Incoerência, o mal da sociedade

#OPINIÃO

Por Joyce Franco

Diariamente, deparamo-nos com incoerências na sociedade em que vivemos. Em diversos setores sociais, em uma época de globalização e visibilidades de discursos proporcionados pela evolução da internet e das redes sociais, cada opinião dada gera repercussão e influência inúmeras pessoas.

No âmbito político, esse comportamento é visível há muito tempo. No que se refere a intervir nos direitos individuais da população em detrimento de uma religião, principalmente, quando se trata da bancada evangélica do congresso e senado. Representada por políticos de todo o país, comprometidos individualmente com seus partidos e acima disso com o estado que constitucionalmente é um órgão laico, frequentemente, eles quebram estes acordos em nome da sua crença ou instituição religiosa. 

Um exemplo deste ponto citado acima foi o  PLC 122/2006, sobre a criminalização da homofobia, inúmeros líderes religiosos manifestaram-se contra o projeto, justificando que o projeto ofenderia a liberdade de expressão das igrejas, que seriam impedidas de incitar o ódio e a homofobia na realização dos seus cultos. Entretanto, o que encontra-se na fé e nas escrituras, é o amor e o respeito ao próximo, pregados por inúmeros representantes religiosos que não apresentam este discurso em suas práticas. Por exemplo, Jair Bolsonaro, deputado federal pelo Partido Social Cristão (PSC) conhecido nacionalmente pelo seu envolvimento com polêmicas e desrespeito aos direitos individuais.

A deputada Maria Do Rosário (PT-RS) em dezembro (2016), na câmara federal foi ofendida publicamente pelo deputado Jair Bolsonaro, segundo, O Globo: “ Há poucos dias você me chamou de estuprador no Salão Verde [da Câmara] e eu falei que eu não estuprava você porque você não merece’’. Quando um deputado eleito pela comunidade evangélica faz esse tipo de afirmação em frente da câmara federal, ele vai contra o decoro parlamentar, a moral cristã de amor ao próximo, e os direitos individuais dos brasileiros, que deveriam ali ser representados.

A incoerência é um mal enraizado na sociedade que precisa ser combatido nas pequenas atitudes do dia-a-dia, para que não tome tais proporções. Essa ação começa pelos espaços que frequentamos, pela universidade, que carece de incentivo de políticas que falem sobre respeito ao próximo, as mulheres, a homossexuais, a moradores de ruas, e a todos os cidadãos. Quando se fala sobre honestidade ela começa dentro de nós antes de poder intervir em níveis nacionais, necessitamos de coerência nos nossos discursos para que eles criem uma sociedade mais justa, mais respeitosa e, menos preconceituosa e desigual.

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