Atrações culturais e palestras para celebrar o Mês da Consciência Negra

Tarcila Garcia (*)

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Curitiba não poderá celebrar com feriado o Dia da Consciência Negra (20/11). Contudo, tal medida não impede a população de repensar os lugares e culturas da população afrodescendente na capital paranaense. A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) preparou uma programação, em conjunto com outras secretarias e conselhos, para fomentar o debate em torno do racismo institucional – que será debatido durante todo o mês.

Exposições, shows, saraus, marcha, palestras, oficinas, debates e seminários contemplam os aspectos culturais expostos, gratuitamente, no Mês da Consciência Negra, em 2016. Até mesmo as portas do Museu Paranaense se abrirão para manifestações que expressam a cultura negra no Paraná.

O novo papel social do museu permite reconhecer a necessidade de debate para além do habitual culto a objetos. Para a museóloga e coordenadora do Sistema Estadual de Museus do Paraná, Karina Muniz Viana: “O museu assume seu papel social permitindo que seu edifício e todas relações tangíveis e intangíveis dialoguem com os mais diversos grupos que compõem nossa sociedade”.

seec-negra    Divulgação: SEEC / Paraná

As diferentes abordagens sobre o tema da consciência negra no Brasil abrem possibilidades para que seja discutida a ancestralidade e a contribuição dos povos africanos na formação do País. Dessa maneira, a jornalista Mellissa Pitta, que frequenta um terreiro com matrizes africanas, pontua que “axé, arte e cultura, ocupando espaços públicos, trazem a pluralidade da resistência negra e toda a exuberância de sua história”.

O dia 20 de novembro foi escolhido para celebrar a Consciência Negra por ser a data da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, em Alagoas, que resistiu à escravidão de negros por brancos no País até ser assassinado em 1695.

Desde 2011, sob a Lei 12.519, cinco estados decretam feriado na data, mas em todo Paraná apenas Guarapuava celebra o dia. Para Pitta “essa série de eventos são bastante representativos e pra lá de interessantes, porém, o diálogo pode e deve ser permanente e não somente no mês de novembro”.

Em uma capital que ignora, por meios judiciais, a história de sua própria Nação, tal programação mostra-se pertinente àqueles que buscam resistir ao silêncio das instituições públicas frente ao racismo. Sendo assim, programe-se e participe.

Serviço: Mês da Consciência Negra

Data: de 05 a 30 de novembro

Local: diversos pontos na cidade de Curitiba

Programação completa disponível em:

http://www.cultura.pr.gov.br/arquivos/File/agenda_negritude.pdf

 

*Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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