DaliCultura mostra os talentos da UTFPR

Igor Pagliuso (*)

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (9 de junho) no miniauditório da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Curitiba Centro, a 1ª edição do DaliCultura, um evento realizado pelos alunos da disciplina de Projetos 2 do curso de Bacharelado em Comunicação Organizacional.  A ideia do evento é apresentar diferentes tipos de manifestações culturais, seja música, poesia, circo, dança, fotografia, artes plásticas etc. O nome DaliCultura vem da sigla DALIC (Departamento Acadêmico de Letras e Comunicação) mais a junção da palavra cultura. O DaliCultura foi programado para que professores e alunos dos cursos de Comunicação e Letras, juntamente com convidados, se apresentassem ou expusessem aquilo que representasse seu talento.

A diversidade foi o que mais marcou o evento, com apresentações musicais de vários estilos, monólogos teatrais, apresentações circenses e declamações de poesias – o miniauditório se transformou em um verdadeiro reduto de arte e cultura. Simultaneamente, nos corredores do miniauditório e próximo ao pátio do RU, exposições de fotografia, desenhos e quadros, projeções, varal de poesia e até uma oficina de tatuagem abrilhantaram ainda mais o DaliCultura.

Dentre os expositores estavam: Ana Baumgaertel; Gabriel Abreu e Thayna Bressan; Isabella Fagundes e Maíra Kaline; Isabelly Martins; Juarez Poletto ; Luiz Prendin e Thúlio Cícero Guimarães.

A abertura do DaliCultura foi realizado pela aluna de Letras, Emanuelle Franco, com músicas mais calmas e arrasou na apresentação, cantando quatro músicas: “Running”, “Wonderwall” do Oasis, ‘’Love Yourself’’ do Justin Biber e fechou com ‘’Please be Mine’’ dos Jonas Brothers. Emanuelle se apresentou solo, apenas com seu violão, mas conquistou a todos ao mostrar seu talento.

A segunda atração do dia ficou por conta do aluno de Comunicação Institucional, Luís Tojero, que apresentou quatro músicas autorais e disse ter como principal referência a banda Charlie Brown Jr. Mostrando um rap de raiz e com letras muito bem escritas, o rapper começou com a composição “Reflexo”, seguida de uma música que ele ainda não denominou, e completando com “Saudade” e “Reflexo da Madrugada”. Luís informou que no final deste ano lançará o primeiro álbum e ele será todo autoral.

luiz tojeiro

Dando sequência ao DaliCultura, Tiago Cardial, mais um aluno de Comunicação Institucional, se apresentou declamando poesias autorais, tendo como principal influência o poeta Fernando Pessoa. Tiago apresentou três trabalhos: “Sandice”, “Estante” e “Sina dos Desafortunados”.  Com palavras fortes e tocantes, Tiago fez uma belíssima apresentação. Ao final, disse que não expõe seus poemas ao público, como em páginas no Facebook e afins, mas que no futuro pretende colocá-las para que todos possam apreciar.

Lika Akamatsu, do curso de Comunicação Organizacional, e seu amigo João Paulo, do curso de Letras da UFPR, foram os responsáveis apresentação da manhã. No clássico voz e violão, os dois fizeram uma apresentação bem diferente, com uma música toda em japonês. Lika explicou que a canção narrava a separação de um casal, por isso o tom “triste”. A apresentação da música “Onaji Hanashi”, de Humbert Humbert, arrancou aplausos do público que gostou da atração diferenciada.

lika e joão Paulo

A estudante de Letras Anna Clara Bordinião, juntamente com Heloíse Domenico, de Comunicação Organizacional,  fizeram bonito ao tocarem músicas da  Banda Mais Bonita da Cidade. Como Anna mesmo disse, a escolha foi justamente para prestigiarem uma banda formada na própria cidade de Curitiba.  Logo na primeira música, Anna Clara emocionou a todos cantando “Boa Pessoa”, ao explicar a escolha, disse que era uma homenagem para a mãe, pois sempre que Anna pegava o violão, sua mãe dizia que ela só tocava aquela música, e devido a momentos difíceis nos últimos tempos, essa era homenagem à sua mãe. “Se eu Corro” e “Nunca”, fechariam a apresentação com chave de ouro, mas a plateia queria mais, e pediu a música “Oração”, mais uma da Banda Mais Bonita Da Cidade. Elas prontamente atenderam, incentivando para que o público cantasse junto, o que feito: um final ainda mais marcante para uma apresentação tão bela.

anna clara e helouise

“Um verdadeiro espetáculo”, assim todos definiram a apresentação do professor do DALIC Gustavo Nishida e sua esposa Heloyse Nishida. Antes de começar,  o professor explicou que em um evento anterior, eles tocaram a música “Meu sangue ferve por você”, do icônico Sidney Magal com um arranjo diferente. Após isso, viram que existem muitas músicas bonitas e com letras interessantes, mas que os arranjos estragam, e por isso começaram a fazer um apanhado dessas músicas e iriam mostrar para o público naquela apresentação.

A primeira foi “Cheia de Mania”, do Raça Negra, com uma leitura totalmente diferente, e animou o público. Na sequência um clássico do funk, “Se Ela Dança Eu Danço”, do MC Leozinho, levou o público a participar vivamente e, claro, ao estilo dos nossos intérpretes. Na última música, mais um clássico, dessa vez do sertanejo, “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó, também foi uma das releituras feitas pelo casal. Quando a apresentação acabou, o público aplaudia e pedia mais, fazendo com que Nishida e sua esposa cantassem a música que deu início a este trabalho de releituras musicais:  não faltou alegria na interpretação de “Meu Sangue ferve por você”, de Sidney Magal. O público aplaudiu muito e cantou junto.

