Professor da UTFPR Ecoville pesquisa há 45 anos reaproveitamento de resíduos

Russo

Elton Moraes (*)

O professor visitante da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) sede Ecoville Vsévolod Mymrine, de 75 anos, mais conhecido como Seva, pesquisa o reaproveitamento de resíduos e rejeitos há 45 anos.

A pesquisa nasceu durante os confrontos na ex-União Soviética, em que engenheiros militares utilizavam cinzas como material complementar para reconstrução de pontes destruídas, e sua proposta hoje é ajudar empresas que enfrentam problemas ambientais, principalmente na área econômica, na qual as taxas e multas podem ser drasticamente reduzidas.

As pesquisas preliminares realizadas quando Mymrine ainda vivia na Rússia, há mais de quatorze anos, mostram que o investimento médio dos projetos variam entre R$180 mil a R$600 mil, podendo ter um retorno de até 45% em dez meses.

Com base nos resultados obtidos, foi realizado um experimento em que foram construídos um aeroporto militar e 300 quilômetros de estradas em diferentes locais da ex-URSS. Além deste exemplo, outra via da pesquisa é a reutilização do chorume para a fabricação de tijolos, em que podem ser produzidas 7.200.000 peças por ano, tendo um custo médio unitário de R$0,40 e vendido no mercado a R$0,65.

Membro da Academia Russa das Ciências Naturais de Moscou, o professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) do Ecoville mudou-se para o Brasil no ano 2000, após realizar duas semanas de palestra sobre sua linha de pesquisa em Porto Alegre. “Apesar das dificuldades, não pretendo retornar à Rússia”, afirma. As dificuldades às quais se refere são as de obtenção de matéria-prima e da falta de apoio: “A universidade não tem ajudado muito financeiramente”.

Apesar de ser uma forma de diminuir a poluição do meio ambiente, além de ser um fator positivo à economia, para o projeto ter seguimento é necessário que novas empresas sejam criadas para a captação e produção de materiais à base de resíduos.

“Seria interessante ver o projeto em ação, uma pena que é uma pesquisa engavetada”, afirma ele. Ao ser questionado sobre a aplicação do trabalho no Brasil, Mymrine lamentou pelas empresas que se diziam interessadas, mas que não lhe deram respostas positivas por faltar realização da pesquisa no país.

(*) Aluno do CTCOM-UTFPR.

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