Campeonato Paranaense 2014: nova fórmula, mesmos problemas

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Phelipe Heinzen (*)

Neste sábado, 18, começa a centésima edição do Campeonato Paranaense de Futebol, que pode ser vista por uns como uma das mais importantes competições do primeiro semestre e por outros como uma pré-temporada prolongada. Apesar da alteração da fórmula da edição de 2014, com a intenção de tornar a disputa mais acirrada, o que se vê é uma falta de interesse cada vez maior, não apenas por parte dos clubes, mas também pelos torcedores e até mesmo pela mídia. E esse fenômeno pode ficar mais evidente neste ano, com um certo “abandono” por parte de dois dos maiores clubes do Estado.

A exemplo de 2013, o Atlético jogará o estadual apostando suas fichas na equipe sub-23, que foi finalista do campeonato naquela edição. Porém, o motivo por utilizar o time “de jovens” agora é mais expressivo, já que a equipe principal está focada na Libertadores, pela vaga garantida na ótima participação do Furacão no Campeonato Brasileiro do ano passado. Já o Coritiba entra em campo com uma equipe B, formada por jogadores do sub-20 e o “veterano” Keirrison. Mas, buscando o 38° título na competição, o que seria o segundo pentacampeonato do Coxa (marca atingida pela primeira e última vez em 1975), a equipe principal, que faz pré-temporada em Foz do Iguaçu, deve entrar no decorrer do campeonato.

Mas nem tudo está perdido, já que a motivação para os demais clubes é maior. O Paraná Clube, com novo técnico e elenco renovado, tenta reconquistar o trofeu, que não vai para a Vila Capanema desde 2006, ano em que o clube conquistou o seu sétimo título do estadual, enquanto o J. Malucelli busca seu espaço entre os grandes de Curitiba e os clubes do interior tentam acabar com a hegemonia da capital, um feito visto pela última vez em 2007, com o título do ACP sobre o Coxa.

Com interesses tão divergentes, fica difícil arriscar um campeão. A edição de 2014 do Campeonato Paranaense pode apresentar um novo vencedor, a força do interior, a volta do Paraná Clube ou mostrar que, apesar da falta de entrega total e da utilização de elencos secundários, Coritiba e Atlético ainda são os mais fortes do Estado. Resta aguardar.

(*) Aluno do CTCOM-UTFPR e diretor de comunicação da AAASMA

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