Museu da Vida divulga obra social de Zilda Arns

Foto: Divulgação

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Beatriz Rodrigues, Mirian Camargo, Nayara Vendramin e Kathy Teixeira (*)

Em 32 anos de trajetória muitas experiências foram vividas e influenciaram na história dessa organização que ajuda bebês, crianças e gestantes a saírem da desnutrição e desenvolver uma vida digna. A missão da Pastoral da Criança e o trajeto que foi desenvolvido na gestão de Zilda Arns virou hoje o Museu da Vida, composto da história da pastoral e de sua mentora.

O Museu da Vida, localizado em Curitiba, conta com sete salas de demonstrações e coleções de objetos. Está localizado juntamente com a Sede da Pastoral da Criança no bairro Mercês, e suas seções são dividas em: Galeria da Vida, Linha do Tempo, Mil Dias, Brinquedos e Brincadeiras, História da ANAPAC, Memorial Dra. Zilda Arns, e por último a Rua do Brincar. A visita acaba com uma trilha por um bosque de mata nativa com mais de 13 mil metros quadrados, diversas árvores centenárias e uma gruta natural.

O destaque fica para o Memorial Dra. Zilda Arns, que apresenta o ambiente em que ela trabalhava. O espaço conta com objetos originais na mesma posição deixados por Zilda antes de viajar para o Haiti, quando morreu em 2010, vítima do terremoto que atingiu o país. Além de dispor de trechos de próprio punho e de seu último discurso gravados nas paredes do Memorial.

O MDV é tutelado e apresentado por uma equipe de mediadores, que explicam aos visitantes cada seção do museu e os fazem entender o legado que a Zilda Arns deixou. O principal recurso para atuação governamental da pastoral da criança é a destinação de imposto de renda de empresas e pessoas físicas que doam 6% do valor total do imposto de renda através da Lei Rouanet, atitude que o indivíduo não sente diferença, mas é possível realizar muitas ações de cunho social.

Eventualmente, o Museu da Vida desenvolve apresentações, homenagens e brincadeiras para as crianças, que são o principal foco da organização. Já ocorreram apresentações musicais com orquestras, exposição de dia das mães, semana mundial do brincar, além de homenagens a freis, padres e datas religiosas, como a Páscoa.

O objetivo do MDV é disseminar o conhecimento e acontecimentos que a Pastoral da Criança passou em mais de 30 anos de história e preservar o acervo museológico, arquivístico e bibliográfico sobre a promoção da saúde, da nutrição, da educação e da cidadania durante o ciclo vital, da concepção à morte natural do ser humano, fundamentado nos princípios e nas ações da Pastoral da Criança, além de promover e preservar a memória da missão de Zilda Arns.

Zilda nasceu em Forquilha – Santa Catarina, e escreveu sua história no estado do Paraná como médica. Devido a isso, o hospital inaugurado em 2012 no Pinheirinho traz seu nome. Ao fundar a Pastoral da Criança em 1983, o início das atividades fez com que o índice de mortes infantil baixasse de 127 a cada mil crianças para 28. O sucesso incentivou que a Igreja Católica expandisse o programa para outros estados. Já o Ministério da Saúde adotou as práticas realizadas pela Pastoral, além de aperfeiçoar para obter ainda mais resultados positivos no combate da mortalidade infantil e desnutrição.

O filho de Zilda Arns, Nelson Arns, é quem cuida atualmente de propagar a mensagem desenvolvida pela sua mãe e continuar com seus objetivos, constatados no estatuto da ANAPAC. O intuito é que a Pastoral da Criança se transforme em referência de estudo dos cuidados com a saúde desde os primeiros dias do ciclo vital, além de se tornar um espaço de promoção à brincadeira livre das crianças e um local de conservação documental sobre as experiências de Zilda Arns.

A mediadora do museu Elcy Alzira Michtal relata sobre a relação do Museu da Vida com as atividades da Pastoral da Criança, ambas situadas no mesmo lugar. Segundo Elcy “não há relação financeira, as doações destinadas ao Museu da Vida não tem vinculo com a Pastoral, o Museu apenas relata a história da Pastoral”.
O público que visita o local são alunos de colégios e faculdades; turistas; voluntários e colaboradores da Pastoral da Criança, além de moradores da região. A média é de 300 visitas por semana, sendo que nos finais de semana possui uma frequência menor por não haver visitas de alunos de colégios e faculdades.

Quando questionada em relação ao que acha que aperfeiçoaria a repercussão da imagem do museu para que ganhe maior visibilidade pelo público, Elcy disse acreditar que realizar mais divulgações nas mídias como rádio e TV ajudaria a ganhar mais visitas e assim as pessoas conheceriam o trabalho da pastoral e quem foi a Dr. Zilda. “Tivemos a oportunidade de expor em um outdoor cedido próximo ao shopping Mueller e neste mês teve muito mais visita do que os meses sem outdoor”, recorda.

O objetivo do Museu da Vida é deixar viva a lembrança de Zilda Arns e dos acontecimentos que ela, em nome da Pastoral da Criança, fez em todos os estados do Brasil e da África, além de ações individuais em estados do Haiti e Moçambique. Após sua morte, a estrutura da Pastoral da Criança conta com líderes voluntários que lutam pela mesma causa: lutar contra a desnutrição e integrar à vida ações sociais que evolua a situação atual de indivíduos que são limitados pelo aspecto financeiro e cultural.
( *) Alunas do COMUT-UTFPR.

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