1° de Maio Solidário, uma luta dos trabalhadores

Débora Bortolotti (*)

No dia 1° de maio, feriado do Dia do Trabalho, a cidade de São José dos Pinhais e mais outras sete (Morretes, Pontal do Paraná, Matinhos, Rio Azul, Ponta Grossa e Campo Largo) foram palco da 15° edição do 1° de Maio Solidário, promovido pela Força Paraná.

O evento celebrou os 130 anos desta data, relembrou as lutas dos trabalhadores, indicou problemas que a classe está enfrentando, além de sorteios de 10 carros e de 1000 cursos de qualificação profissional. O decorrer da tarde foi marcado também por diversas atrações, como shows, brincadeiras para crianças e almoço de costela de chão. Segundo os organizadores, a estimativa foi de 100 mil pessoas presentes.

1 de maio

                                    Abertura do evento 1° de Maio Solidário

A programação teve início às 10 horas com shows, contudo só às 14 horas houve a abertura oficial do evento. Nesse momento, um manifesto foi posto em votação para que houvesse maior tolerância, respeito e conversação entre as diferentes classes, e se posicionou contra qualquer tipo de violência e agressão a quem possuir opiniões diversas entre si.  O 1° de Maio Solidário visou ainda a arrecadação de alimentos que serão fornecidos a instituições de assistência social dos municípios. Era por meio desta doação que os participantes conseguiam os bilhetes para os sorteios.

O evento foi considerado pelo diretor da Federação dos Metalúrgicos, Alfani Alves,  um dia de luto, devido aos trabalhadores que foram mortos em Chicago (EUA) enquanto reivindicavam melhores condições de trabalho e redução da jornada, pedidos até hoje não devidamente atendidos. Além de ser um dia de luta para que se mantenham os direitos conquistados, já que devido ao quadro atual da política brasileira, estes passam a estar em risco, necessitando de muita garra e determinação da classe.

Para Jamil Dábras, Secretário da Força Sindical do Paraná, a 15° Edição do evento teve por objetivo reafirmar a luta da classe trabalhadora, pois ela tem que ampliar suas conquistas e resistir para que permaneça com os ganhos já obtidos. Afirmou também que uma série de projetos no parlamento brasileiro busca nada mais que retirar os direitos dos trabalhadores e hoje é necessário que se faça uma reflexão e alerta aos funcionários de que é preciso eles estarem organizados e irem para a luta.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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