Juntas somos mais fortes!

Amanda Cristine (*)

Ocorreu na última sexta-feira (27), no centro de Curitiba, uma manifestação liderada pelo Movimento Feminista da cidade. O ato intitulado “Juntas Somos Mais Fortes” objetivava manifestar indignação perante o recente acontecido na cidade do Rio de Janeiro, onde uma jovem de 16 anos foi dopada e estuprada por 33 homens durante um baile. A organização do evento solicitou que, além do ato se opor à atitude dos estupradores, também prestasse solenidade para a vítima e sua família.

O manifesto foi marcado através das redes sociais e quase 10 mil pessoas demonstraram interesse em participar. Mesmo com péssimas condições climáticas no horário marcado para o ato, cerca de mil pessoas estavam presentes no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, segundo a organização.

feminina manifestação

Quem tomou a voz no evento foi a professora Janeslei Albuquerque que, além de explicar a cultura do estupro na sociedade, posicionou-se contra as medidas do atual governo interino, que cortou alguns ministérios importantíssimos para as minorias, como o Ministério da Cultura, das Mulheres e da Igualdade Racial, por exemplo.

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Aline Almeida, uma das organizadoras, defendeu o posicionamento das manifestantes: “O ato ‘Juntas Somos Mais Fortes’ que eu Deborah Castro organizamos é de extrema importância nesse momento devido ao caso da moça do Rio de Janeiro que sofreu o estupro coletivo e também as inúmeras vítimas que são estupradas todos os dias e ocultadas por uma sociedade que vive na cultura do estupro. Não obstante, quando os casos de estupro vêm à tona, a sociedade e as autoridades julgam a vítima como culpada pelo estupro” e ainda faz um apelo que cabe a toda a sociedade: “É necessário reforçar que estupro é crime, reforçar que o único culpado é o estuprador, é necessário não responsabilizar a vítima e acolhe-la e é mais do que necessário debater sobre essa cultura do estupro cotidianamente para que não tenhamos vítimas futuras. A expectativa é justamente a conscientização”, completa.

Durante o ato a PM fez a ronda no local, porém, não houve quaisquer queixas ou ocorrências.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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