Seminário debate abolicionismo de Joaquim Nabuco

Leonardo Wollinger (*) 

O segundo dia de atividades do Seminário Presença Africana no Brasil teve início na manhã desta quarta-feira (11) com a fala do professor Fernando de Sá Moreira, do Instituto Federal do Paraná de Telêmaco Borba e doutor em filosofia. Durante cerca de meia hora foram apresentados ao público, textos e a abordagem filosófica do abolicionista brasileiro Joaquim Nabuco, que viveu no séc. XIX.

Fernando ressaltou que sua busca pelos textos de Nabuco teve início com as frustrações decorrentes da linha eurocêntrica no ensino da filosofia na academia, o que deixa de lado diversos pensadores latinos e africanos.

abolucionismo

De acordo com o pesquisador, enquanto na França, ao abolir a escravidão os negros tiveram a possibilidade de voltar para a África, no Brasil o processo de emancipação desses indivíduos encontrou inúmeros obstáculos e a resistência de um pequeno grupo dominante. O negro, então cidadão, continuava escravo de um sistema que o oprimia e subjugava. A importância do processo emancipatório presente nos textos de Joaquim Nabuco é uma das correntes adotada pelo palestrante.

Logo após a fala do convidado o microfone foi aberto para perguntas, que abordaram a atualidade política dos textos de Joaquim Nabuco, o reconhecimento do negro como cidadão no período pós-abolição e a cultura africana dos adinkras, símbolos gráficos que transmitem ideias e valores.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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