Grandes goleadas, grandes decepções: uma breve análise da primeira rodada da Copa do Mundo 2014

Grandes goleadas, grandes decepções: uma breve análise da primeira rodada da Copa do Mundo 2014

Aldebaran Campos (*)

Ao fim da primeira rodada da Copa do Mundo, Alemanha e Holanda foram os maiores destaques, mostraram um futebol consistente e bastante ofensivo. Analisando taticamente as duas seleções, nota-se dois pontos em comum entre elas e de clara semelhança com o futebol jogado pelos melhores clubes da atualidade: defensivamente, Alemanha e Holanda se assemelham ao estilo adotado pela equipe do Barcelona nos últimos anos, ambos fecham os espaços do campo, dispondo seus jogadores numa forma compacta, e marcando o adversário sob pressão ao longo do jogo inteiro. Ofensivamente, percebe-se a objetividade e o estilo de jogo vertical em ambas as equipes, essa forma de jogar remete ao futebol dos dois últimos clubes campeões europeus: Bayern de Munique (Alemanha) e Real Madrid (Espanha). Com essa mescla de estilos que fazem sucesso nos clubes, Alemanha e Holanda arrancaram goleadas expressivas sobre fortes seleções (Alemanha 4×0 Portugal; Holanda 5×1 Espanha).

Outros times também se destacaram com um futebol ofensivo e bem postado na parte defensiva. É o caso da Colômbia, que mesmo sem seu principal jogador, Falcão García – cortado por uma lesão no joelho esquerdo – envolveu a seleção grega e é considerada uma das apostas para surpreender nessa Copa. A Itália enfrentou um jogo difícil contra a Inglaterra, mas apresentou um futebol talentoso do meio para frente. O que preocupa a torcida italiana é a defesa, o grande trunfo do passado italiano, que hoje é visto como o ponto fraco da equipe.

Duas seleções decepcionaram nessa primeira rodada: Atual campeã do mundo, a Espanha, chegou ao Brasil como franca favorita ao título, mas foi facilmente dominada pela Holanda e não mostrou poder de reação. A equipe tem uma média de idade alta e seus jogadores sofrem com a parte física no final de cada partida. Além disso, o destaque da seleção, Diego Costa – brasileiro naturalizado espanhol – teve uma grave lesão pouco antes do mundial e não parece estar 100% para a disputa do torneio. O Uruguai, quarto colocado no último mundial e campeão da Copa América, fracassou perante a frágil seleção da Costa Rica. Em um jogo com amplo domínio costarriquenho, o Uruguai apresentou fraquezas defensivas, principalmente por parte do veterano e violento Diego Lugano, que falhou em lances cruciais, facilitando a vida dos ágeis atacantes da Costa Rica. No ataque, o astro Edinson Cavani pouco pode fazer, pois o meio-campo uruguaio deixou claro que não tem poder de criação e assim não pode munir seu grande artilheiro. A falta de Luis Suárez, atacante do Liverpool (Inglaterra), foi bastante sentida pela equipe uruguaia que não tem um substituto do mesmo nível.

No jogo de abertura da Copa, o Brasil não enfrentou apenas a Croácia, mas também toda a pressão da torcida e o peso de disputar o mundial em casa. O futebol não foi brilhante como se espera da seleção canarinho, mas a vitória por 3 a 1, aliada aos bons resultados conquistados nos amistosos pré-mundial, mostraram que o Brasil tem grandes chances de conquistar o hexacampeonato em casa.

(*) Aluno do CTCOM-UTFPR e presidente da AAASMA – Atlética de Comunicação e Design

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