Às vésperas do vestibular, alunos contam sobre preparo e inseguranças

Pauta: Juliane Fürbringer
Reportagem: Giulia Gaio
Edição: Alessandra Rosa Stahsefski

Neste final de semana (29), acontece em Curitiba a primeira fase do vestibular da UFPR (Universidade Federal do Paraná), que conta com 55.179 inscritos, de acordo com o NC (Núcleo de Concursos) da instituição. Na capital paranaense, a Unicuritiba foi a instituição que deu início aos vestibulares do segundo semestre, que acontecem durante todo o mês de outubro e finalizam junto com a segunda fase da UFPR, dia 26 de novembro.  Além dos vestibulares das instituições, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), será realizado nos dois primeiros domingos de novembro, dias 5 e 12 do próximo mês. Por isso, esta época do ano é marcada por muita pressão e ansiedade por parte dos estudantes, que muitas vezes acabam se prejudicando durante a preparação por causa do próprio nervosismo.

Beatriz Luciani de Almeida (17) está prestando vestibular pela primeira vez e se prepara para cursar medicina na UFPR. Além de fazer o terceiro ano no período da manhã no Colégio Bom Jesus, à noite, faz cursinho no Positivo. “A pressão acontece por estudar o ensino médio inteiro e não saber o que e como podem cair as matérias”, relatou. Além disso, afirmou que é muito ansiosa e que tem medo de não conseguir se manter calma durante a prova e, para isso, acaba estudando em média quatro horas por dia em casa.

Isabele Nizer

Isabela Nizer (17) presta vestibular pela primeira vez e pretende cursar o curso de Comunicação Organizacional da UTFPR

Porém, Beatriz não é a única que sofre com essa ansiedade. Isabela Nizer (17), também estudante do terceiro ano, descreve que o peso emocional atrapalha na preparação da prova. “Sempre tem gente que se mata de estudar o ano todo, e outros que não estão nem aí, e quando chega nessa parte parece que as aprovações se invertem. Quem estudou não passa e quem não se importou passa, isso é muito triste”, desabafou. Ela, que está prestando vestibular e pretende cursar Comorg (Comunicação Organizacional) na UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), disse que estuda sete horas por dia e falou que o que a mantém firme é pensar que se não passar esse ano, ela poderá tentar outras vezes. “Existem coisas mais importantes na vida do que essa prova”, contou.

Já Rebeca Kubersky (16), estudante do Colégio Adventista Alto Boqueirão, disse que se pudesse mensurar, se sente apenas 60% preparada para uma prova de vestibular, e que isso lhe deixa muito preocupada. A estudante também contou sobre como aconteceu o processo de mudança de medicina para o curso de negócios do exterior. “Eu sempre quis muito ajudar as pessoas e, descobri que existem outros cursos que também podem ajudar as pessoas, indiretamente”, afirmou. Quando questionada sobre como lida com a pressão e com todo esse nervosismo de preparação pré-vestibular, sua resposta foi simples e direta. “Eu não lido muito bem não. No começo do ano eu não sabia como lidar, ficava trancada no meu quarto chorando e hoje, por estar realmente decidida sobre o que fazer, me sinto mais aliviada e meus pais me apoiam e não me cobram, o que ajuda muito”, relatou a vestibulanda.

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