Política de pão e circo

TEXTO DE OPINIÃO

Josimar Aguiar (*)

Estarrecedora, a palavra que resume a tarde e noite do último domingo no cenário político nacional. Para onde se ia os olhos estavam voltados para o futuro do país.

Considerar legal o ato que visa destituir do poder a presidente da República – por favor, é presidente a não presidenta -, até pode ser aceitável, pois em uma nação utópica esta realidade não deveria ser aceita, as tais pedaladas seriam algo absurdo. Mas o que falar de todo aquele teatro que pode ser visto na Câmara dos Deputados, quando nossos representantes desenharam um espetáculo, mais uma vez, produzido para trazer ao cidadão a sensação de não ser representado.

E vamos falar sério: nenhuma expressão encaixa-se melhor para definir o espetáculo que a palavra CIRCO.

Pudemos identificar claramente malabaristas, que mesmo na corda bamba, sobre seus monociclos, faziam malabares com a cabeça do cidadão e deram seu show; mágicos, tinham muitos mágicos, tirando elefantes de suas cartolas – e elefantes de todas as cores, buscavam convencer os espectadores de suas grandes obras e de que era de sua cartola que estavam sendo produzidas as soluções para o problema da nação! O que dizer dos atiradores de facas, cuja principal função era tirar o foco de todos os truques de sua parte, com arremessos bem feitos, afinal de contas é muito mais fácil apontar os erros dos outros. E não podemos esquecer dos palhaços, eram muitos palhaços, que tinham o único propósito de entreter, sem conteúdo algum, sem noção alguma do que faziam ali; tínhamos até alguns homens bala, que atiraram-se à morte, pois era o que lhes restava.

O pior em todo este espetáculo era a figura do maestro, maquinando o futuro do dono deste circo em decadência, afundado e descrente, o alvo da desconfiança de muitos de seus liderados, e sua postura, torcendo pela morte do dono e para que alguma migalha lhe sobre, mesmo sabendo que sua liderança sobre esta trupe toda não vai acontecer, pois a maioria acredita que ele é o próximo no tiro ao alvo.

O que me restou com espectador: assistir todo o circo, como bom brasileiro acompanhado de uma gelada, pipoca e pizza, afinal de contas todos os enredos nestas terras acabam assim, em PIZZA.

(*) Estudante de Comunicação Organizacional da UTFPR

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