Golpes de ofertas mentirosas no  Facebook: como se prevenir

Leonardo Sousa (*)

Nesta época de ano, quando somos abarrotados de ofertas para presentes de Natal na internet, cresce cada vez mais os casos de golpes de vendas de produtos de preços inimagináveis e que, mesmo assim, conseguem convencer vários usuários. Dentre esses casos, aparecem ofertas de celulares, computadores, máquinas de lavar, televisões, entre outros.

Na linha do tempo do Facebook, comumente, surgem descontos absurdos em páginas usando nomes de grandes e-commerces já conhecidos da população, como Extra.com, Americanas, Wal-Mart, Casas Bahia, Ricardo Eletro, Kalunga e outros. Grande parte dessas ofertas, quando clicadas, são páginas idênticas às verdadeiras, o layout é igual. O que difere estas páginas são os links, sempre contendo palavras de domínios usado em outros países (cada pais possui seu próprio domínio, por exemplo no Brasil é usado o br, em Portugal é o pt, e assim por diante). Por exemplo, no caso abaixo é em russo, que não é muito comum, ainda mais sendo usado por um e-commerce aqui do Brasil.

golpe

                             Anúncio do falso site da loja Americanas

Se tirar o link direto aparece o domínio de outro país colocando em xeque a confiança nesses sites.

golpe1Página proibida ou não existente

As opções de compra nas lojas verdadeiras fornecem opções de pagamento diferentemente desses links, que dão somente a opção via boleto. As páginas desses produtos também possuem nomenclaturas diferentes das originais, por exemplo “Black Friday Wal-Mart”, ou “Mega Ofertas Exclusivas de Natal- Americanas”

golpe2                       Publicação no Facebook sobre o Iphone da Apple

Há ainda postagens no Facebook nas quais são divulgadas ofertas e diversos usuários marcam pessoas informando sobre a promoção. Porém, também há o pessoal que desconfia e posta comentários mostrando que é golpe. Esses alertas servem para desconfiar da falsa oferta.

golpe3                  Comentários de Facebook em relação à oferta

Em entrevista à AG Comunique, o investigador do Núcleo de Combates a Cibercrimes (Nuciber), Sergio Augusto Ricardo, comentou o assunto. O policial atua na investigação de infrações penais cometidas com o uso de meios ou recursos tecnológicos de informação computadorizada (hardware, software, redes de computadores e sistemas móveis de telefonia), bem como auxilia os demais órgãos da Polícia Civil nos inquéritos policiais ou administrativos em crimes da mesma natureza. O Nuciber está localizado no centro de Curitiba, na rua Jose Loureiro. Ricardo alerta os consumidores para não caírem nesses golpes.

AG COMUNIQUE: No que se enquadra esses casos, há algum nome especifico para esse tipo de crime?

Ricardo: Sim ele é chamado de Phising (em tradução literal do inglês pescando), ou seja, esses casos são de golpistas que pegam pessoas ofertando um produto que não existe, pegando dinheiro dos desavisados. São fisgados por boas ofertas. Conseguem adquirir dados pessoais de diversos tipos; senhas, dados financeiros como número de cartões de crédito.

AG COMUNIQUE: Como não cair nesses golpes?

Ricardo: Primeiro de tudo, verificar se a oferta não é boa demais para aquele produto, por exemplo esse produto da Apple que custa em média em R$2.600,00 neste site está sendo ofertado R$ 1.500,00. Isso claramente é impossível, é mesma coisa que acreditar no Papai Noel, ou no coelhinho da Pascoa. Segundo, verificar as formas de pagamento, pois nesses sites eles dão somente a opção de pagamento no boleto, você tem que desconfiar, pois a grande maioria dos sites dão diversas possibilidades de pagamento não somente uma. Terceiro, verificar o CNPJ da empresa, verificar se as informações batem. As empresas que estão na internet há um bom tempo com certeza, deve haver registro do CNPJ no site oficial da empresa.

AG COMUNIQUE: Há muitos casos desse tipo de ocorrência?

Ricardo: Sim, a maioria dos casos é desse tipo, mais de 70%, as pessoas pagam esses boletos e quando veem que o produto comprado não será entregue, vêm nos procurar abrindo boletim de ocorrência e denunciando o caso.

AG COMUNIQUE: O Facebook por dar suporte a esses golpistas não deveria ser responsabilizado também? E os bancos também não tem parcela de culpa nisso?

Ricardo: O Facebook vende o espaço, o que as pessoas fazem nesse espaço concedido é outra história. Pelos bancos, com certeza têm o registro de onde foi parar o dinheiro, pois irá cair numa conta corrente de alguém que irá ter esse registro.

AG COMUNIQUE: E se o senhor caísse nesse golpe, o que faria?

Ricardo: Se eu caísse num desses golpes eu iria processar todo mundo. Desde Facebook, a bancos, tudo.

AG COMUNIQUE: Qual seu conselho para não cair nesses golpes?

Ricardo: Verificar todas as informações disponíveis, procurar comentários na internet, tudo para que possa ocorrer uma compra segura para não ter dor de cabeça para o consumidor, após a compra.

(*) Aluno de Comunicação Organizacional na UTFPR

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