Concursos: chega a temporada anual de provas no Brasil

Tarcila Garcia (*)

Todo ano a mesma coisa: por todo o Brasil, estudantes, vestibulandos e concurseiros prestam uma sabatina de diversas provas, na metade do segundo semestre. Tais concursos são, por vezes, uma alternativa para garantir alguma vaga de emprego em serviço público, universidades e até mesmo residência médica.

No último dia 31/10, pelo menos, 125 concursos públicos estavam com inscrições abertas, disponibilizando mais de 15 mil vagas em cargos que contemplam todos os níveis de escolaridade.


Pode parecer uma oferta generosa esse número de vagas em aberto. Contudo, em um país com uma extensão territorial como o Brasil, o provimento de tal quantidade de cargos, anualmente, se faz necessário. O País possui 27 unidades federativas, com um total de 5.570 municípios, com instituições na tríade política em todas as esferas de poder.

Concursos no Judiciário, Legislativo, Executivo – onde se inclui as Forças Armadas – possuem salários que são atrativos, principalmente, em período de crise econômica, quando muitos temem o desemprego. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pagará R$ 33.762,00 para 44 pessoas, com nível superior, que passarem na prova, cuja inscrição encerra dia 08/11.

No momento, para a capital do Paraná não há previsão de concurso para provimento de vagas, no âmbito estadual ou municipal, para o ano de 2017.  Entretanto, outros certames tão concorridos quanto concursos públicos vêm sendo realizados, como é o caso dos vestibulares para ingresso nas universidades em Curitiba, ou até mesmo provas para residência médica.

Médicos em busca de residência prestam concursos

A Associação Médica do Paraná (AMP) promoveu, ontem (02/11), no câmpus Ecoville da Universidade Positivo, prova seletiva para médicos interessados em ingressar em sua primeira residência. Ou seja, se especializar em uma área médica em um dos 13 hospitais, universitários e mistos, associados à AMP.

Como em outros concursos, a preparação para ingressar na residência é árdua, pois somente os seis anos da graduação em Medicina não garantem a aprovação em uma prova.

prova-da-ampConcurseiros conversando após a prova da AMP, na Universidade Positivo / Foto: Tarcila Garcia

Jean Batisti, de 27 anos, não estava confiante após a prova da AMP, para oftalmologia. Mesmo com um “cursinho preparatório para residência e (tendo resolvido) provas anteriores, não me senti preparado”, lamentou o médico.

Mas esses médicos, como todo concurseiro, têm muitas outras provas para melhorarem seu rendimento até o final de 2016. Tentando uma vaga em pediatria, Nádia Cruzeiro vai prestar mais três provas até o final deste ano. Contudo, ela salienta: “tem gente, que faz o cursinho para residência comigo, que ainda vai fazer mais seis concursos até dezembro”.

*Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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