Fundação Cultural promove evento cultural para mês da Consciência Negra

Por Henrique Ximenes e Laura Jucá*

Neste ano, no início de novembro, a FCC (Fundação Cultural de Curitiba) iniciou a programação em comemoração ao mês da Consciência Negra, que conta com atividades diversificadas que vão desde rodas de leituras a exposições que vão até o primeiro sábado de dezembro (2).

Diferente das edições anteriores, independentes e sem muita divulgação, esse ano, a FCC teve o papel de tornar esses eventos mais visíveis e unidos. “Tem programação proposta por outros municípios e por grupos independentes, então a ideia foi juntar tudo em uma coisa só, fazer um material bacana, ter um lugar organizado para o público poder ver e dar mais força para a divulgação. Queremos ampliar isso e a partir desse material crescer cada vez mais.” explica Renata Mele, Coordenadora de Programação do evento.

Comemorado no dia 20, a temática desta edição marca o dia da morte de Zumbi dos Palmares e tem como objetivo trazer a inserção da comunidade negra na sociedade brasileira à tona. “Dar visibilidade a essa causa que é uma luta de igualdade e de consciência, de mostrar como essas pessoas foram prejudicadas ao longo de toda história no Brasil e que a cultura afro é uma das partes mais importantes da formação da cultura brasileira.” justifica Mele. 

A mensuração da adesão às atividades será realizada ao final do evento mas tem sido perceptível um grande engajamento do público, inclusive de grupos bem diversos. “Tem sido bem grande [a participação], teve, por exemplo, os encontros de terreiros que estavam bem cheios, até porque não são eventos feito por negros para negros, mas para todo mundo que quer participar, quem é da umbanda e de outras religiões também.” conta a coordenadora de programação da FCC.

O Mês da Consciência Negra é importante para existir mais debates sociais sobre o tema. E, para isso, é necessário que haja um engajamento de todos os grupos sociais, para ouvir demandas e apoiar aqueles que as apresentam. “A gente quer fortalecer esse movimento, ter uma programação maior, diversificada e mais rica, com mais qualidade, ver o que eles precisam e a gente poder apoiar para que no ano que vem isso seja mais amplo e ter mais protagonismo e atingir a cidade inteira, que esse evento tenha uma visibilidade tamanha que as pessoas consigam se inserir para que isso se multiplique mais” reforça Mele.

*Estudantes de Comunicação Organizacional na UTFPR

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