Sobre a beleza

#OPINIÃO

Por Amanda Araújo*

Você deveria saber que é linda do jeito que é
E você não tem que mudar coisa alguma”
(Trecho de Scars to your beautiful – Alessia Cara, tradução nossa)

A grande obsessão da sociedade atual é ter mulheres dentro de um quadrado e que para sermos consideradas bonitas, temos que usar um jeans 36 e estar sempre bem produzidas. Mas qual o objetivo de estar sempre “bonitinha”? Na realidade não há um motivo específico para isso, é apenas para mostrarmos para a sociedade o quão somos bonitas, e as mídias de massa ajudam a estimular ainda mais esse padrão de mulher  bonita e bem vestida. Um dos casos bem pautados ultimamente é a cantora Mendonça, por exemplo, é alvo de diversas críticas diariamente, por seu peso, que para muitos é considerado acima do normal para uma pessoa tão jovem, ou melhor, para pessoas de qualquer idade.

 Em um mundo com a mídia de massa reforçando essas características, que para ser bonita você tem que ter lábios carnudos, ter seus ossos quase furando a sua pele. As pessoas estão ficando cada vez mais inconformadas com seus corpos, esta situação produz uma guerra contra o espelho e gera guerras internas.   

Para a jornalista Camila Camacho Bohm, autora do livro O padrão de beleza feminina apresentado por três revistas brasileiras, “O padrão estético de beleza atual, perseguido pelas mulheres, é representado imageticamente pelas modelos esquálidas das passarelas e páginas de revistas segmentadas, por vezes longe de representar saúde, mas que sugerem satisfação e realização pessoal e, principalmente, aludem à eterna juventude”.

Essa é a atual realidade da nossa sociedade, grande parte das pessoas cultuam corpos perfeitos e sentem-se frustradas por não conseguirem alcançar o tipo de corpo que uma modelo da Victoria Secret’s tem. Um dos resultados de tudo isso é auto destruição do próprio corpo, pois por se sentirem gordas, algumas pessoas poderão adotar hábitos não tão saudáveis, um deles será comer menos que o necessário para ter um corpo saudável.

A maior indignação é que todo esse sofrimento poderia ser evitado se as pessoas acreditassem na sua beleza genuína e singular, que não quisessem ser iguais as modelos dos desfiles e comerciais, diz a jornalista Henriette Valéria da Silva, em uma publicação no Observatório da Imprensa.

Acima de tudo é importante respeitar os limites do corpo e entender que ele não é uma massinha de modelar, que pode ser remodelada a qualquer momento ou que pode simplesmente tirar pedaços dela para ficar melhor. Você tem que aprender a se amar da maneira que você é. É legal, as vezes, está arrumada e maquiada, afinal aumenta a autoestima, mas não seja escrava da ditadura de beleza.

*Estudante de Comunicação Organizacional na UTFPR

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