A ancestralidade Africana nas Artes é tema no Seminário de Presença Africana

Isabel Noernberg (*)

A presença de traços ímpares e marcantes da cultura africana é muito vívida em nosso país, principalmente no que diz respeito às formas de arte, como música, dança, artes plásticas e etc. Foi neste tema que se pautou a mesa redonda da segunda tarde do Seminário Presença Africana no Brasil, que está acontecendo no câmpus central da UTFPR.

Estiveram presentes Luiz Sergio Ribeiro da Silva, mestre pela Faculdade de Artes do Paraná, Brenda Maria dos Santos, produtora Cultural e promotora da festa ‘Um baile Bom’ e também Megg Rayara de Oliveira, doutoranda em Educação  pela Universidade Federal do Paraná.

mesa ancestralidade

Janaína Souza de Queiroz, mestranda da UTFPR, conduziu o debate, que se desenrolou a partir da fala de Luiz Ribeiro. O músico abordou a biografia de Jhonny Alf, grande sambista da década de 1970, em um cenário no qual a veiculação de sambas não era aceita nas emissoras de rádio, pois dizia-se tratar de ‘música de negro’. O estilo do sambista trouxe uma reviravolta, com uma melodia marcada pelo compasso do samba que inseriu o ritmo no cenário da música popular brasileira.

Já Brenda falou sobre a promoção da festa ‘Um baile bom’ identificada como  território negro. O baile acontece na Sociedade Beneficente 13 de maio, em Curitiba, e é organizada por negros e para negros. “É um espaço onde se pode celebrar e reafirmar nossa identidade”, disse ela. Além disso, na festa são vivenciados aspectos como a valorização da estética, corporeidade e imagem do negro.

Também Megg se pronunciou a respeito do tema, trazendo ao debate artistas LGBT e afrodescendentes, bem como africanos. Megg exaltou a invisibilidade do artista negro perante os olhos da maioria branca, assim como a dificuldade de reconhecimento autoral, que infelizmente não é de hoje e prossegue acontecendo.

A programação prosseguiu com uma grafitagem feita pelo artista Cleverson Pais, contou com apresentações de Break por Carlos Alexandre e Edgar Libio e também o som do Rapper e MC Davi Black, compondo o cenário da arte negra local.

grafitagem

O seminário continua e amanhã, 12 de maio, é o último dia. Mas informações no blog do evento:  https://neabiutfpr.wordpress.com/2016/05/04/vi-seminario-presenca-africana/.
(*)Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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