CONSUMO FITNESS: Atividade física é melhor com acompanhamento

musculação

Amanda Mariano Santos, Débora Bortolotti, Emanoelle Santos e Lucas Ken (*)

Socialmente impostos e comumente obedecidos, os padrões de beleza levam cada vez mais homens e mulheres a frequentar academias de musculação. Mas há aqueles que priorizam a saúde e encontram no exercício físico a solução para um corpo saudável.

Aumenta o número de pessoas que realizam atividade física com diferentes objetivos em um mesmo espaço. Por isso, o meio fitness passa a crescer gradativamente em quantidade e expressividade.

Segundo dados da pesquisa do Diesporte (Diagnóstico Nacional do Esporte), feita em 2015 sobre o perfil do praticante brasileira de atividade física, 25,6% das pessoas desempenham algum esporte, como futebol ou vôlei, e 28,5% contam com exercícios no seu cotidiano, seja caminhada, corrida ou academia.

Cada vez mais jovens procuram o meio fitness para passar parte do seu dia. Os motivos são diversos: saúde, beleza, entretenimento ou apenas lazer. Porém, os riscos são enormes e nem sempre conhecidos. Buscar um acompanhamento profissional é necessário para aqueles que se preocupam com o corpo. Infelizmente, devido aos custos altos, nem sempre o acompanhamento nutricional ou físico é priorizado. E aí está o risco: exercícios incorretos, dietas perigosas e práticas corriqueiras que mais atrapalham do que ajudam.

O acadêmico Filipe Tiago Guerra Kosiawy, do 5º período de Educação Física da Universidade Federal do Paraná, explica que quem treina sozinho, seja guiado por vídeo no Youtube ou apenas observando outros atletas, tende a realizar as atividades de forma incorreta, resultando em exercícios mal feitos e lesões quase que inevitáveis. Para que a musculação se torne benéfica, a atividade deve ser orientada por um profissional.

Sobre o dilema entre a obsessão por estética e preocupação por saúde, o estudante, que também é estagiário da Academia do Clube Curitibano, acredita que essas atitudes estão muito relacionadas à faixa etária.

“Os mais jovens tendem a priorizar a beleza, enquanto os mais velhos, em sua maioria, praticam por necessidade e nem sempre por opção”, declarou.

Já o professor de educação física Jonatan Fortunato destaca que os adolescentes vão precocemente para a academia graças ao bombardeamento da mídia que os faz “querer” ser fortes e bonitos. Para Fortunato, iniciar esse tipo de exercício na adolescência não é ruim, o problema está no objetivo: o indivíduo nessa fase deve adquirir um repertório motor, ou seja, aprender a fazer exercícios. Com isso, o jovem vai aumentar o ganho de força pura, que futuramente causará um desenvolvimento mais rápido em ganho de massa muscular.

O professor destaca que independente da idade há limites para a realização do exercício. Dispensar o auxílio profissional pode acarretar prejuízos à própria vida. “Parece bobo de se falar, mas não é. Quando não se tem um acompanhamento específico você abre brechas para que muita coisa dê errado, lesões musculares, articulares e até mesmo ósseas. Cabe ao profissional fazer o acompanhamento e ao aluno respeitar o que o professor aplica”, defendeu.

Além disso, segundo ele, existem quatro vertentes que diferem em suas definições, que devem ser bem compreendidas por quem busca cuidar da saúde e do corpo.

Primeiro, a diferença entre atividade física e exercício físico. A atividade está relacionada ao indivíduo que não busca por grandes objetivos: quer apenas evitar o sedentarismo, melhorar aptidão cardíaca e respiratória.

Já o exercício físico é feito por atletas ou quem quer condicionamento físico amplo: é rígido, doloroso, exige dedicação, planejamento, acompanhamento e muito mais atenção.

Daí surgem os termos fitness convencional e não convencional. O convencional é a musculação clássica. O não convencional é toda atividade física fora do ginásio tradicional da academia, como crossfit, spining e jumping.

Todos pretendem melhorar o estado físico, mas vai do objetivo do aluno em escolher a melhor opção. É importante lembrar que cada pessoa tem sua individualidade e esta deve ser respeitada. Assim sendo, independentemente da idade, buscar pela ajuda profissional será sempre a melhor escolha para aqueles que querem resultados satisfatórios.

(*) Alunos do COMUT-UTFPR.

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