Aromaterapia ganha espaço no SUS

Hannah Sarah Moraes

 Este ano está sendo importante para os defensores das terapias alternativas. No mesmo mês, aconteceu também o Primeiro Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares e Saúde Pública, no Rio de Janeiro, promovido pelo Ministério da Saúde. No evento, foram discutidos e incorporados 10 novos procedimentos terapêuticos alternativos ao SUS, somando assim 29 tratamentos oferecidos gratuitamente para a população.

As PICs existem desde 2006, e em dez anos foi atingida a marca de 2 milhões de atendimentos desse tipo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em 2017, o Ministério publicou que cerca de 1,7 mil municípios ofereciam essas práticas integrativas, sendo a medicina chinesa a modalidade mais realizada.

A fisioterapeuta de formação e especialista em terapias holísticas Susana de Moraes ressalta que a pessoa que deseja utilizar esses tratamentos alternativos deve adquirir outras rotinas, como mudanças alimentares e hábitos menos sedentários, pois os tratamentos isolados raramente são eficientes.

Outro destaque é sobre as doenças em que os tratamentos alopáticos são indispensáveis, por essa razão o acompanhamento médico é fundamental. E como todo recurso natural existem as toxicidades, por isso a importância de realizar o procedimento com um profissional da área, que tenha os conhecimentos técnicos científicos.

A terapeuta traz a informação que o estado de Minas Gerais é o mais avançado nessas práticas, implantou as PICs em quase todos os municípios, em segundo lugar vem São Paulo, e compartilham a terceira posição o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

Apesar do congresso ter sido um importante passo, ela lamenta que não há muitos espaços para discutir as PICs. A resistência por parte dos próprios profissionais da saúde, que se limitam aos medicamentos alopáticos e ao que é imposto pela indústria farmacêutica, é o que mais atrapalha a difusão dos tratamentos alternativos.

Porém, Moraes afirma que o povo brasileiro adere bem às PICs por uma questão cultural, pois as ervas curativas sempre foram muitos utilizadas e respeitadas no Brasil, e este é um dos objetivos do Ministério da Saúde: trazer para o SUS algumas práticas tradicionais da cultura brasileira.

Aromaterapia

A aromaterapia faz parte do universo dos tratamentos alternativos, cientificamente comprovados, para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Fundado na fitoterapia, ela se baseia nas propriedades terapêuticas dos óleos essenciais. Essa terapia tem ganhado cada vez mais espaço, sendo utilizadas por diversos profissionais da saúde para complementar tratamentos.

Susana de Moraes, que também ministra aulas de aromaterapia pelo Senac São Paulo, explica que os aromas são capazes de estimular a produção de hormônios e a ativação de neurotransmissores que contribuem para o tratamento de diversas patologias tanto físicas como psicológicas. O estímulo do olfato pode acontecer através de recursos como difusores de ambientes, massagens com óleos essenciais, sais de banho, velas, travesseiros e colares aromáticos.

Segundo a terapeuta, é difícil identificar uma origem, pois há histórias em diferentes povos espalhados pelo mundo que usaram o aroma como meio para a cura. Porém, a teoria que foram os povos egípcios que foram os primeiros a usar dessas técnicas tem mais adeptos. O extrato do bálsamo, uma planta popular em todo o mundo até os dias atuais, era usado em rituais e tinha valores curativos. Esse povo também foi um dos primeiros a utilizar perfumes.

A aromaterapia é muito difundida na cultura brasileira. Várias regiões do país têm sua variedade de aromas utilizados para tratamentos. Existe também uma vasta literatura sobre o tema. Os livros e manuais sobre plantas medicinais são muito populares, além da diversidade de receitas caseiras para a cura algumas doenças.

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