Perseguições políticas nas eleições municipais

TEXTO DE OPINIÃO

Tarcila Garcia (*)

Na tarde dessa quarta-feira (28) aconteceu mais um atentado à democracia na cidade de Curitiba. Três militantes, do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), por pouco não presenciaram seu material de panfletagem pegando fogo. No que se refere à corrida eleitoral na capital do Paraná, o Psol acumula golpes contra sua liberdade política e de expressão.

Um senhor, até então não identificado, aparentemente, sentiu-se agredido pelo trabalho desses militantes que se encontravam distribuindo materiais de campanha do partido, na Praça Tiradentes. Seus gritos, proferindo insultos, foram ignorados pelos três ativistas do Psol. Contudo, a raiva antidemocrática do agressor ganhou força e, infelizmente, recebeu atenção de quem passava pela Praça no momento.

Conforme relatado, o referido senhor retornou com uma garrafa de álcool e tentou atear fogo ao material de panfletagem do Psol, mas dessa vez foi de fato reprimido.

alcool-psolFoto: PSOL Curitiba

A intolerância política vem ganhando os mais diversos locais de convívio social, e podemos incluir as redes sociais nesse rol fascista de arrogâncias. Sob a sombra frondosa de uma suposta liberdade de expressão observamos, repetidamente, minorias e militantes da esquerda sofrendo ataques descabidos, seja por parte de civis com pensamento ideológico contrário ou por parte da própria política – com seus braços largos que se apoiam, criminosamente, nos poderes militar, Judiciário e Legislativo.

Legislativo que, em uma manobra escusa, conseguiu sancionar no ano passado o que ficou conhecido como “Lei da Mordaça”. Uma sujeirada, encabeçada pelo (graças aos deuses) já cassado deputado nojento Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A Lei da Mordaça, sancionada sabe-se lá como pela ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), permite “a transmissão por emissora de rádio ou televisão de debates sobre as eleições majoritária ou proporcional, sendo assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação superior a nove deputados”.

Trocando em miúdos, o artigo 46 da Lei das Eleições resguarda o direto aos candidatos de partidos “maiores” de recusa pela participação de candidatos de partidos “inexpressivos”. O que não é nada democrático, não é mesmo? Tendo em vista a candidata Luiza Erundina (Psol-SP), em 3º lugar em intenção de votos, ter sido barrada de debate na principal capital do país.  Tal qual ocorreu em debate no Rio de Janeiro sem a participação de Marcelo Freixo, que também está em 3º lugar como apontam pesquisas eleitorais.

Mais próximo da gente, temos o exemplo de Xênia Mello (Psol-PR), candidata à Prefeitura de Curitiba – cidade onde ocorreu o supracitado ataque à democracia –, que foi excluída de diversos debates. E será excluída do último debate na RPC, filiada Rede Globo, na noite desta quinta-feira.

Fica claro, portanto, que essas manobras intolerantes e desesperadas refletem o medo da força maligna por trás de políticos e candidatos pró-Escola Sem Partido, Movimento (apartidário?) Brasil Livre (MBL), Bolsonaros, Regime Militar, Felicianos, bancada da Bala-Bíblia-Boi (BBB).

Um medo que chamaria de legítimo, somente, pois a frente comandada pela “nova” esquerda Psol está marchando em ritmo acelerado, como apontam todas as pesquisas. Muito em breve sentarão em cadeiras importantes no Executivo. E isso gera medo – para os fascistas, claro.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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