Sua vida e o ambiente de trabalho

#OPINIÃO

Por Laura Jucá*

De um mundo onde o trabalho acontecia de forma calma ao mundo industrializado que transformou o ritmo da cultura trabalhista. Passamos maior parte do nosso dia no trabalho e, consequentemente, a maior carga de estresse vem do ambiente profissional. Vemos-nos num campo super competitivo e disputado que nos exige máxima dedicação às atividades, combinada com muitas cobranças até, por fim, ultrapassar os limites do quanto suportamos lidar.

Até que ponto essas cobranças devem existir? O quanto pôde-se cobrar do trabalhador em relação a sua função? Esses pontos são pouco questionados e que levam a situações desgastantes, nas quais os profissionais se sentem cansados, sem estímulos para realizar suas funções, com dificuldade nas relações profissionais, sem contar a constante interferência na vida pessoal. A pressão dos superiores torna-se um problema constante. Desde a década de 1970, existe o diagnóstico de exaustão ou esgotamento profissional, conhecido como síndrome de Burnout, criado por um psicanalista americano para descrever  um distúrbio detectado em si mesmo. Segundo a revista Galileu, edição de fevereiro/2017, cerca de 30% da população brasileira sofre desta síndrome, que se faz necessário colocar em pauta mudanças a serem feitas na cultura organizacional.

As organizações buscam lucrar a todo custo e tratam os funcionários como objetos, não tendo sensibilidade de compreender que estão lidando com seres humanos. Eu Deveria existir uma relação mútua, uma troca saudável entre empregado e empregador. Assim como grandes empresários almejam sucesso, as pessoas que fazem parte desse projeto também sonham com o êxito profissional. 

Além disso, nem tudo deve ser só trabalho, o lazer é importante para a nossa saúde mental. Casos de estresse pelo ambiente de trabalho acontecem muito pela privação aos indivíduos em poderem realizar atividades fora da empresa e isso é pouco percebido pelas organizações, que não incentivam a realização de atividades extracurriculares. Com a flexibilidade nas leis trabalhistas, que permitem as horas extras, tornou cada vez mais difícil o entretenimento para muitas pessoas, que se envolvem cada vez mais com o respectivo trabalho Se esses pontos fossem diligenciados, tornaria-se possível uma qualidade de vida no ambiente de trabalho. Além disso, as empresas também ganhariam, uma vez que essa combinação influenciaria positivamente  na imagem e na produtividade delas.

*Estudante de Comunicação Organizacional na UTFPR

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