Gustavo e Heloyse Nishida

Ao som de “Hey You”, de Pink Floyd, a aluna de Comunicação Organizacional, Tariana Zacariotti e seu acompanhante Alessandro, fizeram uma apresentação no estilo circense, com muitas posições acrobáticas e que demonstraram técnica e concentração. O público ficou apreensivo em cada movimento e correspondia com palmas a cada nova posição. Tariana e Alessandro treinam juntos há 19 meses e montaram essa coreografia especialmente para o DaliCultura. Mais uma apresentação que abrilhantou o evento e agradou muito e público, especialmente com as palavras de Tariana ao final da apresentação, agradecendo a oportunidade de mostrar seu trabalho dentro da faculdade. Ela deu ênfase  que a apresentação tem como significado o contato entre as pessoas, pois muitas vezes deixamos isso de lado e o contato humano é muito importante. Com belas palavras, a estudante definitivamente deu um show.

tariana e alessandro

O já formado em Letras, Vinícius, deu abertura com uma introdução histórica para a oitava apresentação do dia que ficou a cargo da professora do DALIC, Maurini Souza. Ela apresentou um monólogo: “A libertação de prometeu” de Heimer Müller, com muita interatividade e uma belíssima atuação a professora foi enfática ao realizar sua apresentação teatral.  O público ficou paralisado, estático e aplaudiu muito ao final.

A nona atração do dia ficou com a dupla de estudantes Cesar Cruz e Thayna Bressan. Com a música “Palavras” de Ana Carolina abriram o show, que ainda teve a participação de Anna Clara, com o violão. As músicas “Sorte” de Ana Mueller e “Volta”, de Johnny Hooker, fecharam o repertório da dupla. Cesar, ao final, cantou uma música autoral à capela, sem um nome definido, o aluno do curso de Letras fez bonito e mostrou talento para composição, assim como para o canto, juntamente com sua dupla, Thayna, do curso de Comunicação Organizacional.

thayna e cesar

Vindo da Bahia, a aluna do curso de Comunicação Organizacional Cláudia Santos, chegou recitando uma poesia que apontava as diferenças entre seu estado natal e o Paraná. O  público, aos gritos, pediu mais uma poesia e, claro, ela atendeu prontamente recitando “Um amor de estudante”, poesia com versos cheios de significados, evocando diferentes disciplinas e procedimentos acadêmicos. Cláudia arrasou em uma apresentação muito bonita e que marcou a todos.

A aluna de Comunicação Organizacional, Gabriela Nogarolli, tomou conta da décima primeira atração do dia. Cantando “Velha e Louca”, de Malu Magalhães, e “Velha Infância”, dos Tribalistas, Gabriela encantou a todos com a sua doçura e seu jeito calmo para interpretar as músicas com perfeição. Apenas ela e o violão, se agigantaram no palco do DaliCultura, e fizeram mais uma apresentação digna de aplausos.

gabi nogarolii

Uma das atrações mais aguardadas do dia era a apresentação da professora do DALIC, Alcioni Galdino, e ela veio com surpresas trazendo ao palco a também professora do DALIC Adriana Cabral e as estudantes Anna Clara e Heloíse. Na primeira música, as quatro deram um show, interpretando “Sal da Terra”, de Beto Guedes. A segunda foi um clássico de Chico Buarque, “João e Maria”, um tremendo sucesso entre todos os presentes. Para encerrar a apresentação, a professora Alcioni foi para a flauta, Anna para o violão e Heloíse fez a voz e o teclado, com a música “Por onde Andei”, de Nando Reis. Um belíssimo espetáculo da penúltima atração do DaliCultura.

Para fechar o evento, mais uma atração circense se apresentou no palco, dessa vez Joyce Franco,  do curso de Comunicação Organizacional, e sua companheira Juliana, fizeram uma apresentação com várias performances acrobáticas e um certo tom teatral, muito diferente e irreverente. Na última parte do espetáculo, fizeram bolhas de sabão gigantes, acrescentando ainda mais beleza ao número. Ao final, as meninas chamaram o público para subir no palco e aprender a fazer as bolhas daquele tamanho e do jeito teatral delas. O resultado? Uma grande brincadeira e muita diversão. Joyce ainda fechou a apresentação dizendo que o importante é estar feliz, fazendo o que gosta, com as pessoas que gosta.

circo joyce

Como ato final do evento, o tatuador Luiz Prendin, que estava fazendo uma oficina de tatuagem nos corredores do miniauditório, apresentou uma tatuagem feita por ele ali mesmo no DaliCultura. A aluna Isabelly Martins mostrou o resultado do trabalho do tatuador: uma água viva foi o desenho escolhido.

desenhos Luiz Prendin

A primeira edição do DaliCultura superou as expectativas, com o miniauditório lotado, não faltou sintonia para que o evento acontecesse. Mágico seria a palavra ideal para expressar o que aconteceu nesta última quinta-feira, cada apresentação mexeu com o público de um jeito diferente, cada emoção, cada música cantata, cada palavra declamada, caiu como uma luva para um evento com tantas atrações diferentes e com uma única intenção: dar vida à arte, manifestar cultura.

Essa foi só a primeira de muitas edições que estão por vir. Viva a arte!

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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