Hub Curitiba promove exposição “O Idioma do Olhar”

Imagens da exposição: uma viagem às culturas da Ásia

Imagens da exposição: uma viagem às culturas da Ásia

Danndriely Mafra e Matheus Bastos (*)

A Hub Curitiba está promovendo a exposição “O Idioma do Olhar”, produzida pela designer Patrícia Schussel Gomes e pelo estudante de Psicologia Brian Baldrati. A ideia da exposição surgiu em viagens realizadas pela dupla por diversos países do continente Asiático, onde retrataram, pela fotografia, a diversidade cultural dessa região.

Mesmo tendo viajado em ocasiões distintas, é perceptível nas fotografias um estilo semelhante, devido à constante troca de experiência entre eles. Isso possibilitou a criação da página “World Sweet Home” (https://www.facebook.com/WorldSweetHome), que reúne as fotografias e as experiências dos autores, além de partilhar as histórias por trás de cada momento retratado.

A exposição se encontra na Hub Curitiba (Rua Comendador Macedo, 233 – Centro), e ficará aberta por dois meses.

Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida à AG Comunique por Patrícia e Brian.

 

Como surgiu o projeto?

Patrícia: Eu estava morando na Índia e o Brian na Alemanha, e sempre trocávamos ideia sobre fotografia e fomos criando um estilo parecido. Na exposição, mesclamos a foto, e não dá para diferenciar qual é de um e qual é de outro.

Brian: O que é engraçado é que nunca fizemos curso e nada, e foi mais por indicação de amigos. Eles que nos incentivaram a criar um projeto para mostrar o trabalho.

Por quais lugares passaram e quanto tempo ficaram?

P: Eu já morava na Índia e fazia algumas viagens esporádicas. No final da minha experiência na Índia, eu mochilei por dois meses. Não me lembro bem, mas acho que visitei uns 12 países.

B: Eu estava morando na Alemanha e optei por passar 3 meses na Ásia, fazendo mochilão. Foi de outubro a janeiro deste ano, e foi cerca de 8 países que eu visitei.

Qual o impacto da cultura local em vocês?

P: É muita diferença cultural. Eu tinha alguns valores definidos e eu busquei ter um choque cultural na Índia e viver isso. Acho que se intensificou muito mais, você repara que as pessoas são todas iguais na verdade. Por mais que tenha uma cultura muito diferente, todo mundo tem os seus valores parecidos.

B: Eu estava na Alemanha, e escolhi a Ásia por ser uma realidade totalmente diferente do Brasil e da que eu estava vivendo naquele momento. Sabia que seria um desafio passar por alguns países, pois não sabia nem um pouco da realidade deles. Na Indonésia, até a borda de Bali pra parte que é a Sumatra e Java, a realidade era totalmente diferente e no mesmo país. Sempre tinha esse frio na barriga com o que eu iria encontrar depois, com o choque cultural do país, mas sempre me adaptei fácil.

Qual foi o planejamento que vocês tiveram para realizar esta viagem?

B: Como eu estava na Alemanha, a passagem pra Ásia era metade do preço do que a do Brasil. Tinha um livro que eu dava uma olhada, dos locais da Ásia que eu tinha interesse de conhecer, e também perguntava as coisas para algumas amigas que estavam viajando. Não planejei muito porque a ideia mesmo era viajar sem roteiro, eu só sabia que eu ia para Bali desde o inicio e aí foi acontecendo.

P: Não planejar é a melhor escolha, mas isso é da gente. Tem os dois lados também, pois tem algumas viagens que eu penso que se tivesse planejado, poderia ter curtido coisas que eu não curti ou eu teria olhado o tempo do lugar e ver se está chovendo e coisas do tipo. O planejamento dar errado também é uma experiência muita boa.

 

O que vocês querem levar às pessoas com essa exposição?

P: A ideia é passar um pouco da história por trás de cada momento para elas sentirem esses valores que criamos. Às vezes elas não tem coragem de ir para um país totalmente diferente, porque é muito choque. Desenvolvemos a exposição para as pessoas que não tem muita coragem e pra incentivar quem tem aquele “pezinho” lá, mas não tem muito impulso pra ir.

B: Até porque tem gente que vai pela fotografia, para fazer vídeos ou para escrever, cada um tem um tipo de foco. Para mim, a fotografia é muito importante porque retrata muito o momento e o local. Nas fotos tentamos realmente passar a emoção do momento para a pessoa que está vendo.

Pretendem iniciar outros projetos?

P: É um sonho tanto dele quanto meu ir para a África, e estamos vendo se vai ser possível fazer isso.

B: Agora que já temos o projeto, queremos levar para outras cidades. Já tem um pessoal interessado e quem sabe nós estruturamos alguma coisa com foco no inicio, meio e fim. A primeira viagem foi pra curtir e pra conhecer essa nossa paixão.

 

Qual dica vocês dão para quem está querendo iniciar na fotografia?

P: Uma coisa que eu sempre defendi é que o fotógrafo depende muito mais do olhar do que do equipamento. O nome da exposição é “O Idioma do Olhar” porque é a nossa linguagem fotográfica, é o olhar e não o equipamento.

B: Eu acho que se a pessoa realmente quer, não precisa ter uma câmera profissional e não precisa ficar esperando, ela pode já colocar a mão na massa e começar mesmo em Curitiba e na região em que está morando para tirar fotos.

(*) Danndriely é aluna do terceiro período do CTCOM-UTFPR, Matheus é aluno do quarto período.

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