Morar fora

“A capacidade de adaptação que você acaba adquirindo e o olhar crítico, nos faz enxergar as coisas de outra maneira e com isso ter mais ideias para melhorar e evoluir”.

 

Dayse da Silva (*)

Já pensou em sair da zona de conforto e encarar o desafio de estudar em outro país? Bolsas como o programa Ciências sem Fronteiras (CSF) vem modificado as ambições de estudantes e aumentado o número de pessoas dispostas a enfrentar o desafio. De acordo com os dados da coordenação nacional do programa, a UTFPR está entre as instituições de ensino superior que mais enviou alunos para o intercâmbio. O candidato precisa apresentar bom desempenho acadêmico e estar matriculado em curso de nível superior em uma das áreas prioritárias do programa.


Uma parceria entre o Ministério da Cultura e os Ministérios da Educação e das Relações Exteriores, vai oferecer bolsas de estudo no exterior para as áreas que não são atendidas pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Os alunos de humanas podem procurar pelo programa chamado Conexão Cultura Brasil. As inscrições para viagens até março de 2015, se encerram dia 7 de novembro de 2014.

Com certeza a experiência de morar no exterior é única e, por mais que a ideia pareça empolgante e promissora, ela também causa ansiedade, medos e dúvidas. Por isso é importante ter consciência dos pontos positivos e negativos e conversar com as pessoas que já passaram por isso. Karen Portela, tem 22 anos, é aluna do curso de Engenharia Elétrica da UTFPR e morou um ano fora do Brasil pelo programa Ciências sem Fronteiras. Ela conta que soube do CSF por indicação dos amigos que estavam participando do programa.

A estudante Karen Portela passou um ano na Itália.

A estudante Karen Portela passou um ano na Itália.

“O processo de seleção foi bem tranquilo, primeiro passou pelos requisitos da Universidade, depois os dados foram encaminhados para a CAPES. O país que eu havia me escrito era Portugal, mas acabei tendo a opção de escolher entre outros sete países. Depois da aceitação pelo país escolhido tive que escolher três universidades que eu gostaria de estudar. Então veio o resultado final, com qual opção você tinha sido aceito. O processo foi simples, apenas muito demorado e aí sempre ficava naquela dúvida se estava tudo dando certo”, relata.

Karen passou um ano estudando na Universidade de Bologna na Itália. O processo de seleção pelo qual ela passou gerou uma série de polêmicas quanto aos critérios de seleção dos programas que oferecem bolsas de estudos no exterior – muitos defendem a necessidade de ter fluência em outro idioma. Nessa chamada do Ciências sem Fronteiras os alunos ganharam um curso de idiomas no país de destino e passaram por provas para atestar o aprendizado.

De qualquer maneira, todos precisam enfrentar o desafio de viver em um lugar em que as pessoas não falam a sua língua e precisam se adaptar o mais rápido possível: “A vivência na Universidade foi um pouco difícil, principalmente no primeiro semestre, onde o italiano ainda não estava muito bom. A principal dificuldade foi as primeiras provas que eram orais, mas os professores foram bem flexíveis”, conta a estudante.

Karen comenta as diferenças entre o método de ensino nos dois países, na Itália geralmente as provas eram orais e a maioria das matérias eram teóricas, inclusive a matéria que se chamava “Laboratório”. No Brasil, ela tem mais acesso a laboratórios e pode fazer experiências. O que ela buscou o tempo todo foi um diferencial, cursou matérias que não estão da grade do curso da UTFPR e vai demorar mais tempo para se formar, mas não considera esse fato um atraso e sim um enriquecimento tanto profissional quanto pessoal. “Você cresce profissionalmente e pessoalmente, a capacidade de adaptação que você acaba adquirindo e o olhar crítico, nos faz enxergar as coisas de outra maneira e com isso ter mais ideias para melhorar e evoluir”.

Ela chegou no Brasil em agosto, já retomou a rotina de estudos na Universidade e também está estagiando. Depois disso tudo, ela deixa a dica para quem pretende fazer um intercâmbio: “Aproveitem ao máximo essa experiência, seja na universidade, na cidade. Tentem falar a língua do país de destino frequentemente, mesmo nas vezes que você acha que não sabe falar, improvisem, é a melhor maneira de aprender”.

 

Mais informações sobre bolsas de estudo no exterior:

Site do programa Ciências sem Fronteiras
Edital Conexão Cultura Brasil

 

(*) Ex-aluna do CTCOM-UTFPR e aluna do curso de Extensão em Prática Jornalística.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s