Lugar do estudante negro é na Universidade que ele escolher

TEXTO DE OPINIÃO

Flávia Cruz (*)

Políticas públicas podem ser entendidas como o conjunto de programas ou ações desenvolvidas pelo Estado a fim de assegurar algum direito de cidadania. Elas podem ser implementadas de forma direta ou indireta, contando com a participação dos poderes públicos ou de entidades privadas, e podem ser no segmento social, cultural, étnico ou econômico. Essas políticas visam corresponder direitos assegurados constitucionalmente ou que se afirmem diante do reconhecimento da sociedade.

A educação no Brasil é um direito universal que deveria atender a todos os brasileiros. Seria dever do Estado assegurar e promover este direito que está instituído pela própria Constituição Federal, e na consolidação das políticas públicas de educação.

Bem, deveríamos viver assim, mas não é exatamente assim que acontece no ensino superior Federal/Estadual no Brasil. O acesso poderia ser amplo, bem como o suporte prestado pela universidade no momento em que amplia as oportunidades para o estudante negro. Me pergunto todos os dias que lugar é esse, e qual é sua função social enquanto formadora de opinião?

Atualmente contamos com o Sistema de Seleção Unificada (SISU), que vem ampliando razoavelmente o acesso de entrada à universidade, abraçando uma parte da população negra que talvez nunca tivesse condições de adentrar a tão sonhada universidade.

Porém, apenas isso não basta: vejo uma universidade despreparada a receber esse público; não vejo ações efetivas acontecendo para garantir a permanência desse aluno dentro da comunidade acadêmica.

Muitas vezes o sentimento é de tristeza e angústia por parte dos alunos que, de alguma maneira, se sentem excluídos como se não fizessem do mundo acadêmico, como se o ambiente não fosse o seu lugar.

Se faz necessário pensar novas políticas de ensino, que possam trabalhar essa pluralidade de forma includente e não excludente. Ouvi essa frase do professor Ivo Queiroz, do Departamento Acadêmico de Estudos Sociais da UTFPR e fiquei com ela nos meus pensamentos. “O negro sempre fez parte do ambiente universitário, o que precisamos descobrir é, em qual posição ele está, o que está fazendo? ”

 

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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