Projetos circences em Curitiba

TEXTO DE OPINIÃO

Tariana Zacariotti (*)

O circo é um grande universo e malabarismos, acrobacias, palhaços são apenas os exemplos mais comuns dessa arte. Pode-se explorar muito o cenário circense, basta estar disposto a entrar nesse mundo de magia e cor.

O projeto de extensão da Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que envolve a arte circense está sendo realizado há mais de 17 anos, quando o professor Sergio Roberto Abrahão decidiu dar atenção a esse mundo alegre e complexo do circo. As atividades ocorrem no ginásio do campus do Botânico da UFPR, das 18 às 20hrs, sendo divididas duas turmas: a de iniciantes, nas segundas e quartas, e a de nível intermediário, nas terças e quintas.

Para participar desse grupo, é só enviar um email, no começo do semestre, afirmando estar interessado em entrar para a turma, sem custos ou grandes burocracias. Acredito que esse projeto seja de extrema importância, pois hoje pouco espaço se tem para as práticas circenses nas escolas, universidades e outros lugares em que deveriam ser sempre fortes incentivos ao circo.

Existe também em Curitiba, o Circo da Cidade Zé Priguiça, onde artistas circenses desenvolvem diversas oficinas, há mais de 30 anos. A prioridade é atender as regiões periféricas e o objetivo é que essa mesma lona migre para diversas regiões da cidade de Curitiba. Atualmente, ele se encontra no Jardim Paranaense, Alto Boqueirão.

Outro projeto muito interessante é o chamado TNT (treino nas terças). O evento reúne os artistas circenses da cidade e muitas vezes artistas de outros estados e países. Este projeto é bem mais informal e foi criado pelos artistas de rua de Curitiba, que sempre se reuniam em praças para treinar, então resolveram dar um nome à ideia e deixar o evento aberto a todos aqueles que têm interesse em treinar qualquer modalidade circense em conjunto. Acredito muito na força de ações como essas, que vêm das ruas, da vontade que os artistas de Curitiba têm de manter essa cultura circense, e de convergir forças para fazer com que essa arte seja cada vez mais valorizada.

A aceitação do público para projetos como estes é significativa, tendo como principal problemática a divulgação dos mesmos, ou seja, muitas pessoas gostariam de participar, mas pela pouca divulgação nem sabem da existência dessas atividades. O público curitibano é aberto a novidades e a cidade possui uma atmosfera muito cultural, sendo este mais um motivo para o incentivo à essa forma de arte. Que o circo esteja cada vez mais presente nas escolas, faculdades, nas ruas e nos nossos corações!

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

 

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