Mudanças nos ambientes de trabalho fortalecem coworkings

Nayara Khayene

O mercado e as relações de trabalho se transformam rapidamente. As pessoas, muitas vezes, passam mais tempo nos locais onde trabalham do que fora dele, pois estão cada vez mais conectadas com seus cargos e funções.

Esse comportamento impulsionou a busca por ambientes diferenciados, e essa crescente fez com que os coworkings se destacassem, por serem ambientes propícios para construir uma relação equilibrada e saudável com o trabalho, na qual a flexibilidade, colaboração e praticidade são fatores prioritários.

O termo coworking é utilizado para definir um ambiente de trabalho compartilhado, em que profissionais de áreas diversas dividem o mesmo espaço, podendo trocando experiências, ideias, projetos, opiniões e, até mesmo, criar novos negócios.

Eles são uma realidade benéfica tanto para empresas já consolidadas no mercado como para profissionais independentes e novos negócios, pois são ideais para romper o isolamento do home office, garantindo um espaço em que os membros possam exercer as funções com autonomia e, ao mesmo tempo, manter e criar conexões com outros profissionais. A interação nesses ambientes é intrínseca, o que garante um rico networking.

Na atual configuração do mercado, os coworkings brilham. Trabalhar em um é sinônimo de praticidade e economia, pois como a gerência do ambiente não fica por conta de quem loca o espaço – ou seja, a gestão e os serviços de facilities – os trabalhadores e novos empreendedores podem focar nas suas próprias atividades.

Isso é confirmado pela auxiliar administrativa do Nex Coworking, um dos maiores e melhor conceituados coworkings da cidade de Curitiba. A Marcia Regina Teixeira, 51 anos, diz que o ambiente de trabalho compartilhado tem um eco sistema propicio para o empreendedorismo. “Estar em um coworking, para os freelancers, por exemplo, passa a imagem de mais profissionalismo. Poder contar com uma infraestrutura completa, funcional e segura, sem ter muitas preocupações, é um ótimo investimento”.

Outro fator positivo é que, na maioria das vezes, os contratos são mais flexíveis e o custo de ter uma empresa instalada em um coworking é bastante inferior ao de um aluguel único porque, como é um ambiente de trabalho compartilhado, todos os custos são divididos entre os membros da comunidade, comumente chamados de coworkers. Portanto, os custos com água, luz, telefonia, internet e impostos, por exemplo, tornam-se menores, o que consequentemente faz com que o lucro das empresas cresça.

Além disso, na maioria dos coworkings existem várias salas de reuniões, espaços para eventos e também áreas de convivência, o que facilita ainda mais o networking. Os membros, geralmente, possuem descontos para usufruírem dos ambientes, e também há a oportunidade próxima de participar de palestras, curso, debates e roda de conversas que abrangem temas variados, o que enriquece a bagagem dos que participam e faz com que o ambiente fique muito mais interessante.

Em entrevista, a assistente comercial do Nex Coworking, Lenise Souza Mamede, 29 anos, afirma que “o ambiente de trabalho compartilhado é uma mão na roda. Aqui eu vejo diariamente um networking muito intenso, pessoas se motivando, crescendo juntas. Isso acontece naturalmente, porque quem busca um coworking quer fomentar o seu negócio. E, uma coisa é certa: a necessidade de ultrapassar a barreira do isolamento é atendida em ambientes como esse”.

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