Ciclovia da Avenida das Torres ainda peca por insegurança

Grade quebrada no viaduto sobre a Linha Verde oferece risco aos ciclistas - Foto: Deivid Nadalini

Grade quebrada no viaduto sobre a Linha Verde oferece risco aos ciclistas – Foto: Deivid Nadalini

Deivid Nadalini (*) O tema mobilidade urbana tem tido um especial enfoque, devido à maior preocupação com a melhoria no fluxo de trânsito, a qualidade de vida, bem como sustentabilidade e preservação ambiental. Uma das opções que atendem a estes requisitos é o estímulo ao uso da bicicleta como modal de mobilidade. Curitiba tem feito campanhas e investido em infraestrutura para incentivar o uso da bicicleta, como a via calma, na rua Sete de Setembro, a ciclofaixa na Marechal Floriano e a ciclovia da Avenida das Torres. Consequentemente, aumentou o número de ciclistas, que são beneficiados pelo deslocamento mais barato e a melhoria da qualidade de vida propiciada pela prática de exercício físico. Mas há o outro lado: no trânsito, o ciclista, junto com o pedestre, é um protagonista mais fraco que o automóvel. Como diz serigrafista e ciclista Oséias, 53 anos, o parachoque da bicicleta é o próprio corpo do ciclista. Oséias há mais de 10 anos usa o pedal também como meio de transporte, pela praticidade e até na rapidez no deslocamento em pequenos trajetos. Morador do Uberaba, foi beneficiado pela implantação da ciclovia na Avenida das Torres, que tem como objetivo ligar o centro de Curitiba ao aeroporto de São José dos Pinhais. O trecho Curitibano já ficou pronto. Mas tem diversos problemas: carros estacionam na ciclovia, deveria haver mais fiscalização da Setran.

No cruzamento com as ruas, em alguns pontos faltam a guia rebaixada. Quando ela existe, está defeituosa, causando trancos na bicicleta e potenciais prejuízos. O ponto mais grave do percurso é a alça de acesso à Linha Verde, lugar onde a advogada Mari Kakawa, no último dia 10 de abril foi atropelada ao atravessar a rua, quando ia para o trabalho com sua bicicleta. Oséias diz que ali “os carros nem ao menos diminuem a velocidade ao acessar a alça, às vezes, nem dando pisca alerta que vai entrar na alça”.

Poste esconde placa que sinaliza travessia de ciclistas

Poste esconde placa que sinaliza travessia de ciclistas

Ao visitar o local, é possível constatar estas irregularidades, inclusive identifica-se uma placa que avisa a presença de ciclistas, mas que está escondida atrás de um poste. No último domingo houve um “ghost bike”, uma intervenção urbana em locais onde houve vítimas fatais de ciclistas. A bicicleta fantasma foi instalada num poste próximo, e uma silhueta de uma pessoa caída foi pintada no asfalto. Segundo a administração municipal, junto com a ampliação da malha cicloviária, foi também investido em campanhas educativas bem como de sinalização viária. Oséias diz que a inciativa da prefeitura é boa, mas não pode parar por aí. As campanhas de conscientização do respeito ao ciclista devem ser melhoradas, inclusive de educação do próprio ciclista. Sem isso, haverá mais mortes. (*) Aluno do COMUT-UTFPR.

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