O Conto da Aia, a distopia que já se tornou realidade

A série, que já ganhou um Emmy, acaba de ser renovada para sua terceira temporada – divulgação/Hulu

Melissa Luna  

O Conto da Aia, aclamada série do serviço de streaming Hulu, baseada no livro de mesmo nome da autora canadense Margaret Atwood (nascida em 1939) está em sua 2ª temporada e choca seus espectadores a cada episódio por apresentar um estilo de vida assustador e bem realista.

A série se passa em um futuro próximo em que a taxa de fertilidade foi drasticamente reduzida e um regime ditatorial religioso extremista toma poder nos Estados Unidos. A partir disso, as poucas mulheres que ainda são férteis são obrigadas a engravidar e entregar seus bebês para famílias ricas e poderosas.

É possível observar diversas críticas à sociedade atual, e apesar de a premissa parecer fantasiosa, diversos elementos da série são reais ou podem se tornar futuramente.

Fertilidade ameaçada

Um deles é a ameaça da poluição à fertilidade. Na série, em vários momentos, pode-se perceber que a baixa na taxa de fertilidade deu-se por conta da poluição. Segundo um estudo feito por especialistas da Sociedade Britânica de Fertilidade em 2005, a poluição torna os espermatozóides defeituosos. Um estudo mais recente, de 2016, feito pelo Hospital del Mar de Barcelona, revelou que a poluição diminui a fertilidade de homens e mulheres e aumenta o número de abortos, além de causar doenças como desregulação hormonal, ovário policístico, endometriose. Além disso, esses resultados tendem a piorar, trazendo consequências às gerações futuras.

Conservadorismo

A forma como os personagens de O Conto da Aia vivem pode, por vezes, ser comparado com século XVIII, porém na série ainda existem carros atuais, e alguns celulares são utilizados clandestinamente por alguns moradores de Gilead, nome fictício da região da Nova Inglaterra, onde se desenrola a história.

Fora da ficção, os Amish, comunidade encontrada nos Estados Unidos e Canadá, mesclam o estilo de vida antigo e contemporâneo. Sua principal forma de sustento é a agricultura, porém alguns grupos já montam escritórios com até cinco funcionários e utilizam tecnologia, como computadores.

Os Amish são uma comunidade que mantém hábitos semelhantes aos da sociedade do século XVIII – Divulgação

Porém, assim como na série, existem regras nessa sociedade. As roupas são diferenciadas, seguindo o estilo colonial, e a homossexualidade é considerada um assunto proibido. Os Amish vivem isolados do resto do mundo, podendo sair de suas terras apenas durante um período de cinco anos, conhecido como Rumspringa, em que os jovens de 16 anos saem para a cidade grande para se divertir e viver novas experiências.

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