A união faz a força

#OPINIÃO

Por Leonardo Batistão*

A preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença. Uma das mais importantes é o consumo e o descarte consciente do lixo, que deveria ser uma preocupação de todos, ou seja, da população e dos órgãos públicos.

Uma das grandes preocupações da sociedade moderna é a poluição do meio ambiente, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis e pelo descarte incorreto do lixo produzido. Embora a primeira seja mais debatida por líderes de superpotências mundiais (ainda que por interesses políticos e econômicos), a segunda merece tanto destaque quanto a anterior.

Todos os dias, toneladas de lixo são depositados em aterros sanitários de forma inapropriada, gerando impactos ao meio ambiente. Somente no estado do Paraná, são geradas 20 mil toneladas de resíduos sólidos por dia. O projeto Cidade lixo zero, desenvolvido por pesquisadores da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), avaliou as 27 capitais brasileiras em relação às premissas da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), instituída pela lei nº 12.305 de 2010. De acordo com a pesquisa, no período compreendido entre 2008 e 2014, a capital paranaense separou como lixo reciclável apenas 5,7% do total coletado, índice bem abaixo do registrado na década de 90, que foi de 20%. Desse total, apenas 57% do lixo separado é aproveitado, e o restante encaminhado aos aterros. Mas por que isso acontece? A resposta está dentro da casa das pessoas. 

Se por um lado grande parte da população ainda não é engajada na causa da destinação correta do lixo, a menor a faz de modo incorreto. A primeira atitude a ser tomada é a mudança de hábitos, começando pela separação entre resíduos orgânicos e materiais recicláveis. Em seguida, para este segundo grupo, o ideal é que vidros, embalagens plásticas, papéis e metais sejam higienizados antes de irem para os sacos de lixo que, por fim, devem ser mantidos em locais secos e de fácil acesso aos coletores.

É dever dos cidadãos contribuir para a preservação do meio ambiente, mas órgãos públicos também têm a responsabilidade de desenvolver ações educativas que auxiliem na transformação social e econômica da cidade, como campanhas que ensinem a população a gerir e separar o seu lixo, além de disponibilizar serviços de coleta eficientes que contemplem todas as moradias. Em 1995, Curitiba foi pioneira ao implantar o programa de coleta domiciliar “Lixo que não é lixo”. Vinte anos depois, outra ação foi implantada: as Estações de Sustentabilidade. Contêineres marítimos inutilizados foram adaptados para receber recicláveis levados de forma voluntária pela população do entorno, justamente para torná-los responsáveis pela separação do lixo e induzi-los a repensar na produção de resíduos.

Se o poder público e a população se unirem com soluções baratas e atitudes simples no dia a dia, o lixo produzido poderá ser reaproveitado por meio da reciclagem. Diminuindo, assim, os impactos tanto de produção quanto de descarte destes materiais no meio ambiente.

*Estudante de Comunicação Organizacional na UTFPR

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