O emprego da “Sustentabilidade” é também pela filantropia hoje

#OPINIÃO

Por Luciano Emilio Rizzi*

“Atualmente” todas as ações sejam elas sociais, financeiras ou políticas, procuram o termo “sustentabilidade” como um agregado de valor. Parece que isso é um resultado obtido no final do século XX e início do século XXI, momento em que se abordaram temas relativos à preservação do meio ambiente e a sua sustentabilidade para as gerações futuras.

A agenda 21, plano de ação internacional para ser adotado de forma global, nacional e local, é uma tentativa de um novo padrão de desenvolvimento, que tem como base a convergência entre a sustentabilidade ambiental, social e econômica. Sua criação culminou com a “Rio 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Desde então, o termo desenvolvimento sustentável passou a ser um instrumento estratégico de planejamento em todas as áreas. Hoje a expressão sustentável classifica ações e projetos que produzem valores agregados, que permanecem e se estendem a geração de benefícios além dos fins imediatos desejados. 

Pode-se dizer que a filantropia como doação em si é algo positivo. Porém, apenas doar e não se preocupar em dar suporte social para quem recebe a assistência, hoje, é visto como sinônimo da ideia de filantropia. Praticada antes da “sustentabilidade” e contida na mente de filantropos, a filantropia sem um avanço no desenvolvimento parece não estar ligada ao conceito do novo milênio.

Tomando como exemplo, o Rotary Internacional, entidade sem fins lucrativos de atuação internacional, não quer ser vista como uma instituição filantrópica. Para a organização, suas ações são prestações de serviços sustentáveis. Quem falou sobre isso, em entrevista, foi o “Ex-Governador” do Rotary Internacional Distrito 4730 (Curitiba), Herbert Moreira. Segundo ele, sustentabilidade é mais abrangente do que uma ação filantrópica em si. O escritório sede do Rotary Internacional fica nos E.U.A, e suas diretrizes norteiam as ações dos clubes rotarianos. Os nortes são para desenvolvimento de projetos que se mantenham por si. Isso porque o conceito é engajamento em ações que tragam benefícios atuais e futuros para quem as recebem.

Ao pensar no termo sustentável e quantos valores são agregados para cada situação, é possível perceber que talvez a intenção da filantropia já fosse para a sustentabilidade, porém, não se definia assim. Antes, não se pensava nas variáveis envolvidas em cada situação e como aproveitá-las para fins desenvolvimentistas em sinergia com o propósito inicial da causa. Agora, esta é a regra.

*Estudante de Comunicação Organizacional na UTFPR

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