Não ao comércio de seres vivos

TEXTO OPINATIVO

Tariana Zacariotti (*)

Não é difícil encontrarmos nos dias de hoje pessoas dispostas a ter bichinhos de estimação. Tem se tornado cada vez mais frequente a inclusão de animais nas famílias, e também naquelas casas em que os donos moram sozinhos e procuram algum companheiro para dividir seus momentos. O difícil têm sido encontrar pessoas que queiram adotar esses companheiros, e cuidar com amor, ao invés de comprá-los.

cao Foto: Tariana Zacariotti

Vemos inúmeras notícias sobre maltrato de animais por toda parte e a maioria das pessoas que compram animais de estimação sabem que isso tem acontecido muito. Também possuem conhecimento da existência de projetos que propõem a adoção e cuidado dos mesmos. Por que será que a procura por bichos que possuem pedigree e um valor altíssimo para a compra é tão grande? O que há em um bicho que tenha uma raça “reconhecida” que não existe em um que veio da rua? A intenção é ter um companheiro ou um status? Essas são perguntas que estão muito frequentemente em minha cabeça, e algo que me revolta muito, visto que existem milhares de animais sofrendo, sem lar, sem comida e condições para sobreviver.

Projetos como o “cãopanheiro”, em Curitiba, são o que mantém minha esperança. O projeto possui um site em que todas as informações estão disponíveis de forma fácil e acessível. Através dele, é possível divulgar o desaparecimento de seu bichinho, adotar um cachorro ou gato – que a partir do momento em que é encontrado, recebe cuidados para ficar saudável e poder esperar que alguém o leve para casa – e até mesmo se propor a ajudar esta ação tão importante.

A Prefeitura de Curitiba também procura incentivar a adoção, tendo uma página na internet voltada especialmente para isso. O site é o http://www.protecaoanimal.curitiba.pr.gov.br e nele você pode encontrar, além de frases que motivam essa ação, diversos sites que proporcionam facilidades para que isso aconteça, perguntas frequentes sobre o tema, informações sobre a legislação desse processo e muito mais.

Podemos ver que existem inúmeras possibilidades para quem quer ajudar nesse sentido, deixando de lado a compra de animais e focando em adotar os que precisam de um lar. Tenhamos mais empatia, e deixemos de lado esse absurdo de tornar seres vivos, produtos comerciais. Adote um bichinho!

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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