Um laboratório virtual de mídia – Entrevista: Rozane Suzart

A educadora Rozane Suzart: comunicação voltada para a prática educativa

A educadora Rozane Suzart: comunicação voltada para a prática educativa

(*) Cristiane Elisa Vargas de Freitas

O projeto Ludimídia, criado pela professora Rozane Suzart, é um laboratório virtual de artes, mídias e tecnologias que objetiva proporcionar experiências com arte, mídia, artesanato, comunicação visual e audiovisual voltadas para a prática educativa.

Baiana de Salvador (BA), Rozane mora atualmente na Chapada Diamantina, onde atua como professora no Instituto Federal da Bahia (IFBA), ministrando a disciplina de Artes, e coordenou o setor de Comunicação e eventos do Campus Seabra.

Entre Salvador e a Chapada Diamantina, Rozane já cruzou o Brasil algumas vezes. Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (1999), em 2005 seguiu para o Sul do país para cursar o Mestrado em Educação na Universidade de Passo Fundo (RS). Morou e trabalhou em diversas cidades do Rio Grande do Sul e do Paraná, antes de retornar para a Bahia.

Durante esse tempo, além das várias atividades que desenvolveu como educadora, professora de ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação e webdesigner, idealizou e criou o projeto Ludimídia (http://ludimidia.blogspot.com.br/p/o-que-e-o-ludimidia.html). Na entrevista a seguir, ela fala sobre o projeto.

 

 

AG Comunique – Como surgiu o projeto Ludimídia?

Rozane Suzart – O Ludimídia surgiu em 2005, inicialmente como uma proposta de oferecer serviços nas áreas de educação, arte e tecnologias, mas as parcerias estavam com focos diferentes naquele momento em suas vidas. Então o projeto foi engavetado, mas mantive o nome como uma semente que poderia florescer, dar outros frutos. Foi quando, em 2009, trabalhando na Secretaria de Estado da Educação do Paraná como webdesigner, o projeto surgiu para atender as demandas do setor com o nome de multimeios na escola. Mais uma vez fracassado, retomei o Ludimídia em 2010, entendendo que era um projeto pessoal e dei continuidade implantando-o num blog independente, incluindo a ludicidade, a informalidade, a espontaneidade e sobretudo valorizando o processo, as experiências e não apenas os produtos finais.

Produção de stop-motion

Produção de stop-motion

Assim ele passou a ser um espaço virtual, autônomo, sem fins lucrativos, cujo único objetivo era pesquisar, experimentar softwares, aliando essas experiências aos conhecimentos de arte, educação e ludicidade.

 

Quais os objetivos do projeto?

O objetivo principal é experimentar e compartilhar esses processos de pesquisa em arte, mídia, tecnologias, artesanato, ludicidade. Acredito que esse compartilhamento de experiência gere no público o desejo de criar, de inventar, de fazer diferente. Penso que, ao ter contato com diversas possibilidades, especialmente as inusitadas, quem acessa o blog sente-se contaminado não a copiar, mas a investigar também. O desafio é esse, fomentar o senso investigativo com foco nas tecnologias livres.

 

Quais os tipos de atuação do Ludimídia?

Por enquanto, a atuação se restringe ao blog ou a participações em eventos onde apresento o trabalho em forma de seminário, comunicações etc. Agora, recentemente, em parceria com outras empresas estamos promovendo uma oficina de animação on-line. A ideia é criar núcleos de pesquisa e investigação nas áreas de arte, mídias tecnologias, educação e ludicidade.

 

Quais são as metas do Ludimídia?

São muitas. Muitos sonhos. Uma meta é criar uma rede social na internet, aberta, livre e com ferramentas de produção multimídia para que o público possa interagir com as produções com maior propriedade. Outra meta é ter um espaço físico, aberto, um mega laboratório para pesquisas em arte, mídias e tecnologias aliando a este espaço formações, encontros, exposições – tudo gratuito.

Existem metas mais simples, como a construção de um site, organização das informações. Além disso, é necessário conseguir parceiros de instituições públicas que financiem bolsistas para essas pesquisas, entendendo todo esse processo como científico.

Outra meta é criar eventos, participar de feiras, exposições, além de criar cooperativas com produção de peças artesanais, empresas júnior em institutos federais, a exemplo do IFBA em que sou servidora desde o ano passado.

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