Dia dos Namorados: cenas de um amor a 860 km de distância

O casal Célio e Maria Augusta Pereira em encontro - Foto: Acervo Maria Augusta

O casal Célio e Maria Augusta Pereira em encontro – Foto: Acervo Maria Augusta

Amanda Marciniak e Lissa Chagas (*)

A curitibana Maria Augusta Pereira e o niteroiense Célio Nunes vencem barreiras e namoram há seis anos. Trata-se de uma distância em quilômetros que foi sumindo à medida que ambos se encontraram. O contato era o Orkut, que hoje já está meio fora de moda, porém para os dois foi muito importante.

Ele se interessou pela foto do perfil dela em 2005, resolveu adicioná-la apenas para conversar. No começo, tinha seus receios, mas uma amizade nascia de conversas longas pelo também extinto MSN Messenger.

Com o tempo, foram tomando a confiança e se encontraram em tempo real pela primeira vez, em certas madrugadas pelas chamadas de vídeo. Ele gostava de cantar pra ela e ela de ouvi-lo. O gosto musical era quase o mesmo; ela via nele seus ídolos cantando, o que a deixava cada vez mais encantada.

Maria Augusta contava dos seus amores que não davam certo, dos amores que ela queria ter, dos amores que tinha. E ele, já apaixonado, ouvia sofrendo, mas também tentava entre tantas outras esquecer aquela curitibana. O amor dos dois estava crescendo aos poucos, e o mais difícil era suportar a distância, essa que tinha prazo pra acabar. Ele estava decidido: “Vou pra Curitiba!”.

A ideia parecia quase impossível, ela quase não queria acreditar. E por meio de tantas promessas, ele estava enfim juntando suas coisas e se preparando para uma viagem que ia muito além de morar em uma cidade nova. Ela estava se preparando também, não somente para a chegada do amado, mas para um dos momentos mais importantes de uma garota: seus 15 anos.

Ambos se preparavam para o momento, pois seria a primeira visita, ele chegaria a Curitiba sendo o Príncipe. O Nervosismo, a ansiedade, a alegria de finalmente poder se tocar. Sentir pela primeira vez a sensação de estar juntos. A partir daquele momento eles tiveram certeza que eram “feitos um para o outro”.

 

Dar-se um pouco de si para o outro

O dia dos namorados para alguns é apenas uma data comercial, feita para acúmulo de lucro e consumo. Porém, para outros, é um dos momentos mais especiais com o parceiro, um momento de troca de presentes, lembranças e sentimentos. Ocasião de dar ao outro um pouco de si, deixando marcado aquele dia de alguma forma. Maria Augusta neste dia dos namorados dará um perfume para seu amor: “Sei que ele gosta de ganhar coisas uteis para o dia a dia”.

Presente de Maria Augusta para Célio

Presente de Maria Augusta para Célio

E Célio, pensando no futuro profissional da amada, comprou uma camisa, e afirma: “Ela está na fase de procurar estágios e precisava de uma roupa mais social”.

O presente de Célio para Maria Augusta

O presente de Célio para Maria Augusta

O segmento de roupas e perfumes no dia dos namorados é um dos mais procurados pelos apaixonados, cerca de 32,5% optam por roupas, 12% por chocolates e flores, 12% preferem presentear com perfumes, 6,5% com calçados e 4% compram eletrônicos.

Os dados são divulgados pela Associação Comercial do Paraná (ACP), que entrevistou 200 comerciantes nos dias 28 e 29 de maio. Segundo a pesquisa, o volume de vendas do comércio curitibano nesta data será 3% superior ao mesmo período do ano passado.

(*) Alunas do 4º período de Comunicação.

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