Desconectando-se da realidade

#OPINIÃO

Por Nicollie Vargas e Stephanie Mayer

O surgimento da internet criou uma revolução na vida das pessoas ao redor do mundo, levando informações e gerando uma troca de conhecimento nunca vista antes na história da humanidade. Hoje, ela proporciona a capacidade de interação online constante, conseguindo aproximar as pessoas fisicamente distantes porém, paradoxalmente, distanciando as pessoas fisicamente próximas. 

Falar de si mesmo gera prazer, e a internet dá espaço para isso, apresenta um mundo mais fácil, onde as pessoas podem criar situações, expondo sua personalidade e aparência diferentes do que realmente são. Inserem-se no mundo virtual porque a realidade não agrada e passam a viver por likes, não por momentos. Em casos mais graves, passa a ser uma extensão do “eu” e cria tal dependência  que quando a pessoa se vê longe ou impossibilitados de acessar a internet, começam a entrar em desespero e a partir do momento que a vontade de ficar online é maior que a vontade de ter interações reais deve começar a se preocupar.

Esse desespero e ansiedade gerada pela falta de acesso à internet já tem nome, é a Nomofobia. Os sintomas dessa doença podem ser bem variados, desde tremores, náuseas, dores no peito, dificuldade em respirar, aceleração da frequência cardíaca e até o conhecido “toque fantasma”, quando a pessoa escuta o celular tocar mesmo estando sem o aparelho. As consequências dessa dependência são diversas, como baixo desempenho na vida profissional e acadêmica, dificuldades de socialização, até mesmo troca de momentos importantes da vida real por momentos conectados à internet.

A sociedade está perdendo o controle do poder que possuem nas mãos, não estão usando com moderação. Uma prova disso são as crianças da nova geração, desde cedo, inseridas no mundo da tecnologia e assim tornando-se cada vez mais dependentes. A solução está na dosagem de horas diárias no celular e em redes sociais. A utilização dos celulares e da internet deve acontecer de maneira que facilite a vida das pessoas, não ser um refúgio para quem quer escapar da realidade que deve ser enfrentada de frente, cara a cara. As conexões precisam ser mentais, devemos viver por momentos, não por curtidas.

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