Pesquisa em Curitiba desenvolve medicamento preventivo ao vírus HIV

Reportagem: Giulia Gaio
Pauta: Alessandra Rosa Stahsefski
Edição: Juliane Fürbringer

No início deste ano, iniciaram-se estudos em Curitiba a respeito de um medicamento que previne a contaminação do vírus HIV. Denominado “Projeto Combina”, as pesquisas sobre a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) são realizadas no COA (Centro de Orientação e Aconselhamento) e orientadas pelo psicólogo Alan Silveira (CRP 08/22073). Este projeto desenvolve um medicamento preventivo ingerido por pessoas antes de serem expostas ao vírus do HIV, seja por meio das relações sexuais, pelo compartilhamento de seringas ou outras situações que apresentem tal ameaça.

Segundo Alan Silveira, todos os participantes da pesquisa são voluntários e, atualmente, 25 pessoas utilizam o medicamento enquanto 15 aguardam na fila de espera para avaliação. O primeiro passo do procedimento para uso da medicação acontece da seguinte maneira: os pacientes passam por uma análise e é verificado se ele se enquadra no grupo de risco (pessoas que têm parceiros casuais ou relações com parceiros soropositivos, sem o uso de preservativo ou com o rompimento do mesmo ou pessoas que compartilham seringas, levando em consideração a análise de cada caso especificamente). Caso a manifestação não ocorra, mas a ameaça seja comprovada, o paciente inicia uma fase de teste para o uso contínuo do medicamento, que protege as células responsáveis pela imunidade impedindo o vírus de se alojar. 

Após a realização desses procedimentos, o paciente utiliza um frasco do medicamento durante 30 dias, enquanto os exames são repetidos. Caso não haja efeitos colaterais, são liberados mais comprimidos a cada três meses e podem ser retirados no próprio COA ou no Hospital Osvaldo Cruz. O psicólogo e representante da pesquisa em Curitiba ressaltou a importância da preocupação com a saúde e da proteção, lembrando que o uso de preservativo é indispensável e assegura que o medicamento seja um importante aliado na prevenção do HIV. “A prevenção trata-se da diminuição, do controle da transmissão e também da proliferação do vírus da AIDS e, em Curitiba, o medicamento chega no próximo mês com disponibilização gratuita”, afirmou.

O medicamento, que recebeu o nome Truvada, foi desenvolvido por uma companhia farmacêutica norte-americana (Gilead) e conta com a ajuda do financiamento do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que tem parceria com a UNESCO. O medicamento foi aprovado em maio de 2017 pelo CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias), e como a quantidade será restrita, teve como prazo 180 dias para a disponibilização através do SUS. Saiba mais sobre a mediação e sua disponibilização no SUS em outra notícia da AG Comunique, clicando aqui.

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