Alunos dos cursos técnicos desocupam a Reitoria da UTFPR

Maria Cândida (*)

Depois de três dias de protesto dos estudantes dos cursos técnicos, o prédio da Reitoria da Universidade Tecnológica Federal do Paraná foi desocupado na tarde desta sexta-feira (10 de junho) . Os alunos deixaram o local mediante o compromisso de abertura de novos editais e novas vagas para os dois cursos técnicos, de Eletrônica e de Mecânica. A luta contra o fim do técnico acontece desde o ano passado, depois que vários dos cursos ofertados pela instituição já haviam sido fechados.

Durante a ocupação, os alunos fecharam todas as portas do Bloco J (no qual funcionam vários setores da Reitoria) e só deixavam entrar quem tinha atendimento com a Unimed. Ao redor do prédio havia inúmeros cartazes com frases questionando os argumentos e a falta de diálogo da instituição.

ocupa reitoria 1

Segundo o aluno do sétimo período do Técnico em Eletrônica André Cavalheiro, houve duas reuniões dos departamentos de Eletrônica e Mecânica, nas quais a pauta seria a não abertura de editais de seleção de novos alunos para os cursos técnicos, em virtude da dificuldade de contratação de professores, argumento que os estudantes acham inválido.

“Uma das alegações é que a instituição não teria como contratar professores de ensino básico, técnico e tecnológico por uma decisão do Ministério da Educação (MEC), e é estranho que uma instituição que sempre foi voltada para o curso técnico não tenha como contratar professores desse tipo, considerando que a UFPR, uma instituição que nunca teve esse caráter de prestar cursos técnicos, tem um curso na mesma modalidade que a gente (técnico integrado) em Petróleo e Gás, e eles não têm nenhum problema de contratação dos professores”, explica Cavalheiro.

Ele explica que os estudantes não queriam deixar as reuniões acontecerem e, portanto, os departamentos fizeram uma votação por correio eletrônico, que acabou sendo legitimada durante uma reunião em Londrina, onde não havia representantes dos cursos técnicos. Tal acontecimento fez com que os alunos questionassem ainda mais os métodos e motivações da instituição.

Cavalheiro é contra a mudança dos cursos técnicos para o Instituto Federal do Paraná (IFPR), outro argumento amplamente utilizado pela universidade, pois defende que a UTFPR tem uma estrutura melhor. André estava acompanhado de dois colegas do Técnico em Mecânica, Paola Bonin e Filipe Schultz. Segundo os alunos, falta também representação dos cursos técnicos no Conselho de Graduação e Educação Profissional (COGEP), sendo essa uma das reivindicações do movimento.

* Estudante do curso de Comunicação Organizacional da UTFPR

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