Tem início o 55° Festival Folclórico e de Etnias do Paraná

Jessica Beker (*)

Na noite de ontem (04/7), no Teatro Guaíra, ocorreu a abertura do 55° Festival Folclórico e de Etnias do Paraná, promovido pela Associação Inter-Étnica do Paraná (AINTEPAR) e que acontece até o dia 14 de julho. O festival está na sua 55° edição:  mais de meio século promovendo a cultura, história e folclore de diversas etnias para o grande público.

A noite de abertura foi divida entre dois grupos étnicos: o primeiro ato foi comandado pelo Grupo Folclórico Raízes de Bolívia e o segundo ato pela Associação Cultural e Beneficente Nipo Brasileira de Curitiba (NIKKEI).

folclore

A rica cultura boliviana, com alegres cores e figurino deslumbrante encantou o público. Com muitas músicas folclóricas embalando as divertidas danças, o ritmo era contagiante! América, que nasceu na Bolívia e há 30 anos vive no Brasil, descreveu a preparação para o espetáculo: “Foi o trabalho de um ano inteiro. […] Eu estava um pouquinho afastada, mas estou retomando agora  e todo domingo tem ensaio. A grande maioria dos bailarinos não são bolivianos em si, são brasileiros que gostaram do colorido do folclore, da dança e foram vindo pro grupo. Então tem mais brasileiros do que bolivianos, eles adotaram essa nossa cultura e isso é bem legal.”.

A dançarina, Elen, do Raízes de Bolivia confirma: “Eu não tenho nada de boliviana, só que o meu coração foi conquistado pelos bolivianos. Sou boliviana de coração”. Ela também contou que a sensação de se apresentar em tal espetáculo é inexplicável, com o coração acelerado e a satisfação de ter feito um bom trabalho.

Foi uma noite interessantíssima para todos os presentes, tanto para quem foi prestigiar a cultura boliviana quanto a cultura japonesa: a cantora do grupo Luna Balderrama e Amigos, que interpretou diversas canções bolivianas inclusive dedicou uma música à comunidade japonesa presente, cantando a mundialmente famosa “Llorando Se Fue” (Chorando se foi, na sua versão brasileira). Após cantar o primeiro trecho no original espanhol,  ela cantou a segunda parte da música em japonês, recebendo muitos aplausos.

No segundo ato, o grupo Wakaba Taiko se apresentou primeiro, tocando seus tambores para purificar o palco para as atrações ainda por vir. Todas estas repletas de significado, como a cultura japonesa, e representando alguma história do folclore japonês.

Diversas apresentações de Odori, dança tradicional japonesa, seguiram com grupos de senhoras, que buscam manter a tradição, jovens e crianças que encantaram a plateia. O grupo Wakaba Yosakoi Soran, de dança moderna, fez uma apresentação enérgica que animou o público, com elementos e acrobacias fantásticas. O coral do Seicho no Ie cantou o Hana, música que celebra o florescer e a beleza das flores de cerejeiras, símbolo do Japão.

O grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko (RKMD Taiko) contagiou o público com seus tambores japoneses. Tocando, cantando e dançando, o grupo encerrou a noite convidando todos os demais participantes ao palco para dançarem o Shinka nu Tya.

Isabeli, dançarina do grupo de Yosakoi, descreveu a jornada até o espetáculo: “Foram treinos difíceis. A gente teve alguns problemas no meio do caminho, as coisas nunca acontecem sempre do jeito que a gente quer, mas fazemos o possível pra que fosse tudo certo no final. Eu diria que ao longo dos ensaios a gente se divertiu bastante, se estressou bastante, mas no final foi muito divertido e o resultado foi muito bom”.

Marcos Haruo Oshima, um dos apresentadores do Nikkei, conta que a noite foi especial já que, há muitos anos, a cultura japonesa tinha uma noite de espetáculo exclusiva, e nesta edição foi dividida com a etnia boliviana. Ele conta que foi uma ótima oportunidade e sentiu que o público adorou.

Victor e Isabel, do grupo ucraniano Poltava, só irão se apresentar no dia treze, mas estavam presentes na abertura. Victor garante que “é uma oportunidade que esse festival dá pra quem não conhece muito da etnia, que nem a gente que é ucraniano. Eu, por exemplo, nunca assisti uma apresentação japonesa e gostei bastante”. Já isabel adorou o grupo boliviano e acrescenta: “Eu vi a primeira apresentação deles, há uns 5 anos mais ou menos, e é surpreendente ver o quanto eles cresceram nesse meio tempo. É satisfatório pra gente que batalha todo dia pra manter o folclore vivo ver que isso dá resultado”.

Esta foi apenas a primeira noite! O festival ocorre até o dia 14 de julho, com diversas etnias se apresentando no grande palco, trazendo sua história e cultura para todos.

Mais informações e a programação completa no site da AINTEPAR: http://www.aintepar.com.br/#!festival/czs4

E também na página do festival do Facebook: https://www.facebook.com/festivalfolcloricodoparana/?fref=ts

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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