Número de cães-guias é insuficiente para atender demanda no Brasil

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Laura Nazaré (*)

Você já viu um cão-guia hoje? E ontem? Pois é… Essa não é uma cena habitual em nosso dia a dia, não só em Curitiba, mas em todo o Brasil. Nas regiões Sul e Sudeste, esse tipo de auxílio aos deficientes visuais é mais comuns. Mesmo assim, é um número irrisório.

As pessoas que aguardam na fila para receber esse benefício gratuitamente, muitas vezes não chegam nem perto de conseguir o cãozinho. Atualmente, são mais de 2000 pessoas na esperança de conseguir o cão-guia pelo governo. A não ser que a pessoa esteja disposta a gastar bastante dinheiro no treinamento do cão.

Várias entidades filantrópicas ao redor do mundo realizam o adestramento com as doações que recebem. Esse número é bem maior nos Estados Unidos.

Tanto as organizações filantrópicas quanto o governo exigem alguns requisitos básicos para que um deficiente visual possa ter um cão-guia gratuitamente. São submetidos a uma série de questionários respondidos por vários profissionais da área de saúde, tais como: clínicos gerais, oftalmologistas, psicólogos e pessoas que trabalhem com deficientes visuais de forma direta.

Tudo isso para que seja provado que possui condições físicas, mentais e econômicas de manter e cuidar adequadamente do animal. Claro que entre as instituições há diferenças no programa de obtenção de um cão-guia.

Depois de todas as etapas com sucesso, o solicitante é convidado a participar de aulas do processo de treinamento, e há uma prioridade aos cachorros que já completaram todo o programa.

Nos primeiros dias de aula, o pessoal do treinamento avaliará as necessidades e capacidades do futuro dono antes de selecionar um cachorro. Uma vez feita a seleção, ambos começarão a treinar ao mesmo tempo.

Adaptação

Nem todas as pessoas com problemas de visão se adaptam a um cão-guia, por isso, o animal será escolhido a partir de uma série de fatores, tais como a habilidade global para controlar um cachorro e condições de moradia que ambos terão no seu dia a dia.

Como a pessoa e o cachorro possuem temperamentos diferentes todas as diferenças são levadas em consideração em toda fase de treinamento. Um detalhe importante é que o adestramento do animal começa quando ainda são filhotes.

As raças mais utilizadas são: Labrador, Golden Retriever, mestiços dessas raças, Collie (pelo longo ou curto), e o Pastor Alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função, mas não são regra.

O cão-guia, além de amor e carinho, inspira confiança e vontade de viver ao portador de deficiência, integrando-o à sociedade. Porém, é muito importante que, enquanto o cão estiver trabalhando, não brinque nem o chame, pois o animal deve primeiramente estar pronto para atender o dono, e qualquer distração pode ser muito perigosa.

(*) Aluna do quarto período do CTCOM-UTFPR.

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