Vivemos a um passo do futuro

#OPINIÃO

Por Rhuan Iasino*

As pessoas têm vivido em um mundo mais virtual do que real, e não existe problema algum nisso. O ser humano vive em uma ascensão tecnológica sem fim. Isto é, ano a ano, milhões de dólares são investidos em pesquisas no setor de tecnologia, como na indústria robótica e no segmento da inteligência artificial. Devido a isso, o intervalo de tempo entre os saltos tecnológicos é cada vez menor.

Logo, os produtos também estão em constante atualização, e sempre sendo substituídos por novidades. São exemplos os smartphones, impressoras 3D, ou então até os óculos de realidade aumentada. A humanidade tem caminhado para uma nova era e, nela, os antigos filmes de ficção científica serão a nossa futura realidade.

Entretanto, essa constante evolução tecnológica não é bem aceita por toda a sociedade. Uma parcela da população ainda é contra esse intenso desenvolvimento tecnológico, afirmando que não faz bem ao ser humano. Mas isso não é ruim. Um bom exemplo é a globalização e a instantaneidade de informações, que são efeitos de um universo composto por códigos e algoritmos, conhecidos também como mundo online. Este, além de um armazenador de informações, pode e deve ser visto como um facilitador da vida humana. 

São nos computadores e celulares que acontecem as ideias que criamos por conexões neurológicas. A verdade é que os meios tecnológicos são extensões da nossa mente e, por isso, tão importantes para o tempo atual em que vivemos. Com eles, trabalhamos, criamos relações interpessoais, comunicamos-nos e ainda armazenamos grande parte das memórias que não se restringem à nossa atividade cerebral.

Desse modo, a produção tecnológica é incessante. Cada vez mais aparelhos móveis são fabricados e vendidos. Segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo) e publicada no início de 2017, o Brasil apresenta um total de 198 milhões de smartphones ativos. A projeção até o final do ano é de que 236 milhões de aparelhos sejam utilizados por usuários brasileiros, o que significa um aumento de 19% em relação ao primeiro dado. Ainda segundo a FGV, o país apresentava no início do ano um total de 280 milhões de smartphones, tablets e notebooks. Com isso, podemos perceber que o número de dispositivos móveis com acesso a Internet supera a população total brasileira, que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de  207 milhões de pessoas.

Portanto, a sociedade brasileira atual vive uma realidade completamente diferente do que se vivia no início do século XXI. As crianças, por exemplo, são expostas a aparelhos portáteis antes mesmo de aprenderem a falar e, portanto, seu desenvolvimento é completamente diferente da geração anterior.

Podemos dizer então que este é apenas o começo dessa nova era, pois a partir do momento em que uma criança aprender naturalmente o modo de execução dos códigos e algoritmos do mundo online, a criação das novas tecnologias será cada vez mais criativa e surpreendente, revolucionando o que conhecemos hoje. É inevitável que os avanços do mundo moderno não diminuam. De um certo modo, o futuro se faz cada dia mais presente nas sociedades e, por isso, as pessoas viverão cada vez mais imersas em um universo virtual e online.

*Estudante do Comunicação Organizacional da UTFPR

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