Otimismo: a arte de ver o copo quase cheio

#OPINIÃO

Por Caruline Rocha*

Ser otimista é disposição para ver as coisas pelo lado bom e esperar sempre uma solução favorável, mesmo nas situações mais difíceis. É certo que no cenário atual, que se fala tanto em crise, desemprego, escândalos de corrupção, ser otimista não é uma tarefa muito fácil, é preciso fazer um exercício diário e isso vai muito além de ser ter pensamentos positivos, é saber reagir diante das situações desfavoráveis, é acreditar que, apesar do dia mal, é sempre possível aprender algo novo e se levantar mais uma vez.

A maioria das pessoas está acostumada a reclamar de tudo. Reclamam do emprego, da família, da falta de dinheiro, do governo, e muitas vezes terceirizam a sua insatisfação, colocando a culpa em alguém. Isso pode ser denominado Locus de controle externo.

O psicólogo norte americano Julian B. Rotter em 1966 em seu artigo “Psychological Monographs”, introduziu o conceito de Locus de controle, trata da expectativa do indivíduo sobre a medida em que os seus esforços se encontram sob controle interno (esforço pessoal, competência, etc.), ou externo (as outras pessoas, sorte, chance, etc.). 

o Locus de controle interno é a disposição que a pessoa tem de atribuir a si, a responsabilidade pela sua vida, ela sabe que suas atitudes e força de vontade determinam  onde ela irá chegar,  o Locus de controle externo é caracterizado pela externalização da responsabilidade a outro, ou seja, se eu não conquistar meus objetivos, a culpa é de alguém. Pessoas assim super valorizam fatores ambientais, por exemplo, uma crise no país pode facilmente paralisá-la. São pessoas dependentes, acreditam que precisam sorte, passam a vida culpando outras pessoas pela sua falta de oportunidade.

O otimista pode ser visto como sendo incapaz de compreender a realidade que o cerca, porém ele apenas está fazendo uma leitura da situação baseada na possibilidade de que algo pode mudar para melhor a qualquer momento.

Não estou sugerindo que ninguém ignore a realidade dos fatos, nem que deixe de enxergar o lado realista da vida, mas estou, sim, dizendo que mesmo em situações difíceis é possível buscar uma forma de solução favorável. Como dizia os mais antigos “só não tem jeito para morte”.  

Otimismo tem muito disso, de não desistir, de acreditar que é possível, é ajustar as perspectivas, buscar outro caminho e encarar uma maneira diferente de perceber as diversidades da vida. Ficar se lamentando nunca resolveu problemas, então já que temos que encarar os problemas, que seja de frente, de peito aberto.

Quando lembramos daquele ditado conhecido do “copo meio cheio ou meio vazio”,  podemos fazer a analogia que, para o otimista, o espaço que falta para completar o copo, chama-se de esperança, para o pessimista, esse mesmo espaço chama-se de desespero, que sempre aumenta conforme o copo esvazia. A escolha é nossa!

*Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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