Combate a fake news acontece em diversas esferas no Brasil

Zeca Monteiro

O dicionário britânico Collins definiu “fake news” como a palavra do ano em 2017, pois se trata de um fenômeno mundial. No Brasil não é diferente. Por aqui, notícias faltas e muita desinformação circulam livremente pelas redes sociais e aplicativos de mensagem como Facebook e Whastapp. Por isso mesmo, várias formas de inibir essa cultura começam a surgir.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem buscado criar medidas para diminuir a propagação desse tipo de conteúdo. No mês de março, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições do tribunal, criado em dezembro de 2017, recebeu integrantes do FBI para entender como foi a experiência americana no combate às fake news. “Não é objetivo do grupo preparar um anteprojeto de lei. Nós estamos reunidos a cada 15 dias e estamos estudando fórmulas de mapear, inclusive soluções encontradas no exterior, tudo aquilo que possa contribuir à Justiça Eleitoral a evitar os problemas que já ocorreram, que nós vimos em outras eleições”, declarou o secretário-geral da Presidência do TSE, Luciano Fuck, à assessoria de comunicação do próprio tribunal.

Um dos problemas no combate às notícias falsas é o alto nível de formação dos profissionais que produzem esse tipo conteúdo. As mentiras travestidas de jornalismo muitas vezes estão em sites que imitam o layout e formato de grandes portais. Do outro lado, existem agências que checam o nível de veracidade das notícias, conhecidas como agências de fact-checking, Lupa News, Aos Fatos, Boatos.org e o projeto Truco da Agência Pública são exemplos desse tipo de organização.

Para Fernanda Cavassana, doutoranda em Ciência Política e mestre em Comunicação, uma mudança cultural poderia ocorrer a longo prazo e o retorno da confiança nas instituições representativas poderia ser um caminho. “De forma mais prática, esse caminho educativo, ao meu ver, pode e deve vir de nossas instituições mediadoras como os meios de comunicação tradicionais, que devem pautar, investigar, debater esse tema, como fazem com outros que também se tornam um problema social e merece atenção pública”, afirma.

Recentemente, alunos do curso de Jornalismo da Universidade Positivo produziram uma série de reportagens sobre o tema, disponível na página Rede Teia no Facebook. Para professora Sandra Nodari, idealizadora do projeto, a mudança pessoal é mais importante que a institucional, pois, quando você conhece a pessoa que compartilha fake news, se torna mais fácil explicar a falta de legitimidade das informações. Para Sandra, é necessário promover a crítica entre nossos pares: “Essa questão de aproveitar as pessoas que estão perto de você para contar (que a notícia compartilhada é falsa) é uma forma de exercer a cidadania”.

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