Curitiba recebe a exposição Vidas Refugiadas

Joyce Franco (*)

Ocorreu hoje (13/9) a inauguração da exposição fotográfica “Vidas Refugiadas – Até onde você iria para salvar sua vida?” no Paço da Liberdade SESC Paraná, com curadoria da advogada Gabriela Cunha Ferraz e fotografia de Victor Moriyama. A exposição traz 22 imagens que documentam a vida de oito mulheres refugiadas, suas dificuldades e conquistas. A mostra instiga uma reflexão sobre como a sociedade recebe essas mulheres.

Essa é a primeira ação do Projeto Vidas Refugiadas, que pretende oferecer visibilidade às mulheres, com um olhar não só para a sociedade, mas também para o governo que deve adotar políticas públicas de apoio. Em 10 anos, o número de imigrantes aumentou em mais de 160% no Brasil , segundo dados da Polícia Federal. Gabriela e Victor emergiram na vida de oito refugiadas de diferentes nacionalidades, cores e histórias. Apesar da diversidade, elas possuem algo em comum: a inviabilidade de viver em seus países, o medo de perder a liberdade ou até mesmo a vida.vdas-refugiadas

A exposição no  Paço da Liberdade. Foto disponível no site do evento

As mulheres refugiadas ocupam lugares invisíveis na sociedade. Mulheres como Jeannete, cabelereira, 49 anos, de família muçulmana tradicional, que reagiu violentamente ao seu casamento com um cristão. O casal teve sua casa incendiada e recebeu ameaças de morte; foram vítimas de tortura e precisaram fugir do país. Já Mayada, de 50 anos, viveu em uma realidade diferente: ela é professora de francês e diretora de departamento na Universidade de Damasco, fugiu da Síria em razão da guerra civil, que já deslocou mais de 4 milhões de cidadãos.

O publicitário Sandro Retondario visitou a mostra no dia da abertura e afirma: “A exposição traz ao conhecimento da sociedade brasileira a condição das pessoas e um pouco de particularidade de cada país, os detalhes da mostra foram muito bem planejados”.

Patrícia Machado, dançarina, fala sobre o evento: “Muitas vezes com essas exposições a gente acaba pensando como a vida dessas mulheres pode ser transformada, mas esse debate nos faz refletir de que maneira podemos nos preparar melhor para recebê-las”.

A exposição fica aberta ao público até o dia 23 de outubro com entrada gratuita.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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