A rua no dia em que Cunha caiu

Gabriel Abreu (*)
Na noite de segunda-feira (12/9), aconteceu mais um ato contra o governo do presidente Michel Temer. O evento levou jovens, trabalhadores e estudantes às ruas do país. O ato em Curitiba, organizado por jovens através das redes sociais, teve início às 18h na Praça Dezenove de Dezembro e concentração às 21h na Boca Maldita. Tinha como principal pauta a defesa da cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha, cuja votação estava ocorrendo em Brasília.

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Protesto no centro de Curitiba. Foto: George Naday Moritz 

Nas últimas semanas, após posse do novo governo, as ruas se enchem de pessoas ecoando gritos de “Fora Temer” e “Diretas Já”, defendendo a democracia e deslegitimando o atual governo, pedindo a cassação de corruptos e eleições diretas. Esses atos levam em suas costas o legado das manifestações de junho de 2013, contra o aumento das tarifas de transporte e contra a corrupção – atos que mobilizaram multidões ao coro de “vem pra rua” .

De acordo com Larissa Rahmeier, estudante de direito da Universidade Federal do Paraná e membro do coletivo Rua juventude anti-capitalista, o ato foi importante: “Viemos mais um dia para a rua dizer que não reconhecemos o governo Temer e não sairemos das ruas até ele cair. As pessoas se perguntam quem virá depois do Temer e é por isso temos defendido novas eleições,  como o Temer não foi eleito pela população, precisamos devolver o direito de decidir o rumo do país pro povo. O que queremos é o restabelecimento da democracia no Brasil, porque vivemos uma ruptura democrática no país”.
fora-temer-1A concentração foi na Praça 19 dezembro. Foto: George Naday Moritz 

A tendência é dos atos aumentarem cada vez mais, se fortalecendo através das redes sociais. O número crescente de reprovação ao atual governo se tornou o estopim para levar milhares às ruas contra a corrupção. Sem caminhão de som, vê-se uma característica lúdica nos atos: marcham com pinturas, faixas, artes e esperança. Os atos são protagonizados pela juventude, setor mais dinâmico na luta de classe no Brasil; as mulheres têm espaço para lutarem por seus direitos; os secundaristas, que já ocuparam cerca de 600 escolas no país, lutam contra a corrupção na educação. Estes cidadãos estão orquestrando a história nesse momento de luta.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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