. Mesmo com todos os percalços, a idealizadora do projeto se diz muito animada e confiante para realizar o evento e promete, se tudo der certo, uma segunda edição já nas próximas férias de verão.

Coleta livros para oficina literária –  Para viabilizar uma das atividades propostas, o DEPEX, departamento de extensão da UTFPR, também está coletando livros infantis e infanto-juvenis para oficina literária com crianças da região CIC durante a colônia de férias. A intenção é que em  todos os dias da colônia terão oficinas literárias com alunos e servidores trabalhando como voluntários.  Continuar lendo

Agência de comunicação incentivada por Hotel Tecnológico consegue seus primeiros clientes

por Amanda Fernandes

A agência In pulse, constituída apenas por estudantes de Comunicação Organizacional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), começou a funcionar em março deste ano e já tem dois clientes. O projeto foi auxiliado pelo Hotel Tecnológico, uma pré-incubadora de projetos do Programa de Empreendedorismo e Inovação (PROEM), que atua desde 2003 na UTFPR.

Marina Scheffer, uma das integrantes da In pulse juntamente com Emanuelle Santos e Georgia Pires, afirmou para AG Comunique que esse projeto foi o primeiro do Hotel no segmento de comunicação e que, mesmo que no início tenha sido inteiramente planejados por estudantes de comunicação organizacional, atualmente a agência aceita estudantes de qualquer graduação. A agência faz o projeto de comunicação das empresas que a contratam e já tem planos futuros de ter uma plataforma que, em teoria, irá atender clientes e gerar empregos no mundo todo.

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Estão abertas as inscrições para o II Prêmio Sesi ODS

Por Pilar Browne

As inscrições para participar de mais uma edição do Prêmio Sesi ODS 2017 estão abertas até dia 14 de julho e podem ser realizadas gratuitamente por qualquer empreendedor que almeje fazer parte de um importante evento sobre sustentabilidade nas organizações.

Segundo a organizadora do Prêmio, Aline Calefi, o concurso tem como objetivo principal premiar uma empresa que apresente um projeto ou prática sustentável implementada há pelo menos um ano, com seus resultados. “Além de reconhecer boas práticas na esfera das organizações, o prêmio visa estimular as empresas e instituições para que incorporem a sustentabilidade como estratégia de negócio”, diz Aline. Para concorrer ao prêmio é necessário possuir uma organização que trabalhe de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e tenha sua filial no Estado do Paraná.  Continuar lendo

A imprudência no trânsito e suas sequelas permanentes

#OPINIÃO

Por Joyce Franco

Todo dia, nós vemos notícias sobre acidentes de trânsito. Seja na televisão, na internet ou em nosso bairro, isso é tão frequente que não causa mais impacto, até que acontece com alguém próximo a nós. A questão é que esses acidentes não deviam ser comuns, não deveríamos ter medo de beber e dirigir por perder a carteira de habilitação ou sermos multados, mas sim pela vida das pessoas que morrem diariamente em função dessas imprudências. Os acidentes de trânsito têm sido uma das maiores causas de morte no mundo, segundo o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), mais de 40 mil pessoas morrem por ano e cerca de 204 mil pessoas ficam feridas no país.

Enquanto a frota de veículos cresce diariamente, a cada dez minutos uma pessoa morre envolvida em acidentes de trânsito no Brasil, além disso, inúmeras ficam com sequelas graves. No ranking dos países que mais matam no trânsito, o país está em quinta posição, em 2015, o DPVAT pagou 42.500 indenizações por morte no país e 515.750 pessoas receberam amparo por invalidez. Em virtude disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva os países a fazerem ações de prevenção, e conscientizar os cidadãos sobre a gravidade deste tema.  Continuar lendo