Ataques cibernéticos causam prejuízos para a população

Por Caroline Dallagrana

Na última semana, ocorreram diversos casos de ataques cibernéticos em sistemas governamentais. Saúde, telefonia, bancos e diversos serviços da população foram afetados pelo ciberataque. O ataque cibernético mundial infectou os equipamentos de informática com um vírus do tipo  “ramsonware”, que criptografa os arquivos e as unidades conectadas a eles, mas não necessariamente rouba as informações contidas na máquina. Ataques em massa não são comuns e o vírus afetou os sistemas do mundo todo, com prejuízos milionários e, por isso, teve grande repercussão.

Segundo o advogado especialista em Direito Cibernético, ex-diretor da Polícia Federal da Interpol na França e Perito Criminal de Informática da Polícia Federal, Paulo Quintiliano da Silva (54), esse foi o ataque cibernético em massa mais rigoroso e impactante ocorrido até hoje. O grande valor em dinheiro envolvido, o enorme número de países  e pessoas afetadas, e a criptografia de informações de sistemas importantíssimos, como o da saúde, que vai muito além de dinheiro, são a diferença desse para outros ataques.

Paulo Quintiliano da Silva

Paulo Quintiliano da Silva, advogado especialista em Direito Cibernético e ex-diretor da Polícia Federal da Interpol na França (Foto: Caroline Dallagrana)

Os ataques cibernéticos são a criptografia de dados disponíveis em computadores, tornando-os totalmente inacessíveis para seus usuários. Eles ocorrem a partir da procura por máquinas e sistemas desprotegidos, ou seja, sem antivírus, com software desatualizados e até mesmo através do envio de e-mails contaminados. A partir disso, o computador poderá ser monitorado e os crackers passam a ter acesso aos arquivos. Para que eles sejam recuperados, as vítimas devem fazer o pagamento em dinheiro ou em bitcoins, que é uma forma de dinheiro, com a diferença de ser virtual e não é emitido por nenhum governo.

“Os criminosos de ciberataques estão espalhados no mundo inteiro e a troca de informação entre eles é muito rápida e de forma não burocrática, ou seja, é, feita através de e-mail e quaisquer redes sociais. Já na polícia, essa burocracia é grande, agindo de forma muito lenta, demandando muito tempo para resolver o problema”, destacou Quintiliano.

Para a população, ataques como esse representam uma ameaça no uso de serviços do governo. No Brasil, por exemplo, o INSS do Rio de Janeiro foi afetado em todas suas máquinas, que no caso, prejudicou os cidadãos em relação aos serviços da previdência social. Já no Reino Unido, o vírus ocasionou graves problemas no sistema de saúde da população. “No início dos ataques cibernéticos, os responsáveis desejavam mostrar que eles tinham o poder nas mãos e eram capazes de afetar qualquer tipo de sistema. Atualmente, o principal objetivo deles é ganhar dinheiro de forma ilícita”, comenta o especialista.

Ainda é muito difícil para a polícia encontrar os criminosos com rapidez e exatidão. Os trabalhos vêm sendo feito de acordo com os acontecimentos, que têm sido cada vez mais frequente. Por isso, é indispensável a ajuda da população para minimizar os ataques. As dicas para evitar os ciberataques é realizar sempre a atualização dos softwares das máquinas, atualização de antivírus e maior atenção em links duvidosos. Além disso, “é necessário que haja uma cooperação policial internacional, pois assim como os criminosos, os dados para a resolução do problema, também estão espalhados pelo mundo”, finalizou o advogado.

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